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Que tempos são estes??? Condomínio se divide sobre bandeira do Brasil instalada por general

Que tempos são estes??? Condomínio se divide sobre bandeira do Brasil instalada por general

Nota do editor
Quando o uso do maior símbolo de uma nação vira tema de disputa ideológica, é hora de nos perguntarmos: como chegamos a isso?

Condomínio no DF se divide sobre bandeira do Brasil instalada por general
O Condomínio Vivendas Bela Vista fez assembleia para discutir futuro da bandeira. A disputa terminou com 96 votos a favor e 85 contra

Isadora Teixeira
A instalação de uma bandeira do Brasil em um condomínio do Distrito Federal dividiu a opinião de moradores. O símbolo nacional de 1,80m x 2,56m foi hasteado em um mastro de 12m, em frente à entrada do Vivendas Bela Vista, no Grande Colorado, no último dia 2 de junho. O residencial tem 727 lotes.
O general reformado Haroldo Assad Carneiro teve a ideia de colocar a bandeira no local, com apoio de outros moradores. Ele disse à coluna Grande Angular que gastou R$ 2,7 mil, valor que foi dividido com 30 pessoas. Mas a medida não agradou outros residentes, que acreditam que a iniciativa revela apoio ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). A bandeira do Brasil é um símbolo usado por bolsonaristas em manifestações pró-governo.
A divisão de opiniões ficou clara na terça-feira (22/6), quando foi realizada uma assembleia sobre o tema. O placar foi apertado: 96 votos a favor da bandeira e 85 contra.
A história do estandarte em frente ao Vivendas Bela Vista começou em maio, quando Haroldo e outros moradores decidiram colocar a bandeira no local. Eles já tinham feito a fundação para o mastro. Um grupo de residentes soube da iniciativa e questionou o condomínio, que decidiu pela assembleia.
Mas, antes da reunião entre os moradores, Haroldo conseguiu autorização da Administração Regional de Sobradinho II para a instalação do mastro e concluiu a obra.
“A autorização foi deferida mediante ratificação da Superintendência do Patrimônio da União no Distrito Federal (SPU), que ao analisar a aludida demanda autorizou a instalação da bandeira nacional em área da União em frente ao citado condomínio”, disse a administração à coluna.
Em protesto, alguns residentes instalaram faixas no condomínio pedindo “vacina, paz, Justiça e liberdade acima de tudo”. “Nossa bandeira não pode ser usada como símbolo do genocida Jair Bolsonaro e seus milicos de pijama, responsáveis pela tragédia que já matou mais de 460 mil brasileiros”, dizia uma das faixas, já retirada.

Posições
Um dos integrantes do grupo contrário à bandeira na entrada do residencial, o servidor público Cláudio Valério da Silva, 52 anos, disse à coluna que um morador “não pode fazer uso das áreas comuns como se estivesse na casa dele”. “Houve clara violação à convenção do condomínio e não tínhamos nem que estar discutindo isso. Teríamos apenas que sanar a violação”, afirmou, em texto que preparou para a assembleia e o qual enviou à reportagem.
Segundo Silva, a questão é que a bandeira levanta discussões políticas dentro do residencial. Ele afirmou que o grupo contrário vai enviar ao condomínio uma carta em repúdio à condução do tema e questionar sobre eventuais consequências, “pois a autorização foi dada a um particular e, de certa forma, poderá ser entendido que o condomínio tenha passado a ser corresponsável”.
“Chegamos a levantar, inclusive, questões de segurança devido ao mastro poder funcionar como um receptor de raios, pela altura e localização. Existe uma norma técnica que dá essa compreensão”, pontuou Cláudio.
O general Haroldo disse à coluna que está na reserva do Exército há 10 anos, não tem nenhum vínculo com o quartel nem com o governo. “A bandeira é nossa, de todos os brasileiros. Não pode ser de A ou B. Eu sei que o negócio não é contra mim, é contra Bolsonaro, governo. É disputa envolvendo PT e PSDB. Houve uma conotação política”, afirmou.
A discussão invadiu os grupos de WhatsApp do condomínio nas últimas semanas. Em uma mensagem enviada aos vizinhos, o general reformado chegou a dizer que Bolsonaro iria fazer a inauguração solene e “hastear a bandeira, ao som do Hino Nacional, executado pela Banda de Música do Batalhão da Guarda Presidencial”.
À coluna, Haroldo explicou que é amigo de Bolsonaro e não há “nada que impeça que ele pegue a motocicleta e vá passear pelo condomínio”. Mas afirmou que não conversou com o presidente sobre a bandeira e que a última vez que se viram foi há dois anos.
O general reformado contou que chegou a falar com a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) para hastear a bandeira, “não como deputada, mas como mulher, amiga e personalidade”. Porém, segundo Haroldo, a parlamentar não conseguiu ir em razão de compromisso na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputadas, da qual é presidente.

Ex-deputado
Outro morador do Vivendas Bela Vista é o ex-deputado distrital e atual presidente da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF (Adasa), Raimundo Ribeiro. À coluna, ele disse que a bandeira foi instalada com autorização da Administração de Sobradinho II, órgão regulador da utilização de áreas públicas de uso comum, e com autorização da proprietária da terra, que é a União.
“Eu já fui delegado de patrimônio da União e não tive dificuldade de entender o assunto. Participei da assembleia e, evidentemente, por ter formação jurídica, me pauto pela legalidade. Procurei esclarecer esses fatos e de que não caberia à assembleia decidir o que cabe aos órgãos responsáveis”, assinalou.
Por enquanto, a bandeira do Brasil permanece na entrada do condomínio.
METRÓPOLES/montedo.com

Sem intimidades

Sem intimidades

Cláudio Humberto
No final de 1964, o então coronel que mais tarde seria o célebre brigadeiro João Paulo Burnier, assumiu o comando da Base Aérea de Santa Cruz. Chefe rigoroso, era muito temido por todos. Certa vez, numa sexta-feira, ligou para o Oficial de Dia, tenente Tomaz: “Tenente, soube que amanhã haverá sessão de cinema na Base. Qual será o filme?”, perguntou. O tenente, nervoso, respondeu com a voz trêmula: “‘Eu, Você e o Destino’”. O comandante Burnier não entendeu direito: “O quê?” Para evitar intimidades, o tenente se apressou em corrigir: “O filme é ‘Eu, o Senhor e o Destino’…”
PODER SEM PUDOR/montedo.com

Decreto permite que militar da ativa fique no governo sem restrições

Decreto permite que militar da ativa fique no governo sem restrições

O texto também modifica o Estatuto dos Militares ao autorizar que membros do Exército, da Marinha e da Aeronáutica não tenham que passar para a reserva após dois anos em cargo antes considerado civil

Ingrid Soares
O presidente Jair Bolsonaro editou, ontem, um decreto que permite aos militares que estejam na ativa a exercer cargos nos governos por tempo indeterminado. O texto, assinado também pelo ministro da Defesa, Walter Braga Netto, foi publicado no Diário Oficial da União (DOU).
A medida, que altera o texto de 2017, passa a considerar de natureza militar os cargos e funções, exercidos por militares, que compõem a estrutura regimental do Supremo Tribunal Federal (STF), do Ministério da Defesa, do Ministério de Minas e Energia, da Advocacia-Geral da União, dos órgãos integrantes das estruturas regimentais das Forças Armadas, da Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A. e das Indústrias Nucleares do Brasil S.A. De acordo com o texto, deixam de ser considerados de natureza militar os postos ocupados por militares na Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
O texto também modifica o Estatuto dos Militares ao autorizar que membros do Exército, da Marinha e da Aeronáutica não tenham que passar para a reserva após dois anos em cargo antes considerado civil. Sem o prazo de validade, podem exercer a função por tempo indeterminado.
O decreto vem no mesmo momento em que a Câmara discute uma proposta de emenda constitucional que pretende vetar militares da ativa em cargos na administração pública. A PEC veio na sequência do episódio em que Bolsonaro pressionou o Exército para que não punisse o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que é general da ativa, por ter participado de um ato político com o presidente, em 23 de maio passado, no Rio de Janeiro.
CORREIO BRAZILIENSE/montedo.com

Leia o decreto na íntegra:
DECRETO Nº 10.727, DE 22 DE JUNHO DE 2021

“Judiciário está reparando um dano”, diz Maria Luiza, suboficial trans homenageada pelo STF

“Judiciário está reparando um dano”, diz Maria Luiza, suboficial trans homenageada pelo STF

Após 20 anos de luta, o STJ reconheceu, em abril, que Maria Luza sofreu discriminação de gênero ao ser desligada da Aeronáutica depois de passar por transição

Thays Martins
O Supremo Tribunal Federal (STF) homenageou a transexual Maria Luiza da Silva nesta quarta-feira (24/6), com um vídeo em que a primeira transexual das Forças Armadas conta a sua história. A publicação foi feita nas redes sociais do Tribunal, que lembrou que Maria Luíza foi impedida de continuar na Aeronáutica por discriminação de gênero. A homenagem foi feita como parte das ações da Corte no mês do Orgulho LGBT. Nos comentários, muitos foram os elogios à iniciativa.
Para Maria Luiza, que está prestes a completar 61 anos, a homenagem é mais passo da Justiça no reconhecimento aos seus direitos. “É muito bom essa homenagem. É o resultado de um processo que eu movo. É o Judiciário fazendo o seu papel e, hoje, me dando o direito devido, que é a progressão de carreira. O Judiciário está reparando um dano feito por alguns militares”, afirmou ao Correio.
Maria Luiza lutou por 20 anos na Justiça para ter o direito a se aposentar como subtenente depois que foi obrigada a deixar a Aeronáutica por ter feito a cirurgia de mudança de sexo. Em abril deste ano, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou um recurso da Advocacia-Geral da União (AGU), que pedia a anulação da decisão que reconheceu o direito de Maria Luiza. Em 2020, a Corte já tinha reconhecido o direito dela permanecer no imóvel funcional da FAB. Maria Luiza foi aposentada como suboficial em 2000, após 22 anos de Forças Armadas.
“É importante essa decisão, sobretudo porque ela mostra que as Forças não podem discriminar pessoa por questão de gênero. Além de garantir direitos, ela serve para que essas pessoas possam continuar a exercer suas atividades sem serem forçadas a se aposentar”, afirma Maria Luiza.
No vídeo, ela conta que procurou a FAB para avisar da transição e que permaneceria nas atividades, que exercia há mais de 20 anos. Porém, a instituição decidiu por reformá-la. “Eu não aceitei essa imposição. A justiça é para reconhecer o direito das pessoas, que é o direito de não ser prejudicadas em sua vida particular, em sua vida profissional. Essa última decisão foi muito importante, porque os ministros do STJ reconhecem que eu fui discriminada dentro da Força Área”, conta.

História virou filme
Em 2020, a história de Maria Luiza virou filme. O filme conta a história da vida dela e de todos os desafios e mudanças envolvidos na trajetória de uma mulher trans dentro do meio militar, cuja luta foi revelada em série de reportagens do Correio, de autoria do repórter Marcelo Abreu. Para o diretor do filme, o cineasta Marcelo Díaz, a homenagem do STF é um impacto da visibilidade trazida pela obra, que já foi exibida em vários países.
“Estamos permanentemente exibindo o filme para formadores de opinião e debatendo o caso de Maria Luiza e, principalmente, os direitos à população trans, em busca de impacto positivo concreto. Toda essa movimentação também chegou ao STJ e o filme foi citado em decisão do Ministro Herman Benjamin, que reconhece o preconceito pelo qual Maria Luiza da Silva passou e ainda passa. Esse é, para nós, o maior prêmio: fazer um cinema que transforma, ainda mais nesses tempos”, destaca.
Marcelo acredita que a arte pode impactar de forma positiva na luta das pessoas trans pelo reconhecimento de seus direitos. “Temos trabalhando intensamente para que o filme gere mais impacto também em outras instâncias, com ações com o Conselho de Psicologia, OAB, TransEmpregos, líderes religiosos, universidades, polícias, RENOSP LGBTI (Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública LGBTI), dentre outras. Estamos totalmente abertos e disponíveis para quaisquer instituições que busquem contribuir para a inclusão trans, com acolhimento e afeto”, afirma.


CORREIO BRAZILIENSE/montedo.com

Militares do Exército são destaque em curso para sargentos nos EUA

Militares do Exército são destaque em curso para sargentos nos EUA

Sete sargentos do Exército Brasileiro concluíram esta semana o Noncommissioned Officer Professional Development Course (NCOPD), no NCO Academy do Western Hemisphere Institute for Security Cooperation (WHINSEC), no Fort Benning, Georgia, EUA.
O NCOPD prepara os militares para o cargo de Adjunto de Pelotão e outras funções atinentes à graduação de 1º Sargento. Conduzido ao longo de 10 semanas, o curso foi dividido em seis módulos: Administrativo, de Profissão das Armas, de Desenvolvimento Profissional, de Competências do Líder, de Operações e Doutrina e de Combate.
O curso foi ministrado em espanhol, e contou com a participação de sargentos do Brasil, Chile, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México e da Colômbia . Os sete militares brasileiros foram os primeiros colocados do curso.
EB(Facebook)/montedo.com

Música militar perde um grande talento para a COVID

Música militar perde um grande talento para a COVID

Almir Rogério
Cruz Alta (RS) – Faleceu em 21/06/21, vítima de covid, o nosso grande músico pratista que encantou o Brasil inteiro com sua forma nostálgica de tocar pratos.
Descanse em paz Itamar Gelson Santos, obrigado por tudo que fez em prol das nossas bandas, Deus é maior!
Só Dobrados (Facebook) – edição Montedo.com

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