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Piora o estado de saúde do General Miotto, internado por COVID em Porto Alegre

Porto Alegre(RS) – O general de Exército Geraldo Miotto, internado com Covid-19 desde o início de dezembro, teve uma piora em seu quadro de saúde terça-feira.O quadro é considerado muito grave.
Ex-Comandante Militar do Sul, o general, de 65 anos, deu entrada no Hospital Militar de Área de Porto Alegre em 1º de dezembro. O agravamento do quadro motivou sua transferência para o hospital da Aeronáutica, no dia 5. Posteriormente, foi transferido para o Hospital de Clínicas.

Forças Armadas indisciplinadas ou com projetos ideológicos comprometem democracia, diz Mourão

Forças Armadas indisciplinadas ou com projetos ideológicos comprometem democracia, diz Mourão

Vice-presidente também minimizou as dificuldades na logística de entrega das vacinas aos Estados

ESTADÃO CONTEÚDO
Emilly Behnke
O vice-presidente Hamilton Mourão avaliou nesta terça-feira (19) que a democracia é comprometida quando Forças Armadas são indisciplinadas ou ligadas a projetos ideológicos. Segundo ele, esse, contudo, não é o caso do Brasil, em que as Forças Armadas são comprometidas com as suas missões.
Mourão também minimizou os problemas logísticos enfrentados pelo Ministério da Saúde na entrega das doses da CoronaVac aos Estados, e destacou que o importante agora é que o país entre “no modo on da vacina”.
Na segunda-feira (18), o presidente Jair Bolsonaro disse a apoiadores que “quem decide se o povo vai viver em uma democracia ou ditadura são as suas Forças Armadas”. O chefe do Executivo também comentou que “não tem ditadura onde as Forças Armadas não a apoiam”.
As declarações do presidente de tom ideológico ocorrem em meio às pressões pela atuação do governo no combate à pandemia da covid-19. A declaração do presidente vai contra a Constituição e foi criticada por parlamentares e pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin.
— O presidente (Jair Bolsonaro) já tocou nesse assunto várias vezes. É óbvio, se tiver Forças Armadas indisciplinadas ou comprometidas com projetos ideológicos, a democracia fica comprometida. Não é o caso aqui do Brasil obviamente, mas nós temos nosso vizinho, a Venezuela, que vive uma situação dessas aí — disse Mourão em conversa com jornalistas na chegada à sede da Vice-Presidência nesta manhã.
Questionado se a atuação do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, reflete na imagem das Forças Armadas, Mourão citou que os militares sempre são vistos como representantes das Forças Armadas.
— Apesar do ministro ser um oficial general da ativa, mas independente do cara estar na ativa ou na reserva, qualquer militar sempre é visto como representante das Forças — disse.
Em relação às críticas por atrasos na distribuição da vacina na segunda, Mourão avaliou que a entrega “não deu errado”. Ele lembrou que o prazo anterior anunciado por Pazuello, após aprovação do uso emergencial da vacina, era de “dois a três dias” para a chegada do imunizante nos Estados.
A data inicial para a vacinação nacional era prevista para quarta-feira (20), mas o calendário foi antecipado em reunião entre o ministro e governadores.
— O que aconteceu é que ficou aquela expectativa que da noite para o dia ia chegar no Acre e no Rio Grande do Sul ao mesmo tempo. É complicado. Vamos lembrar o que ele tinha falado anteriormente, tanto que a linha de ação é que a vacinação só começasse amanhã — ponderou.
Mourão respondeu ainda sobre a pressão de governadores para antecipar a entrega da vacina. Para Mourão, houve “ansiedade” e “certa “exploração política”.
— Acho que é aquela história, muita ansiedade, também é óbvio que há uma exploração política disso aí. Mas é aquela história, nessas horas muitas vezes o controle foge — disse.
O vice-presidente refutou, contudo, que Pazuello tenha perdido o controle, mas acrescentou que “a gente perde o controle quando há um excesso de pressão”. Na visão de Mourão, o fundamental é que a vacina esteja chegando e que o país em breve entrará no “modo on”, de produção dos imunizantes em escala para vacinar cerca de 70% da população até o fim do ano.
— Fundamental é que a gente consiga entrar no modo on da vacina — disse.
GZH/montedo.com

Força Aérea Brasileira leva vacina a indígenas do Amazonas

Força Aérea Brasileira leva vacina a indígenas do Amazonas

A aldeia Umariuçu receberá mil doses da CoronaVac. Meta é imunizar 430 mil indígenas em todo o país

Bruna Lima – Enviada especial
Manaus, Amazonas – A Força Aérea Brasileira (FAB) leva, nesta terça-feira (19/1), à aldeia Umariuçu, localizada em Tabatinga (AM), mil doses da CoronaVac para imunizar um dos grupos mais vulneráveis às complicações da doença no país.
Na missão de vacinar mais de 430 mil indígenas no Brasil, o Ministério da Defesa serve como apoio à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, quanto à logística e à operacionalidade para chegar aos territórios mais isolados. A estratégia é começar pelas aldeias mais próximas e mais acessíveis, terminando naquelas que são mais longe e de difícil acesso.
Desde segunda-feira (18/1), também são as Forças Armadas que auxiliam o Ministério da Saúde no transporte das vacinas para um terço do país. Os voos partiram de São Paulo, onde fica o depósito central da pasta, para transportar aproximadamente 44 toneladas de carga para o Distrito Federal e para as capitais do Acre, Amapá, Amazonas, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rondônia, Roraima e Santa Catarina. Os demais estados terão os imunizantes transportados por meio de parcerias com empresas privadas.

Mais apoio
No Amazonas, a FAB também tem auxiliado no transporte de insumos e equipamentos para minimizar a crise de saúde do estado, em especial pela falta de oxigênio. Em dez dias de missão, foram transportadas 168 toneladas de cargas para Manaus, sendo, referente a oxigênio, 36 tanques, mais de 1,5 mil cilindros de oxigênio gasoso, 12 usinas e 40 respiradores. Neste período, foram realizadas 314 horas de voo.
* A repórter viajou a convite da FAB
CORREIO BRAZILIENSE/montedo.com

O mito do Poder Moderador

O mito do Poder Moderador

Análise: O mito do Poder Moderador
Mito remete à ideia de que os militares estão acima dos demais poderes, sendo responsáveis pela estabilidade política e manutenção da democracia

Arthur Trindade M. Costa*
A declaração do presidente Bolsonaro de que a democracia depende da vontade das Forças Armadas nos remete a um pensamento recorrente entre alguns militares e personalidades dos mundos político e jurídico. Trata-se do mito do Poder Moderador. A ideia nos leva à Constituição de 1824, que outorgou ao imperador a função de moderar os conflitos entre os outros três poderes.
Desde 1891 esta função foi excluída das constituições brasileiras. Entretanto, a ideia de Poder Moderador persistiu na forma de mito. Durante boa parte do século 20, militares, políticos e juristas buscaram legitimar as intervenções dos militares nos assuntos políticos do País com base no mito do Poder Moderador.
Ele remete à ideia de que os militares estão acima dos demais poderes, sendo responsáveis pela estabilidade política e manutenção da democracia. Foi exatamente isso que o presidente sugeriu.
Tal concepção contrasta como outras democracias veem suas Forças Armadas. O caso atual dos Estados Unidos é interessante. Durante a crise institucional que tem assolado os EUA, os comandantes militares reafirmaram seu distanciamento dos conflitos políticos. Para eles, as Forças Armadas estão à parte – e não acima – do sistema político. E como estão à parte dos três poderes, não cabe aos militares norte-americanos interferir nas crises políticas.
A figura do Poder Moderador torna-se mais contraditória ainda na medida em que os militares fazem parte do governo. O mito só existe no imaginário de alguns. Para extingui-lo é necessário mudar as representações que fazem sobre o papel dos militares. Por sorte, as novas gerações de oficiais não compartilham mais esta concepção. O mito persiste apenas no imaginário de líderes retrógrados.
*PROFESSOR DE SOCIOLOGIA DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
O Estado de S.Paulo/montedo.com

Ministro da Educação usou avião da FAB para voar 160 quilômetros sozinho

Ministro da Educação usou avião da FAB para voar 160 quilômetros sozinho

Athos Moura
O ministro da Educação, Milton Ribeiro, usou um avião da FAB para voar sozinho entre as cidades paulistas de São José dos Campos e Santos no dia 19 de dezembro. A distância entre elas é de 160 quilômetros,
Segundo a agenda oficial do ministro, naquele dia ele participou de dois eventos de manhã em São José dos Campos e não tinha compromissos em Santos, é a cidade onde mora.
Entre decolagem e pouso, de acordo com os dados disponibilizados pela FAB, foram necessários apenas 30 minutos.
O Globo/montedo.com

Santos Cruz reage à fala de Bolsonaro sobre Forças Armadas: “Covardia”

Santos Cruz reage à fala de Bolsonaro sobre Forças Armadas: “Covardia”

Chico Alves
Colunista do UOL

O general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz, que foi ministro da Secretaria de Governo de Jair Bolsonaro, reagiu com indignação à declaração do presidente sobre o poder dos militares de definir se um país será democrático ou não. “Quem decide se um povo vai viver numa democracia ou numa ditadura são as suas Forças Armadas”, disse Bolsonaro.
Procurado pela coluna, Santos Cruz ressalvou que fala apenas em seu próprio nome. Em seguida, fez críticas duras ao comentário presidencial.
“Só posso dizer que isso é covardia com a população e com as Forças Armadas, que trabalham e se dedicam às suas atividades, à defesa do Brasil e em auxílio à população em todos os momentos de necessidade, sempre dentro da lei”, afirma o general.
Para Santos Cruz, com essa afirmação a seus apoiadores, Bolsonaro procura novamente forçar a politização indevida dos militares.
“Isso é mais uma tentativa de enganar a população e arrastar as Forças Armadas para o centro de discussões políticas”, acredita.
Em sua fala de ontem, o presidente disse também que “no Brasil, temos liberdade ainda”. E completou, em tom de ameaça: “Se nós não reconhecermos o valor desses homens e mulheres que estão lá, tudo pode mudar”.
O general discorda radicalmente dessa avaliação: “A garantia da liberdade e da democracia são instituições fortes. O que enfraquece a democracia é o desprestígio e aparelhamento to político das instituições”.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.
UOL/montedo.com

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