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Decreto de Bolsonaro cria a Escola Superior de Defesa

Decreto de Bolsonaro cria a Escola Superior de Defesa

Medida promove alterações “pontuais” na estrutura regimental e no quadro de cargos e funções do Ministério da Defesa

Nathalia Kuhl
O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), editou decreto que cria a Escola Superior de Defesa e promove alterações “pontuais” na estrutura regimental e no quadro de cargos e funções do Ministério da Defesa. De acordo com o governo federal, a medida remaneja cargos e funções sem aumento de despesa.
À época em que se discutia a criação do órgão, o Ministério da Defesa ressaltou: “Não haverá alteração de efetivo de pessoal, apenas serão remanejados os servidores civis e militares entre a Escola Superior de Guerra e a futura Escola Superior de Defesa, ficando em torno da metade dos servidores em cada escola. Após o término dos remanejamentos, cada escola ficará com aproximadamente 225 militares e/ou servidores civis”.
De acordo com o governo, a escola realizará estudos, pesquisas, extensão, difusão, ensino e intercâmbio, em temas de interesse de defesa, com foco prioritário nos servidores civis dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e de instituições de interesse, podendo atender também os militares das Forças Armadas e auxiliares.
“A Escola Superior de Defesa, sediada no Distrito Federal, terá o importante papel de aproximar os órgãos de governo e dos demais Poderes, que integram o centro político administrativo do país, bem como estimular o fundamental envolvimento da sociedade brasileira nos assuntos de defesa”, finaliza o ministério.
METRÓPOLES/montedo.com

Filho teu não foge à luta

Roberto Gozzi @BetoGozzi
Recentemente o jogador brasileiro naturalizado ucraniano, Edmar Lacerda, foi intimado a servir o exército da Ucrânia durante o período de desafeto com a Rússia. O atleta conseguiu uma dispensa e ficou livre do “combate”.
Ele não foi o único jogador de futebol convocado pelas forças armadas, até o Pelé, considerado o melhor jogador de todos os tempos, teve que cumprir com suas obrigações de cidadania, mas diferentemente do Edmar, o Rei não foi dispensado e serviu o exército brasileiro.
Confira uma lista de jogadores que prestaram serviços ao exército, até mesmo na segunda guerra mundial:
 
Adelino Gonçalves Torres, atleta do Cruzeiro. O jogador serviu o exército entre 1944 e 1945, na Segunda Guerra Mundial. O lateral integrou a Military Police (MP) da Força Expedicionária Brasileira-FEB nos campos de batalha em Livorno e Monte Castelo, na Itália. Adelino jogou no Cruzeiro entre 1943 e 1959.
Ceci (centro), Adelino (esquerda) e Didico (direita) no Cruzeiro
José Perácio Berjun, atleta do Flamengo. O atacante atuou por vários clubes, inclusive a seleção brasileira, até disputou uma Copa do Mundo, a de 1938. Perácio, como era conhecido, serviu o exército na Segunda Guerra Mundial e foi motorista do marechal Cordeiro de Farias. Voltou da guerra e continuou jogando futebol, o jogador encerrou a carreira no Rio de Janeiro, no clube Canto do Rio.
Walter Fazzoni, atleta do Corinthians e Botafogo, ficou conhecido como jogador soldado. O atleta serviu o exército na Segunda Guerra Mundial.
Emérito Fernandes dos Reis, atleta do Botafogo, mais conhecido como Mato Grosso, também serviu o exército na Segunda Guerra Mundial, jogava como zagueiro.

 

 
Henrique Fernandes Torquato, atleta do Botafogo, mais conhecido como Dunga, serviu o exército na Segunda Guerra Mundial, o zagueiro foi campeão carioca com o Botafogo em 1942.
Torquato foi zagueiro do Botafogo
Ephigênio de Freitas Bahiense, atleta do Botafogo, mais conhecido como Geninho, o atleta embarcou para a Itália em setembro de 1944. Ele estava entre os 25 mil pracinhas que lutaram na Segunda Guerra.
 
Florisval Lanzoni, atleta do Coritiba, mais conhecido como Neno, serviu o exército na Segunda Guerra Mundial, o atacante ganhou muitos títulos pelo Coxa.
 
Perciliano Afonso Emerenciano, atleta do Figueirense, mais conhecido como Chinêz, serviu o exército na Segunda Guerra Mundial. O zagueiro é ídolo do clube.
Chinez é o número dois(Álbum de Figurinhas do Campeonato
Catarinense de 1950. Foto: Marcelo de Paula Dieguez)
Bidon, atleta do Madureira Futebol clube, serviu o exército na Segunda Guerra Mundial. O lateral lutou na Itália.
O Jurista Paulo Benjamin Fragoso Gallotti foi soldado com patente de cabo e serviu o exército brasileiro na Incorporação de 1964, lotado em São Paulo no “2º Esq. Rec. Mec” (2º Esquadrão de Reconhecimento Mecanizado), no Ibirapuera. Clique aqui e confira o seu Que Fim Levou.
Michel, atleta do Santos e Solano, que jogou no América de São Paulo, foram companheiros do Rei Pelé em 1959 nas forças armadas. Pelé serviu o exército meses depois de ser campeão do mundo em 1958, na Suécia. Clique aqui e confira o Que Fim Levou do Rei.
Em foto do acervo particular de Juarez Soares você vê Pelé servindo o Exército, no Vale do Paraiba
 
Pelé e o time do exército
 
Amarildo, reserva do Pelé na Copa de 1962, também serviu o exército. Clique aqui e confira o seu Que Fim Levou
 
Arthur Friedenreich, atleta brasileiro, um dia deixou a bola de lado para ir à guerra. Liderou um batalhão com quase 3.000 outros atletas e foi promovido a 2º tenente. Arthur Friedenreich tinha 40 anos de idade, e vinte de futebol, quando decidiu apoiar a Revolução Constitucionalista de 1932. Clique aqui e confira o seu Que Fim Levou.
 
Zagallo, atleta do Botafogo. O velho lobo serviu o exército em 1950, inclusive esteve no Maracanã, à serviço das forças armadas, na derrota do Brasil para o Uruguai, na final da Copa do Mundo. Clique aqui e confira o seu Que Fim Levou.
Mais jogadores de futebol que lutaram na Segunda Guerra:
O goleiro Bráulio do Atlético (MG), Careca do Fluminense, Alvanilo da Ponte Preta, Labatut do Olaria, Juvencio do Cocotá, Walter do Ideal, Timbira do Bonsucesso e Pasquera, D’Avila e Soares do Parque da Mooca.
Informações: acesse o “Blog O Resgate FEB
Fotos: pesquisa
TERCEIRO TEMPO/montedo.com

O apronto operacional e uma história da velha Cavalaria.

Esta postagem é de setembro de 2014.
Hoje, recebi um comentário ácido sobre um texto que retrata, com bom humor, uma realidade que muitos “dinossauros” como eu vivenciaram. Afinal, antigas amizades e boas histórias para contar são bons temperos para uma vida leve. Aliás, os leitores também compartilharam boas histórias na área de comentários. 
Resolvi republicar, pois vale a pena rir de novo.

A foto abaixo é de 11 de agosto, no quartel do 9º Batalhão Logístico (Santiago-RS). Trata-se do apronto operacional para a Operação Guarani 2014.

Imagem: Cabo Araújo (CMS)
A imagem trouxe-me recordações (seriam assombrações?) do velho 14 e do tempo que passei envolvido em ‘operações’ como essa, que seguiam sempre a mesma cronologia: plano de chamada de madrugada (num tempo em que não existiam celulares e telefones fixos eram raros), deslocamento para o quartel, preparação do equipamento, montagem do dispositivo e horas e mais horas em pé, no pátio, esperando a chegada dos membros do ‘escalão superior’, entidades supranormais que, manhã já adiantada, desembarcavam de uma Veraneio vinda de Bagé.
Aí, os estrelados, munidos de suas temidas pranchetas, passavam a caminhar por entre as frações, acompanhados do S/3, comandantes de esquadrão e pelotões – todos tão obsequiosos quanto encagaçados.
Era um tempo em que se preenchiam umas fichinhas para sinalizar o material que faltava:
– Vale uma marmita; vale uma faca de trincheira; vale um porta-curativos; etc.
As viaturas faltantes eram representadas com giz, no chão (é fato!): vale uma VTR 2,5 Ton; vale uma VBR EE-9 Cascavel; e por aí vai. Coisa de alto nível, tá pensando o quê?!
O estojo de material de costura  não podia faltar de jeito nenhum! Por algum motivo que até hoje desconheço, era sempre cobrado pelos temidos inspecionadores. Ai do militar que não tivesse em sua mochila linha, agulha e botões.
Mas, vez por outra, haviam compensações.
Numa dessas empreitadas, estava um oficial ‘com Kolynos’ – os mais antigos lembrarão do creme dental cuja marca era idêntica ao símbolo da ECEME – a inspecionar um pelotão quando abordou o sargento adjunto que, para sua desgraça, era meu amigo Moreira, que sempre tinha respostas ferinas e prontas. Como se fosse obrigação do militar, indagou, ríspido:
– Cadê o relógio de pulso, sargento?
O cavalariano nem piscou. Tomando a posição de sentido, respondeu:
– O subtenente ainda não tem para ‘pagar’ aos sargentos, major!
E voltou à posição de descansar, sob o olhar atônito dos oficiais do regimento e ante a cara de paisagem do intrépido inspecionador. Este, na falta de palavras, achou que era um bom momento para ir ao banheiro. E assim fez.

 

Exército dos EUA desmente ataque a tiros em base militar: ‘era um exercício programado’

Exército dos EUA desmente ataque a tiros em base militar: ‘era um exercício programado’

Informações de veículos locais chegaram a falar de feridos, mas incidente foi apenas um teste para ver o tempo de resposta a emergências em meio às limitações pandêmicas

O Globo e AFP
WASHINGTON — Ao contrário do noticiado por vários veículos de comunicação, não houve um tiroteio em Fort Meade, base do Exército americano em Maryland, ao norte da capital Washington. Segundo um porta-voz do Pentágono, as informações eram falsas e o incidente não passou de um exercício militar pré-agendado.
— As informações sobre um tiroteio em Fort Meade são falsas. Era um exercício já previsto — disse Eric Pahon, o representante do Departamento de Defesa.
Mais cedo, o chefe de emergências do centro de operações da base havia dito à AFP que cinco pessoas teriam ficado feridas durante o incidente e que o suposto atirador teria sido contido. Uma notícia do tablóide local The Sun também informava que disparos teriam sido ouvidos na instalação militar, no condado Anne Arundel, resultando em “várias vítimas”.
De acordo com o Twitter oficial da base, no entanto, as autoridades apenas realizavam um exercício para testar seu tempo de resposta a “múltiplos incidentes de emergência diante das condições pandêmicas”. Um porta-voz da base confirmou a informação à afiliada local da emissora CBS.
Há uma semana, os moradores haviam sido notifcados sobre um “Exercício de Proteção Integrada”, alertando que poderiam ouvir alertas e outras ordens de ação durante o exercício. Em várias postagens nas redes sociais nas últimas semanas, por exemplo, alertavam para que a população não se alarmasse porque não passaria de um teste e que haveria pouco impacto para os serviços da guarnição.
Notícias de tiroteios nos EUA rapidamente ganham a atenção global devido ao que o governo diz ser uma “epidemia” de crimes com armas de fogo. Até o março, quando oito pessoas foram mortas em um ataque a tiro em centros de massagem em Atlanta, os EUA estavam havia um ano sem massacres de grandes proporções em áreas públicas, segundo o Violence Project, projeto que quantifica a extensão da violência armada no país.
A pausa, no entanto, deveu-se mais às restrições de locomoção impostas pela pandemia, que começaram a ser aliviadas nos últimos meses: desde 2016, o país registrou ao menos 29 massacres com quatro ou mais vítimas fatais.
O Globo/montedo.com

Inquérito da PF tenta estabelecer relação entre sargento preso com cocaína em voo presidencial e novos suspeitos de tráfico em aviões da FAB

Inquérito da PF tenta estabelecer relação entre sargento preso com cocaína em voo presidencial e novos suspeitos de tráfico em aviões da FAB

Ação apura atuação de associação criminosa formada para remeter drogas para a Europa a partir de aeronaves militares; Suspeito foi preso em flagrante com R$ 80 mil

Mariana Muniz
BRASÍLIA — Inquérito da Polícia Federal tenta chegar a integrantes de uma organização criminosa que usa aviões da FAB para tráfico de drogas. Na quarta-feira, três mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Distrito Federal. As medidas acontecem no âmbito da operação Quinta Coluna, aberta em 2019 após a prisão de um sargento da Aeronáutica que era tripulante do voo que transportava a equipe que dava apoio à comitiva do presidente Jair Bolsonaro com 39 quilos de cocaína.
O GLOBO apurou que inicialmente não havia mandados de prisão, mas um dos alvos da operação desta quarta acabou sendo preso em flagrante por posse de drogas. A Polícia encontrou com o homem, que é civil, além das drogas, uma balança de precisão e R$ 80 mil em espécie. Acredita-se que alguns são usados como “mulas” para fazer transporte dedrogas para fora do país.
A PF investiga a organização criminosa formada para remeter drogas para a Europa a partir de aeronaves da Força Aérea Brasileira. Um dos outros dois mandados teria sido cumprido em Taguatinga, cidade satélite a 23 quilômetros de Brasília.

Prisão em Sevilha
Em junho de 2019, o segundo-sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues, de 38 anos, foi preso no aeroporto em Sevilha por portar 39 quilos de cocaína em sua bagagem. Ele viajara com a droga em um avião da FAB a serviço de uma missão presidencial – a viagem do presidente Jair Bolsonaro para o Japão.
O avião dava suporte à missão presidencial, e fazia uma escala na Espanha. Rodrigues atuava como comissário de bordo em voos oficiais da Aeronáutica. Como segundo-sargento, ele recebia um salário bruto de R$ 7,2 mil.
No ano passado, o militar foi condenado por uma tribunal de Sevilha. Inicialmente, a pena pedida pelo Ministério Público era de oito anos de prisão, além de uma multa de quatro milhões de euros. Mas, em acordo com a promotoria espanhola, aceitou uma sentença de seis anos e um dia de prisão, além de uma multa de dois milhões de euros (cerca de R$ 9,5 milhões). Na oportunidade, ele confessou o crime e afirmou estar “profundamente arrependido”.
O Globo/montedo.com

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