“Falei que ele não era bandido”, diz viúva de catador morto em ação militar

Igor Mello, do UOL, no Rio


Imagem: 07.abr.2019 – Jose Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo

Luciana dos Santos Nogueira, esposa do músico Evaldo Rosa dos Santos, e Daiane Horrara, mulher do catador de recicláveis Luciano Macedo, voltaram a relatar hoje, em audiência na Justiça Militar, que os militares envolvidos na ação que matou seus maridos “debocharam” dos pedidos de socorro. Elas afirmaram ter insistido que seus companheiros não eram bandidos, mas trabalhadores, após o carro do músico ser atingido por 83 tiros em 7 de abril na zona norte carioca, segundo laudo feito durante as investigações. “Um soldado riu. Falei que meu marido não era bandido e não tinha nada a ver com isso. Ele falou ‘seu marido era bandido, sim’, e que viu ele saindo de dentro do carro”, afirmou Daiane, que está grávida, na audiência que ouviu testemunhas da ação. Ela contou que tentou socorrer o marido, que acabou sendo levado para o hospital pelo Corpo de Bombeiros e morrendo dias depois. “Fui eu que arrastei ele, coloquei sentado encostado na roda de um carro. Falei para ele: “Luciano, não dorme”, recordou. ”

A viúva de Evaldo, que estava no carro no momento em que os militares atiraram, deu o mesmo testemunho. “Eu pedi socorro [dizendo] que meu esposo era um trabalhador, para eles poderem ajudar. Um deles ficou de deboche. Eles lá com a arma em punho e, em nenhum momento, quiseram ajudar”, disse Luciana. A Justiça Militar colheu hoje os depoimentos das testemunhas de acusação arroladas pelo MPM (Ministério Público Militar). São réus 12 militares –eles são acusados de duplo homicídio, tentativa de homicídio e omissão de socorro. A guarnição dos acusados disparou 257 tiros durante a ocorrência. Evaldo seguia com a família para um chá de bebê em Guadalupe, na zona norte carioca. Os militares alegaram ter confundido o carro de Evaldo, um Ford Ka branco, com o veículo utilizado por criminosos que praticaram um assalto na região.

“Meu genro estava morto no meu ombro”

O catador estava tentando socorrer o músico quando foi baleado pelos militares, segundo relato emocionado de Sérgio Gonçalves de Araújo, sogro do músico e também baleado na ação. De acordo com ele, que estava no banco do carona, os militares dispararam rajadas contra o carro da família em dois momentos. No primeiro, Evaldo desmaiou assim que foi baleado e caiu sobre seu ombro. O sogro, então, conseguiu conduzir o carro, que entrou em ponto morto, e pará-lo. Vendo que os tiros tinham parado, os demais ocupantes –a mulher de Evaldo, o filho do casal de sete anos e a amiga Michele da Silva Leite Neves –deixaram o veículo e gritaram por ajuda. Nesse momento, Macedo foi socorrer Evaldo. O catador tentou abrir a porta do motorista, que estava trancada. “Minha filha desesperada fora do carro começou a gritar. Nisso veio um rapaz que eu nem conheço [Macedo], morador dali mesmo. Só vi quando ele passou na frente do carro e veio na porta para ajudar”, disse. “Na segunda sessão de tiros, eu estava tentando destravar a porta. Aí que começou”, relembrou Araújo, que se escondeu entre o banco e o painel do carro na hora dos tiros, mas foi baleado nas costas e no glúteo. Aos prantos, o sogro do músico relatou como tentou reanimar Evaldo. “Na função de reanimá-lo, porque achei que ele não tinha morrido, comecei a dar tapa na cara dele e a falar: ‘acorda, acorda, acorda'”, disse. “Meu genro estava morto no meu ombro.

Defesa de militares pede liberdade

Nesta tarde, a defesa dos militares reiterou o pedido de liberdade sob o argumento de que os militares “não praticaram um crime” e “observaram o estrito dever legal deles de defender a sociedade”. O ato, para o advogado Paulo Henrique de Melo, responsável pela defesa dos 12 militares, foi “uma reação a injusta agressão de quem atirou em cima deles”. Já o advogado da família de Evaldo disse que “é fundamental que eles (os militares) permaneçam presos. Eles têm acesso a armamento sabem onde as vítimas moram, são vítimas pobres, que não tem a proteção do Estado”. A afirmação é do advogado André Perecmanis. No dia 8 de maio, o STM (Supremo Tribunal Militar) começou a julgar um pedido de habeas corpus dos nove militares presos. O julgamento estava quatro a um em favor da libertação dos militares quando o ministro José Barroso Filho pediu vistas. A previsão é que o julgamento seja retomado nesta quinta-feira (23), segundo a defesa dos presos. O Tribunal tem 15 ministros.

Entre os 12 militares acusados, nove seguem presos preventivamente: o 2° tenente Ítalo da Silva Nunes, o 3° sargento Fabio Henrique Souza Braz da Silva, o cabo Leonardo Oliveira de Souza, além dos soldados Gabriel Christian Honorato, Matheus Sant’Anna Claudino, Marlon Conceição da Silva, João Lucas da Costa Gonçalo, Gabriel da Silva de Barros Lins e Vitor Borges de Oliveira. Respondem em liberdade e os soldados Wilian Patrick Pinto Nascimento e Leonardo Delfino Costa e o cabo Pa preventivamente: o 2° tenente Ítalo da Silva Nunes, o 3° sargento Fabio Henrique Souza Braz da Silva, o cabo Leonardo Oliveira de Souza, além dos soldados Gabriel Christian Honorato, Matheus Sant’Anna Claudino, Marlon Conceição da Silva, João Lucas da Costa Gonçalo, Gabriel da Silva de Barros Lins e Vitor Borges de Oliveira. Respondem em liberdade e os soldados Wilian Patrick Pinto Nascimento e Leonardo Delfino Costa e o cabo Paulo Henrique Araújo Leite.

UOL/montedo.com

Noiva esquerdista de Lula fez curso com militares na Escola Superior de Guerra

Funcionária de Itaipu, ela fez curso na ESG, execrada pela esquerda

A suposta noiva do presidiário Lula, a socióloga Rosângela Silva, conhecida por “Janja”, pode até ser militante de esquerda, mas nem tanto assim. Funcionária da estatal Itaipu Binacional nomeada no governo do namorado, frequentou durante um ano um curso de pós-graduação da Escola Superior de Guerra (ESG), centro de estudos estratégicos de defesa e segurança sempre execrado pela esquerda.

MULHER E PODER

O tema do trabalho de “Janja” na ESG foi “Mulher e poder: equidade de gênero nas Instituições de defesa e Segurança Nacional”.

BENDITA SOIS

“Janja” integrou a turma de 99 alunos da ESG em 2011, dos quais 74 eram militares de patente equivalente, na grande maioria, a coronel.

LEVANDO VANTAGEM

O detalhe é que se funcionário público ou de estatal (Itaipu, no caso) fizer curso da ESG garante gratificação incorporada ao salário.

DIÁRIO DO PODER/montedo.com

Clube Militar convoca sócios para manifestação pró-Bolsonaro no domingo


O Clube Militar, tradicionalmente preocupado com os assuntos atinentes ao desenvolvimento da Nação Brasileira, vem convocar seu Quadro Social e convidados a participarem das manifestações a serem levadas a efeito em todo o território nacional, apoiando o Governo Federal na implementação das reformas necessárias à governabilidade.
Participe em sua cidade!

Subtenente é condenado por exigir propina de soldados para não lançar alterações no serviço de escala

Resultado de imagem para crime de concussão

PJM SANTA MARIA OBTÉM CONDENAÇÃO DE SUBTENENTE PELO DELITO DE CONCUSSÃO

A Procuradoria de Justiça Militar de Santa Maria postulou e obteve, na última quarta-feira (15), a condenação de um subtenente do Exército Brasileiro pelo crime de concussão, previsto no art. 305 do Código Penal Militar.

O fato ocorreu em 2 de agosto de 2017, quando o condenado, ainda 1º sargento e na função de adjunto ao Oficial de Dia, exigiu vantagem indevida de dois soldados do efetivo variável integrantes do serviço de dia, no valor R$50,00, cada, para não lançá-los em livro próprio do serviço, diante de pretensas alterações de serviço.

Embora o Ministério Público Militar tenha postulado a ocorrência de dois delitos, preenchendo os requisitos do crime continuado, quando a dosimetria da pena poderia levar a uma condenação superior a dois anos e consequente exclusão das Forças Armadas, o Conselho Permanente de Justiça para o Exército entendeu consumada apenas uma das concussões, fixando a pena em dois anos de reclusão, convertida em prisão, com a concessão de suspensão condicional da pena e direito de apelar em liberdade. A Decisão ainda é recorrível.

MPM/montedo.com

Clube Militar deve apoiar manifestações pró-Bolsonaro marcadas para domingo


Entrada do Clube Militar, no centro do Rio de Janeiro (Fábio Zanini/Folhapress)


Clube Militar, que reúne cerca de 38 mil militares da ativa e reserva, deverá apoiar as manifestações marcadas para domingo (26) em defesa do presidente Jair Bolsonaro, em vários estados .

A Folha apurou que a direção do Clube, que tem sede no Rio de Janeiro, tende a endossar os protestos organizados por grupos de apoio a Bolsonaro e deve estimular seus filiados a participar dos atos em todo o país. O apoio foi assunto de uma reunião da diretoria da entidade nesta segunda-feira (20).

O Clube deve enviar a seus filiados uma mensagem em que reforça a defesa do governo e diz que é preciso preservar a governabilidade, como tem pedido o próprio Bolsonaro.

A participação do Clube institucionalmente em eventos de rua não é comum, mas a diretoria da entidade avaliou que o momento requer um posicionamento mais efetivo.

O Clube tem relação próxima com o presidente, que é capitão reformado do Exército, e com diversos ministros, que são generais. O vice-presidente, general Hamilton Mourão, por exemplo, presidiu a entidade até o fim do ano passado.

A organização não tem relação formal com as Forças Armadas, mas mantém influência junto à caserna, especialmente por ter em seu comando diversos militares da reserva.

Em embates recentes dentro do bolsonarismo, sobretudo com a ala mais ligada ao filósofo Olavo de Carvalho, o Clube defendeu os militares. Essa divisão aparentemente não afetou seu apoio ao governo.

FOLHA DE SÃO PAULO/montedo.com

Exército determina abertura de inquérito para apurar furto de 1.397 munições de fuzil em Campinas

Casal de militares do 28º Batalhão de Infantaria Leve, que pertence à 11ª Brigada em Campinas, foi preso em flagrante com as munições em um carro na Rodovia Dom Pedro I no sábado (18) em Atibaia.

Patrícia Teixeira, G1 Campinas e Região


Casal de militares pertence ao 28º Batalhão de Infantaria Leve de Campinas. — Foto: Reprodução/EPTV

Casal de militares pertence ao 28º Batalhão de Infantaria Leve de Campinas. — Foto: Reprodução/EPTV

O Comando do 28º Batalhão de Infantaria Leve em Campinas (SP) determinou a abertura de um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar o furto de 1.397 munições de fuzil da unidade. A informação foi confirmada ao G1neste domingo (19). Um casal de militares – capitão e tenente – vinculado ao batalhão foi preso em flagrante no sábado (18) em Atibaia (SP) com os materiais.

De acordo com o tenente-coronel Eduardo José Lopes Gonçalo, oficial de Comunicação Social da 11ª Brigada de Infantaria Leve, localizada na metrópole, será apurada a informação de que os militares estavam voltando do Rio de Janeiro pela Rodovia Dom Pedro I (SP-065) quando foram abordados pela Polícia Rodoviária. O destino era Campinas.

Segundo as informações obtidas pelo Exército, uma bolsa na parte de trás do carro guardava 28 caixas de munição calibre 556 x 45 mm, o equivalente 1.397 unidades. Com a tenente, foi localizada a quantia em dinheiro de R$ 3,6 mil.

“A munição está no 28º BIL guardada e permanece retida à disposição Justiça Militar”, afirma o tenente-coronel.

O caso foi registrado na delegacia de Atibaia e militares do Exército encaminharam o casal para o 28º BIL em Campinas, onde passaram a noite. Neste domingo, foram transferidos para o 2º Batalhão de Polícia do Exército em Osasco (SP), onde deverão permanecer até o fim das investigações. Eles estão à disposição da Justiça Militar.

Segundo o tenente-coronel, os investigados não tinham histórico suspeito.

“Tudo será bem apurado. O IPM vai apurar tudo com precisão”, afirma Gonçalo.

G1/montedo.com

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