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Mercado de drones militares fatura US$ 10 bilhões

Mercado de drones militares fatura US$ 10 bilhões

Equipamentos controlados à distância, como os usados no ataque a refinarias na Arábia Saudita, ampliam presença

SÃO PAULO
Ivan Martínez-Vargas Paula Soprana

O mercado de drones militares no mundo, dominado por grandes indústrias de potências militares, segue uma tendência de expansão, segundo especialistas ouvidos pela Folha. Apesar de supremacia dos países desenvolvidos, esforços para o desenvolvimento de tecnologia no setor têm sido cada vez mais comuns em países de renda média, especialmente no segmento de drones kamikazes. Uma das hipóteses é que equipamentos desse tipo teriam sido usados no ataque a refinarias na Arábia Saudita na última semana.
Estados Unidos, Israel, China, França, Canadá e Inglaterra concentram os principais fabricantes de equipamentos não tripulados de uso militar. O setor deverá movimentar neste ano US$ 9,62 bilhões (R$ 39,85 bilhões), segundo estimativa da Acute Market Reports, que prevê um crescimento médio anual da indústria na casa dos 6,6% até 2025.
Os drones militares têm uma vasta gama de funções, preços, tecnologias embutidas e tamanhos, de acordo com a professora Anna Leander, do Instituto de Pós-Graduação em Estudos Internacionais e de Desenvolvimento, em Genebra.
“Há veículos realmente pequenos, que podem até entrar em casas, por exemplo, e equipamentos que carregam bombas. Existe um sério problema quanto à precisão dos bombardeiros não tripulados, que não são tão precisos quanto se diz”, afirma.
O mercado de drones militares, segundo ela, tem conexões tecnológicas similares a dos convencionais e há fabricantes que atuam nos dois ramos.
“Ainda não se pode substituir totalmente os aviões de combate por drones, mas há funções militares que ele pode desempenhar com precisão. A vantagem óbvia é que um avião, por mais sofisticado que seja, é um item de estoque que pode ser substituído mais facilmente do que um piloto qualificado”, diz Samuel Feldberg, professor da USP
e pesquisador da Universidade de Tel Aviv. Segundo ele, o uso militar predominante ainda é a espionagem e a coleta de informações, mas há também o patrulhamento de fronteiras.
“EUA e Israel estão à frente no desenvolvimento dessa tecnologia, mas todos os países com atuação militar significativa vão evoluir nesse sentido. No Brasil, não temos drones bélicos, mas poderíamos usá-los no patrulhamento da fronteira com o Paraguai”, afirma.
Mesmo países que não têm tecnologia de ponta no campo militar têm dedicado esforços a desenvolver drones, segundo Márcio Scalércio, professor da PUC-Rio.
“A lógica que tem sido seguida para o drone em países que não são de ponta é similar à do míssil. No passado, países que não tinham dinheiro para comprar equipamento de alto nível concentraram esforços em desenvolver tecnologia de mísseis, como é o caso do Irã, que optou por desenvolver mísseis com sistema de orientação de boa
qualidade”.
Há a acusação, por parte da Arábia Saudita e dos Estados Unidos, de que os equipamentos envolvidos no ataque à Arábia Saudita tenham vindo do Irã. Para Scalércio, o ato não deve ser classificado como terrorista, mas como uma ofensiva em meio à guerra no Iêmen, da qual os sauditas fazem parte.
No caso dos drones, Paquistão e Índia são exemplos de países que têm desenvolvido aviões não tripulados com fins militares, segundo ele. “O míssil virou a arma do país pobre, o drone pode passar por isso também. É possível desenvolver produtos de maneira relativamente simples”.
O Brasil, de acordo com Scalércio, tem capacidade técnica instalada para entrar no setor. O país se destaca atualmente mais na ponta da tecnologia anti-drone, segundo Feldberg.
“Os sistemas anti-drone são focados na proteção do espaço, como por exemplo para evitar a invasão em aeroportos, que poderia causar acidentes, por exemplo. O mercado privado é o maior cliente, nesses casos”, diz.
Um exemplo é a alemã Dedrone, empresa que faz proteção de aeroportos brasileiros contra drones.
“Temos um sistema eletrônico capaz de detectar o drone. Inclui sensores acústicos de ultrassom que identificam motores, sensores ópticos que fazem detecção por vídeo,sensores de radiofrequência e sistemas de radar”, diz Gustavo Vincentini, representante da marca no Brasil.
Segundo ele, as táticas contra os aparelhos não tripulados podem ser defensivas, como sirenes, anúncios de alto-falante e luzes piscantes; ou ofensivas, como balas ou interferências eletrônicas.

PRINCIPAIS INDÚSTRIAS DO MERCADO DE DRONES MILITARES
AAI Corporation/Textron (EUA)
AeroVironment (EUA)
Aeryon Labs (Canadá)
Airbus (França)
American Dynamics (EUA)
Avic ‑ Aviation
Industry Corporation of China (China)
BAE Systems (Inglaterra)
Boeing (EUA)
CASC (China Aerospace Science and Technology Corporation ) (China)
General Atomics (EUA)
IAI (Israel Aerospace Industries) (Israel)
Northrop Grumman Corporation (EUA)
Thales Group (França)

US$ 9,62 bilhões (R$ 39,23 bilhões) é o tamanho estimado do mercado global de drones militares
Fontes: Acute Market Reports e Market Search Future
UOL/montedo.com

Dados indicam aumento no consumo, posse e tráfico de drogas por militares

Dados indicam aumento no consumo, posse e tráfico de drogas por militares

Tráfico e posse de entorpecentes ilícitos entre esse público cresceram 700% de 2010 a 2018, segundo o Centro de Estudos Judiciários

Eduardo Brandão
Santos (SP) – A Justiça Militar da União pretende fechar o cerco à escalada do consumo, posse e tráfico de drogas por membros das Forças Armadas Brasileiras. Dados do Centro de Estudos Judiciários indicam que o número de militares acusados por esses crimes aumentou 700% entre 2010 e 2018.
Trata-se do segundo tipo de transgressão mais comum analisada pela corte especializada, perdendo apenas para o delito deserção (quando o integrante se ausenta do local de trabalho por mais de oito dias). Nesse caso, a pena é de 6 meses a 2 anos de detenção.
A aplicação de penas mais severas aos militares que pratiquem esses delitos foi comentada nesta sexta-feira (20) pelo vice-presidente do Superior Tribunal Militar (STM), o ministro José Barroso Filho. Ele participou do primeiro Congresso de Direito Militar da Baixada Santista, organizado pela Universidade Metropolitana de Santos (Unimes) em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil – Santos (OAB-Santos).
“A presença de drogas ilícitas nas Forças Armadas compromete a espinha dorsal, que é exatamente a hierarquia e a disciplina militares”, afirma o ministro.

Sem condescendência
Segundo ele, pouco mais de um em cada 10 processos recebidos nas Justiça Militar (11%) é relacionado a entorpecentes.
O rigor da Justiça Militar sobre o tema ocorre em meio à descriminalização do uso de entorpecente, tratado por lei como questão de saúde pública – a posse de drogas para consumo próprio prevê medida educativa. “Em relação aos usuários [militares], não há condescendência. São mais de 90% dos casos que se aplicam condenação”.
O Código Penal Militar estabelece pena de reclusão de 1 a 5 anos para casos tipificados de crimes de tráfico e porte em ambiente militar. “Quando se constata tráfico de drogas, os militares são severamente punidos desde o inquérito [investigação]”.

Escolas militares
Barroso Filho também avaliou proposta do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de ampliar o número de escolas militares no país.
Segundo ele, é preciso caminhar para “um novo modelo de ensino que desafie o aluno, para que ele possa construir soluções sozinho e em grupo”.

Números de processos
De acordo com o STM, 1.324 casos suspeitos de envolvimento de militares com tráfico, uso ou posse de drogas foram analisados entre 2010 a 2018. Do total, 656 foram condenados. Até maio, a Justiça Militar já possuía 69 processos. O caso mais emblemático ocorreu em junho passado. O segundo sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues foi detido no aeroporto de Sevilha, na Espanha, por transportar 39 quilos de cocaína na bagagem. Comissário de bordo em voos da Força Aérea Brasileira (FAB), ele costumava fazer a rota de avião do presidente em viagens longas.

Unimes terá disciplina
A Unimes finaliza os últimos detalhes para incluir a disciplina Direito Militar em sua grade. A cadeira é inédita na formação jurídica no Brasil. “Apesar da Justiça Militar ser a mais antiga no País, essa capacitação não está no curso de Direito e nem cobrado no Exame de Ordem”, destaca a docente da instituição, Luciana Formaggio.
Segundo ela, a atual formação faz com que o aluno de Direito saia da graduação sem nenhum conhecimento de Justiça Militar. “Falamos de dois milhões de brasileiros, que convivem com essa matéria. Há um campo para o advogado atuar”.
O coordenador do curso de Direito da Unimes, o desembargador Ramon Mateo Junior, destaca que a formação terá início de forma optativa. “Vai enriquecer muito [a formação], pois o Direito militar transcende os que ingressaram na carreira militar”.

O que é
A Justiça Militar da União é um dos ramos do Poder Judiciário, especializada no julgamento de crimes militares. Os membros das Forças Armadas têm os delitos analisados por essas cortes apenas se cometeram crimes durante atividade profissional.
Civis também são alvo de ações no fórum especializado se cometerem atos contra instituições militares brasileira.
A Tribuna/montedo.com

Xingamentos a general não são cabíveis, diz ministro da Defesa

Xingamentos a general não são cabíveis, diz ministro da Defesa

“Não é cabível um pronunciamento daquele nível”, afirmou Fernando Azevedo e Silva sobre ataques do senador Telmario Mota (Pros-RR) a Eduardo Pazuello

Leandro Resende
O ministro da Defesa Fernando Azevedo e Silva afirmou na manhã dese sábado (21) que “não são cabíveis” os xingamentos feitos pelo senador Telmário Mota (Pros-RR) ao general Eduardo Pazuello, responsável pela acolhida de refugiados venezuelanos em Roraima.
As ofensas estão em um vídeo revelado por VEJA na noite desta quinta-feira 19. Nele, o senador acusa o general de “não ter resolvido a situação dos venezuelanos em Roraima” e o xinga de “general de m****”. À reportagem, o senador levantou suspeitas sobre suposto superfaturamento em despesas da Operação Acolhida.
“Tomei conhecimento disso por alto, vamos apurar os fatos. Mas, pelo vídeo que vi, não é cabível um pronunciamento daquele nível e daquela forma”, afirmou o ministro da Defesa, após participar de evento sobre segurança internacional na Escola de Guerra Naval, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
Fernando Azevedo e Silva também afirmou que a permanência das Forças Armadas na Amazônia é “conveniente”. Desde o mês passado, está em vigor uma Operação de Garantia de Lei e Ordem Ambiental para lidar com a escalada de queimadas na floresta. “A gente não faz avaliação, a gente cumpre ordens. A princípio devemos permanecer”.
Veja/montedo.com

Decreto que institui Escolas Cívico-Militares prevê contratação de militares da reserva

Decreto que institui Escolas Cívico-Militares prevê contratação de militares da reserva

O Exército publicou em seu boletim de hoje (20) o Decreto nº 10.004, de 5 de setembro, que institui o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares, que abre a possibilidade de contratar militares da reserva como prestadores de tarefa por tempo certo (PTTC), para atuar nas Escolas Cívico-Militares (ECIM), em tarefas de apoio à gestão escolar, à gestão didático-pedagógica e à gestão administrativa.

Marcelo Freixo está colhendo assinaturas dos deputados para que o PL 1645/19 vá ao plenário da Câmara

Marcelo Freixo está colhendo assinaturas dos deputados para que o PL 1645/19 vá ao plenário da Câmara

O deputado Marcelo Freixo (PSOL/RJ), está recolhendo assinaturas de deputados para pedir que o PL 1645/19 seja analisado e votado no plenário, informa Berenice Seara, do Extra. Segundo a jornalista, Freixo se solidarizou aos grupos de praças e oficiais subalternos que “andam em caravana desesperada pela Câmara” para recolher as 51 assinaturas necessárias.
A previsão é que o PL seja votado na semana que vem na Comissão Especial e siga diretamente para o Senado.

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