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Almirante indicado pelo TSE para comissão e vetado por Braga Netto é especialista em software

Almirante indicado pelo TSE para comissão e vetado por Braga Netto é especialista em software

Cotado para ser candidato a vice de Bolsonaro, ex-ministro da defesa escolheu um general para a missão

Mônica Bergamo
O nome do contra-almirante Marcelo Gurgel de Souza, indicado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para participar da Comissão de Transparência Eleitoral chegou a obter o aval do comando da Marinha para a missão. Graduado em Ciências Navais pela Escola Naval, e em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, além de mestre em engenharia de software pelo Instituto Militar de Engenharia, ele têm experiência e boas referências na corte.

VETO
Quando a indicação chegou ao então ministro da Defesa, general Braga Netto, no entanto, tudo mudou. E a indicação foi ignorada.

MINHA GENTE
Braga Netto indicou no lugar o general do Exército Heber Portella, da área de defesa cibernética. A guinada causou estranhamento no tribunal: as urnas eletrônicas não trabalham em rede e não podem ser alvo de ataques virtuais.

CURIOSIDADE
Na sequência, as Forças Armadas passaram a fazer questionamentos ao sistema de votação.
Várias urnas lado a lado, uma delas emitindo uma zerésima, extrato que mostra que não há votos no equipamentos, que é segurada por uma mão branca
TSE apresenta as novas urnas eletrônicas, que devem ser usadas a partir das eleições de 2022 – Abdias Pinheiro/TSE

CASO ÚNICO
A Defesa foi o único órgão convidado pelo TSE que não aceitou a indicação da corte. Os nomes sugeridos para representar o Congresso, o Tribunal de Contas, a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal foram todos endossados por suas respectivas instituições.
FOLHA/montedo.com

Assessor de Bolsonaro usa dinheiro público para promover candidatura

Assessor de Bolsonaro usa dinheiro público para promover candidatura

Apoiado pelo presidente para a Câmara dos Deputados, Mosart Aragão requisitou viagem oficial para puxar faixa de inauguração de obra

Paulo Cappelli
Assessor especial de Jair Bolsonaro no Planalto e pré-candidato a deputado federal, Mosart Aragão requisitou viagem oficial para participar de inauguração de obra em Miracatu, no interior paulista. Na justificativa, disse que acompanharia o ministro da Educação, Victor Godoy, no lançamento da pedra fundamental da obra de um campus do Instituto Federal de São Paulo. O pagamento de passagens aéreas e de diárias, no entanto, serviu a propósitos eleitorais.
Na cerimônia, foi Mosart Aragão quem, ao lado do reitor do instituto, descerrou a faixa que marcou o início das obras. Sabendo configurar ilegalidade passível de ser punida pela Justiça, o assessor do Planalto não publicou nenhum registro em suas redes sociais, mas o flagrante, feito no dia 27 de abril, consta em vídeo publicado pelo próprio Instituto Federal de São Paulo.
Ao todo, Aragão foi contemplado com R$ 1.671,18 entre diárias e passagens de ida e volta de Brasília para São Paulo.
O prefeito de Miracatu tem Renato Bolsonaro, irmão de quem o nome sugere, como chefe de gabinete. A cidade é uma das apostas de Aragão para ser bem votado e conseguir se eleger.
METRÓPOLES/montedo.com

Confira o vídeo

Internado em hospital de Brasília, general Santos Cruz afirma “estar melhor”

Internado em hospital de Brasília, general Santos Cruz afirma “estar melhor”

Ex-ministro de Bolsonaro e presidenciável pelo Podemos foi internado na UTI do Hospital das Forças Armadas (HFA) na terça-feira (17/5)

Deborah Hana Cardoso
Após ser internado na UTI do Hospital das Forças Armadas (HFA), em Brasília, na segunda-feira (16/5), o ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo de Bolsonaro e presidenciável pelo Podemos, general Santos Cruz, relatou ao Correio nesta tarde (18) estar melhor.
Em uma conversa breve, ele afirmou que ainda está no hospital, mas que se sente “bem melhor”. Segundo informações veiculadas pela imprensa, ele teria tido um princípio de infarto e, por isso, colocado dois stents — pequenas estruturas metálicas inseridas dentro das artérias coronárias para mantê-las abertas, restaurando ou evitando a diminuição do fluxo sanguíneo.
O general não respondeu à reportagem ao ser questionado sobre quando deve receber alta.
CORREIO BRAZILIENSE/montedo.com

Musk recebe de Bolsonaro a medalha de Ordem do Mérito da Defesa

Musk recebe de Bolsonaro a medalha de Ordem do Mérito da Defesa

Em visita ao Brasil, o empresário, que está em processo de compra do Twitter, anunciou o lançamento da rede Starlink para 19 mil escolas

Mariana Costa
Em visita ao Brasil, nesta sexta-feira (20/5), o dono da Tesla, Elon Musk, foi agraciado com a medalha Ordem do Mérito da Defesa, condecoração do Ministério da Defesa e imposta pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (PL). O ato ainda não foi publicado no Diário Oficial da União (DOU), como é de costume.
Segundo a pasta, a condecoração foi criada pelo Decreto nº 4.263, de 10 de junho de 2002, e tem por finalidade homenagear as “personalidades civis e militares, brasileiras ou estrangeiras, que prestarem relevantes serviços às Forças Armadas, os militares que se houverem distinguido no exercício da profissão e, excepcionalmente, organizações militares e instituições civis, nacionais ou estrangeiras, suas bandeiras e estandartes”.
Em um vídeo publicado pelo assessor especial do chefe do Executivo, o mandatário aparece colocando a honraria no bilionário ao lado do ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira.
Veja:


Em visita ao Brasil, o empresário, que está em processo de compra do Twitter, anunciou nesta sexta-feira (20/5) o lançamento da rede Starlink para 19 mil escolas em áreas rurais e monitoramento ambiental da Amazônia.

Veja a publicação:


METRÓPOLES/montedo.com

Mourão defende Bolsonaro: “Está usando as armas que a Justiça lhe dá”

Mourão defende Bolsonaro: “Está usando as armas que a Justiça lhe dá”

O general saiu em defesa do chefe do Executivo em relação à ação protocolada pelo mandatário contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF

Mariana Costa
O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão (Republicanos), defendeu o presidente Jair Bolsonaro (PL) em relação às ações protocoladas pelo chefe do Executivo federal contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Eu acho que o presidente está usando as armas que a Justiça lhe dá. Uma vez que você considera que o magistrado está agindo parcialmente em relação à sua pessoa, você tem essas armas para utilizar e para considerar que ele está sendo parcial”, disse Mourão.
De acordo com o general, Moraes vem sendo “parcial” em decisões no Supremo. A fala foi concedida a jornalistas na manhã desta sexta-feira (20/5).
“Eu acho que tá havendo uma certa disruptura nisso tudo. Eu concordo que o presidente utilizou os instrumentos que tinham à disposição”, disse Mourão sobre o embate político envolvendo o chefe do Executivo e o magistrado.
METRÓPOLES/montedo.com

‘Se não tiver auditoria, não vai ter eleição’, diz Bolsonaro em reuniões internas

‘Se não tiver auditoria, não vai ter eleição’, diz Bolsonaro em reuniões internas

Rafael Moraes Moura
A cruzada do presidente Jair Bolsonaro contra as urnas eletrônicas não vai se limitar a uma auditoria que deve ser contratada pelo seu partido, o PL.
O chefe do Executivo também quer acionar as Forças Armadas, a Controladoria-Geral da União (CGU) e até a Advocacia-Geral da União (AGU) para fiscalizar o processo eleitoral, segundo interlocutores do presidente ouvidos reservadamente pela coluna.
“Se não tiver auditoria, não vai ter eleição”, disse o presidente da República em uma das reuniões reservadas que tem feito para tratar do assunto, segundo uma testemunha dessa cena.
Nas últimas semanas, equipes da campanha e dos órgãos de governo que Bolsonaro quer ver na ofensiva foram mobilizadas para reuniões e discussões com o presidente sobre como operacionalizá-la.
A ideia é que as Forças Armadas, a CGU e a AGU formem frentes paralelas à auditoria que deve ser contratada pelo PL. Cada uma dessas instituições acionaria o TSE separadamente para atuar na fiscalização do pleito.
Especialistas ouvidos pela coluna avaliam que a ofensiva de Bolsonaro está dentro das regras do jogo, porque existe uma resolução do TSE autorizando esse tipo de trabalho.
A iniciativa, porém, pode tensionar ainda mais o ambiente, porque na prática testará mais uma vez os limites das instituições.
O problema pode ocorrer se, durante o andamento dos trabalhos, ficar claro que as Forças Armadas, a CGU e a AGU não estão agindo em nome do interesse público, e sim para dar munição para Bolsonaro atacar a Justiça Eleitoral.
Aliados de Bolsonaro destacam que uma resolução do TSE, de dezembro do ano passado, prevê que partidos políticos, a CGU e as Forças Armadas “são consideradas entidades fiscalizadoras, legitimadas a participar das etapas do processo de fiscalização”.
A resolução em questão – de número 23.673 – foi aprovada no final do ano passado pelo plenário do TSE durante a presidência do ministro Luís Roberto Barroso. O relator foi o atual presidente do TSE, Edson Fachin.
O texto do TSE também prevê que as entidades “poderão se consorciar” para os fins de fiscalização e auditoria do sistema eletrônico de votação.
A estratégia do presidente de envolver as Forças Armadas, a CGU e a AGU na fiscalização das eleições é vista com ressalvas entre militares.
“As Forças Armadas não fazem auditoria. Elas são utilizadas na segurança da garantia da votação e apuração, durante os dias de votação, por solicitação dos tribunais regionais eleitorais, após aprovação do TSE”, comentou uma fonte próxima ao Alto Comando à coluna.
O PL, partido de Bolsonaro comandado por Valdemar Costa Neto, está enfrentando dificuldades na contratação de uma empresa para acompanhar as diversas etapas do processo eleitoral.
Os empecilhos envolvem tanto encontrar uma empresa com credibilidade no mercado e que aceite assumir a empreitada quanto definir o próprio valor da auditoria, que ninguém sabe ao certo precisar, porque não se sabe ao certo qual será o escopo do trabalho.
Interlocutores de Bolsonaro avaliam que, dada a ambição do presidente, esse valor deve ultrapassar a marca de R$ 1 milhão.
Representantes do PL já visitaram o TSE ao menos em três oportunidades. Segundo o TSE, a primeira visita ocorreu em 30 de novembro de 2021 – mesmo dia em que Bolsonaro se filiou ao partido – para inspeção dos códigos-fonte do sistema eletrônico de votação.
A segunda visita aconteceu no dia 9 de dezembro, para verificar a segurança do sistema eleitoral. “Durante a visita, técnicos da Secretaria de Tecnologia da Informação do TSE forneceram diversas informações sobre a urna eletrônica e deram um panorama geral do sistema eletrônico de votação brasileiro”, informou o tribunal.
Na semana passada, um dos advogados da campanha de Bolsonaro, o ex-ministro do TSE Tarcisio Vieira, acompanhou uma das etapas do Teste Público de Segurança, quando as urnas são colocadas à prova de hackers.
O ex-secretário do TSE Giuseppe Janino, conhecido como pai da urna, diz que a fiscalização em si não é um problema. “A utilização de empresas técnicas contratadas por partidos políticos é, inclusive, o que a Justiça Eleitoral deseja: a participação dos partidos, utilizando a assessoria de empresas técnicas para fazer o trabalho da melhor forma possível”, avalia.
As urnas que registram os votos dos brasileiros são utilizadas desde as eleições municipais de 1996. Jamais uma acusação de fraude foi comprovada.
O Globo/montedo.com

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