EUA retaliam mørtε de militares na Jordânia e ampliam ataques contra o Irã

EUA retaliam Irã após morte de militares americanos

Após um ataque iraniano matar dois militares americanos na Jordânia, Washington intensificou os bombardeios contra alvos estratégicos no Irã. Ao mesmo tempo, Teerã suspendeu o acordo de cessar-fogo, convocou a população à unidade e ampliou as ações militares contra aliados dos Estados Unidos.

Os Estados Unidos ampliaram a ofensiva militar contra o Irã na madrugada deste domingo (19), em resposta ao ataque iraniano que matou dois militares americanos na base de Al Azraq, na Jordânia. Com isso, o conflito entrou em uma nova fase de escalada, marcada por bombardeios, ataques de drones e o rompimento definitivo do cessar-fogo firmado entre os dois países em junho.

De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), as forças americanas iniciaram uma nova série de ataques aéreos por ordem do presidente Donald Trump. Segundo o comando militar, a operação busca enfraquecer a capacidade do Irã de ameaçar a navegação no Estreito de Ormuz e punir as unidades da Guarda Revolucionária Islâmica responsáveis pelo ataque contra a base americana.

Além disso, o CENTCOM confirmou que o bombardeio iraniano, realizado na sexta-feira (17), matou dois militares dos Estados Unidos. Outro militar continua desaparecido, enquanto quatro soldados ficaram feridos, receberam atendimento em hospitais jordanianos e já retornaram ao serviço.

Ao comentar o episódio, Trump lamentou as mortes e afirmou que os militares perderam a vida “em serviço ao nosso país”.

Washington intensifica a campanha militar

Em seguida, o Comando Central informou que os novos bombardeios fazem parte da campanha aérea iniciada após o colapso do acordo de cessar-fogo entre Washington e Teerã.

Nas últimas noites, aeronaves americanas atingiram instalações de vigilância, centros logísticos, depósitos subterrâneos de armas, infraestrutura militar e capacidades marítimas iranianas. Dessa forma, os Estados Unidos ampliaram a pressão sobre as forças de Teerã e reforçaram sua presença militar na região.

Irã afirma ter atingido aeronaves dos EUA

Por sua vez, a Guarda Revolucionária Islâmica declarou que destruiu pelo menos dois caças americanos e outras três aeronaves durante o ataque à base de Al Azraq.

Além disso, segundo a imprensa iraniana, mísseis e drones danificaram helicópteros militares dos Estados Unidos, incluindo modelos Black Hawk. Entretanto, Washington não confirmou essas informações.

Desde o início da guerra, o CENTCOM contabilizou 16 militares americanos mortos e mais de 430 feridos.

Khamenei convoca população à união

Enquanto os confrontos aumentavam, o líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, conclamou a população à unidade nacional.

Em publicação nas redes sociais, ele acusou os Estados Unidos de descumprirem repetidamente os compromissos assumidos no cessar-fogo e afirmou que a assinatura de um presidente americano “não tem valor nem credibilidade”.

Logo depois, o governo iraniano anunciou a suspensão oficial de todos os compromissos assumidos no acordo de paz firmado em junho.

Conflito se espalha pelo Golfo

Ao mesmo tempo, o Irã expandiu suas operações militares contra aliados dos Estados Unidos na região do Golfo.

Segundo a Guarda Revolucionária, forças iranianas atacaram um centro de apoio militar americano no Campo Arifjan e destruíram uma instalação de radar na Base Aérea Ali Al Salem, ambas localizadas no Kuwait.

Além disso, autoridades kuwaitianas suspenderam temporariamente as operações do Aeroporto Internacional do Kuwait diante das sucessivas ameaças de mísseis e drones.

Por outro lado, a mídia estatal iraniana informou que os bombardeios americanos atingiram usinas elétricas e instalações de dessalinização na província de Hormozgan e na estratégica ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz.

Segundo a agência IRNA, um dos ataques destruiu uma usina de dessalinização e interrompeu o abastecimento de água para cerca de 10 mil pessoas, enquanto outra instalação sofreu danos significativos.

Escalada aumenta risco de guerra regional

Diante da sequência de ataques e retaliações, a crise entre Estados Unidos e Irã atingiu um novo patamar.

Enquanto Washington intensifica os bombardeios para enfraquecer a estrutura militar iraniana, Teerã amplia as ofensivas contra forças e aliados americanos na região.

Consequentemente, o conflito aumenta o risco de uma guerra regional de maiores proporções, sobretudo em uma área estratégica para o comércio mundial de petróleo e para a segurança da navegação no Estreito de Ormuz.

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