Prioridade é dos civis: equipe econômica quer reforma dos militares em “marcha lenta

Mônica Bergamo
A reforma da previdência dos civis foi eleita como prioritária pela equipe econômica. A expectativa é de que, com apoio do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ela seja votada antes das mudanças previstas para os militares.

FILA
A ideia é colocar o projeto dos militares para tramitar em marcha lenta, evitando que ele polua os debates sobre as propostas de reforma da previdência dos civis —que pode gerar uma economia muito maior de recursos.
FOLHA/montedo.com

Bolsonaro autoriza celebração do 31 de março de 1964

Na data, Bolsonaro estará fora do país, em viagem oficial a Israel | Foto: Brendan Smialowski / AFP / CP

Presidente refuta o termo “golpe” para classificar mudança de regime daquele ano

Agência Brasil
O presidente Jair Bolsonaro aprovou a mensagem que será lida em quarteis e guarnições militares no próximo dia 31 de março, em alusão à mesma data no ano 1964, dia da tomada de poder pelos militares, com a derrubada do então presidente João Goulart e a instalação de um regime controlado pelas Forças Armadas, que perdurou por 21 anos (1964-1985) no país.
A informação foi confirmada nesta segunda-feira pelo porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros. Rêgo Barros disse que o presidente da República refuta o termo “golpe” para classificar a mudança de regime em 1964.
“O presidente não considera o 31 de março de 1964 (como) golpe militar. Ele considera que a sociedade reunida, e percebendo o perigo que o país estava vivenciando naquele momento, juntou-se, civis e militares. Nós conseguimos recuperar e recolocar o nosso país num rumo que, salvo melhor juízo, se isso não tivesse ocorrido, hoje nós estaríamos tendo algum tipo de governo aqui que não seria bom para ninguém”, afirmou.
O porta-voz informou que Bolsonaro já havia determinado ao Ministério da Defesa que fizesse as “comemorações devidas com relação ao 31 de março de 1964”. Rêgo Barros disse que uma ordem do dia (mensagem oficial) já foi preparada e recebeu o aval do presidente, mas não deu detalhes sobre o conteúdo, que deve ressaltar o protagonismo das Forças Armadas nesse momento histórico do país.
Caberá aos comandantes das guarnições a definição do formato dessa celebração nas unidades militares. Não há previsão de nenhuma celebração específica no Palácio do Planalto, mas a data deverá ser observada nas unidades militares do Distrito Federal, afirmou o porta-voz.
Na mesma data, Bolsonaro estará fora do país, em viagem oficial a Israel. Ele embarca no dia 30 de março e retorna ao país no dia 2 de abril. A celebração da instituição do regime militar instalado em 1964, classificada pelos militares como “Revolução de 1964”, não chega a ser uma novidade nos quarteis. A prática, no entanto, chegou a ser formalmente vetada pela então presidente Dilma Rousseff, em 2012, mas continuou a ocorrer, ainda que informalmente.
CORREIO DO POVO/montedo.com

Olavo é desequilibrado, diz ministro general de Bolsonaro

General Santos Cruz, em seu gabinete – Ladeira/Folhapress

Santos Cruz reage a ataques e afirma que escritor é inconsequente e chulo

Thais Bilenky
BRASÍLIA

O incômodo da cúpula militar do governo Jair Bolsonaro (PSL) com Olavo de Carvalho cresce à medida que se avolumam os ataques do polemista reverenciado pelo presidente e pelo grupo ideológico que o cerca.
O ministro general Carlos Alberto dos Santos Cruz, da Secretaria de Governo, reagiu às ofensas de Olavo aos militares que hoje trabalham no Palácio do Planalto, em especial o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB).
“Eu nunca me interessei pelas ideias desse sr. Olavo de Carvalho”, disse Santos Cruz à Folha. Nem a forma nem o conteúdo agradam a ele, afirmou. “Por suas últimas colocações na mídia, com linguajar chulo, com palavrões, inconsequente, o desequilíbrio fica evidente”, criticou o ministro.
No dia 16, Olavo de Carvalho, no estado americano da Virgínia, foi uma das estrelas da festa que precedeu a chegada de Bolsonaro a Washington.
Lá o polemista disse que Mourão é um “cara idiota”, “um estúpido”, uma figura “que não tem ideia do que é a Vice-Presidência”. “Não o critico, eu o desprezo”, soltou.
Considerado o guru do bolsonarismo, Olavo afirmou que o presidente da República está de “mãos amarradas”, que militares de seu governo têm “mentalidade golpista”, “são um bando de cagões” e que, se nada mudar, o governo acaba em seis meses. No dia seguinte, quando desembarcou nos EUA e tais declarações já eram públicas, Bolsonaro tratou Olavo com deferência.
Sentou-se a seu lado no jantar na residência oficial do embaixador Sergio Amaral e o homenageou ao discursar.
“Um dos grandes inspiradores meus está aqui à minha direita, o professor Olavo de Carvalho, inspirador de muitos jovens no Brasil. Em grande parte devemos a ele a revolução que estamos vivendo”, declarou. A cena, filmada, foi para as redes sociais.
O filho do presidente e deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) afirmou que o escritor, que se considera um filósofo, é “uma das pessoas mais importantes da história do Brasil”, sem a qual “Jair Bolsonaro não existiria”.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse a Olavo que ele “é o líder da revolução”.
A ala militar do governo não tem reagido da mesma forma. Alvejado por Olavo nas redes sociais há meses, Mourão costumava reagir com deboche.
Nesta semana, mudou o tom. Mostrou-se incomodado com os ataques vindos de alguém que não o conhece. (mais…)

Almirante ligado à prisão de Temer esconde dinheiro na Suíça, diz MPF

Othon Luiz Pinheiro foi condenado por corrupção passiva em caso envolvendo desvios na Eletronuclear – Imagem: Wilson Dias/ABr/EFE

Os procuradores que investigam o esquema de recebimento de propina supostamente liderado pelo ex-presidente Michel Temer (MDB) afirmam que o almirante reformado e ex-presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro e sua filha, Ana Cristina Toniolo, tentaram esconder dinheiro ilícito em bancos suíços mesmo após a condenação pela Justiça Federal do Rio de Janeiro, em 2015. A afirmação teve como base documentos enviados pelas autoridades suíças ao Coaf (Conselho de Controle de Operações Financeiras). A defesa de Othon e Ana Cristina disse que não teve acesso integral aos documentos da investigação e que, por isso, não seria o momento ideal de se manifestar sobre o assunto. A força-tarefa da Lava Jato no Rio já começou os contatos com a Suíça para bloquear o dinheiro.
Othon e sua filha foram condenados pela Justiça Federal do Rio por envolvimento no desvio de verbas das obras da estatal Eletronuclear em agosto de 2016. Othon foi condenado a 43 anos de prisão e Ana Cristina a 14 anos e dez meses. Na quinta-feira (21), eles foram alvo da Operação Descontaminação, que investiga o pagamento de propina relativa a contratos com a Eletronuclear para o núcleo criminoso supostamente comandado por Temer. As suspeitas são que pelo menos R$ 10,8 milhões pagos a uma empresa que mantinha contratos com a estatal foram direcionados ao
grupo de Temer. O MPF pediu a prisão de Othon e Ana Cristina na semana passada, mas o juiz federal Marcelo Bretas não concedeu o pedido. O Ministério Público Federal argumentou que teve acesso a documentos enviados pelas autoridades suíças indicando indicando movimentações em contas de empresas ligadas à dupla mesmo depois de eles terem sido condenados pela Justiça brasileira. (mais…)

Sargento do Exército morre em acidente em SC

A vítima fatal, Caroline Koehler Siqueira, 21 anos, era sargento do Exército de Cruz Alta. Foto: Reprodução

JOVEM QUE MORREU EM ACIDENTE NA BR-282, EM IRANI, ERA SARGENTO DO EXÉRCITO

Irani (SC) – A jovem Caroline Koehler Siqueira, de 21 anos, que morreu após um acidente de trânsito na tarde desta sexta-feira (22), na BR-282, em Irani/SC, atuava como sargento e tocava na banda do Exército de Cruz Alta/RS.
Caroline, o marido Marcos Siqueira Filho, de 26 anos e um cão de estimação ocupavam um Hyundai/HB20S, de Cruz Alta/RS e foi atingido por uma Scania/T113, de Campos Novos/SC, conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Ambos veículos pararam sobre o canteiro central do entroncamento, do km 437.
O motorista do caminhão, de 62 anos, não se feriu. Já o sargento, que era o motorista do carro, sofreu lesões graves. Ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros Voluntários de Irani e levado ao hospital. O cãozinho, que estava preso no banco traseiro do carro pelo cinto de segurança canino, também morreu no local.
O casal viajava para a cidade de Limeira/SP, onde iria passar o final de semana com a família do sargento, já que a mãe dele estava de aniversário. Os dois haviam se conhecido na escola de formação de sargentos no Rio de Janeiro e estavam casados há dois anos.
A sargento foi sepultada neste domingo na cidade gaúcha de Vale do Sol, sua terra natal.

ClicRDC/montedo.com (editado)

Aviões da Força Aérea russa aterrissam na Venezuela carregando tropas

Aviões da Força Aérea da Rússia pousam em Caracas, na Venezuela, no sábado (23) — Foto: REUTERS/Carlos Jasso

Um dos aviões estaria levando 35 toneladas de material e outro 100 tropas e um oficial russo de Defesa.

Por Reuters
Dois aviões da Força Aérea da Rússia aterrissaram no principal aeroporto da Venezuela neste sábado (23) carregando um oficial russo de Defesa e quase 100 tropas, de acordo com um jornalista local, em meio ao fortalecimento de laços entre Caracas e Moscou.
Um site que acompanha voos mostrou que dois aviões deixaram um aeroporto militar na Rússia com direção a Caracas, na sexta-feira (22), e outra página que faz o mesmo serviço mostrou que um avião deixou Caracas no domingo (24).
O repórter Javier Mayorca escreveu no Twitter, no sábado, que o primeiro avião levou Vasily Tonkoshkurov, chefe de gabinete das forças terrestres, acrescentando que o segundo era um avião de carga carregando 35 toneladas de material.
Um jato com passageiro Ilyushin IL-62 e um avião militar de carga Antonov AN-124 saíram para Caracas, na sexta-feira, do aeroporto militar russo Chkalovsky, parando no caminho na Síria, de acordo com o site de acompanhamento Flightradar 24.
O avião de carga deixou Caracas na tarde de domingo, de acordo com o Adsbexchange, outro site de acompanhamento de voos.
Uma testemunha da Reuters viu o que pareceu ser um jato de passageiro no aeroporto de Maiquetia, neste domingo (24). Não ficou imediatamente claro por que os aviões vieram à Venezuela.
O Ministério da Informação da Venezuela não respondeu imediatamente ao pedido por um comentário. Os ministérios de Defesa e de Relações Exteriores da Rússia não responderam às mensagens buscando um comentário. Um porta-voz do Kremlin também não respondeu.
A reportagem surge três meses depois de as duas nações realizarem exercícios militares em solo venezuelano, que o presidente Nicolás Maduro chamou de um sinal de fortalecimento das relações, mas que Washington criticou como uma invasão da Rússia na região.
A administração Trump impôs severas sanções à indústria de petróleo da Venezuela, em uma tentativa de tirar Maduro do poder, e pediu que os líderes militares da Venezuela o abandonassem. Maduro denunciou as sanções como intervencionismo dos EUA e recebeu apoio diplomático da Rússia e da China.
Em dezembro, dois aviões de bombardeio estratégico da Rússia, capazes de carregar armas nucleares, aterrissaram na Venezuela, em uma demonstração de apoio ao governo socialista de Maduro que irritou Washington.
(Reportagem de Carlos Garcia, Carlos Jasso, Diego Oré e Brian Ellsworth em Caracas, e Maria Tsvetkova e Gabrielle Tetrault-Farber em Moscou)
G1/montedo.com

EUA expulsam 21 mil militares sob a política ‘deploy or get out’

WASHINGTON — Cerca de 21 mil soldados “nondeployable” foram forçados a sair das fileiras militares dos EUA desde que a política de “deploy or get out” (desdobrar ou sair) do Departamento de Defesa começou no último verão, anunciou o secretário interino de Defesa, Patrick Shanahan.
“Um elemento chave para fortalecer nossas forças armadas e aumentar a letalidade é garantir que nossos combatentes alcancem padrões estabelecidos de controle físico, mental e de segurança”, disse ele a membros do Comitê de Serviços Armados do Senado durante uma audiência sobre o orçamento fiscal de 2020.
“A guerra é implacável e nossa missão exige que permaneçamos uma organização baseada em padrões.”
No ano passado, funcionários do Departamento de Defesa estimaram que cerca de 11% das tropas ativas – cerca de 235.000 – foram classificadas como não-desdobráveis (que não podem ser enviadas para missões de combate fora do país). Quase metade desse número era de pessoas que faltavam a exames médicos ou não tinham documentos, tropas próximas da aposentadoria e mulheres que estavam grávidas.
Mas os 126.000 restantes enfrentaram uma série de lesões de curto e longo prazo, ou simplesmente não cumpriram os padrões de aptidão militar. Autoridades militares disseram que esses indivíduos terão até 12 meses para provar sua capacidade para desdobramento ou serão expulsos dos serviços.
Grávidas, recentemente grávidas e tropas feridas de combate estão isentas dos padrões. Cada um dos serviços também reformulou seus requisitos de classificação e relatório para rastrear com mais precisão a prontidão das tropas.
As autoridades de defesa estabeleceram uma meta para cada serviço de não mais que 5% de sua força total classificada como não-desdobrável. Shanahan disse que em apenas alguns meses, o percentual de tropas não-desdobráveis ​​caiu para cerca de 5,4 por cento.
FONTE: Military Times
FORÇAS TERRESTRES/montedo.com

Proposta desidratada pode gerar insatisfação na tropa, diz general

General Eduardo Garrido fala sobre reforma Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Principal responsável pela proposta de reestruturação das carreiras das Forças Armadas avalia os pontos da Reforma da Previdência para militares

Agência Estado
Principal responsável pela proposta de reestruturação das carreiras das Forças Armadas, o assessor especial do Ministério da Defesa, general Eduardo Garrido, diz que a reforma dos militares ficará “capenga”, caso o Congresso retire as propostas que mexem na remuneração e nas gratificações. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o general diz que uma desidratação do projeto poderia levar à insatisfação dos militares nas redes sociais.
Apresentada nesta semana, a proposta virou alvo de críticas no Congresso Nacional pelo baixo resultado em uma década. O governo prevê economizar R$ 97,3 bilhões em 10 anos, mas vai gastar R$ 86,85 bilhões no mesmo período com a reestruturação da carreira — um saldo positivo de R$ 10,45 bilhões. Abaixo, os principais pontos da entrevista.

O líder do PSL chamou o projeto de reforma dos militares de abacaxi…
A nossa proposta é complexa, por isso às vezes gera um certo desentendimento. Nós estamos trabalhando alterando quatro leis e uma MP, que estão interligadas. Ficaria muito difícil mexermos em alguns aspectos e não mexermos em outros que estão relacionados em outras legislações. Ficaria capenga. Temos que casar tudo isso. Hoje, a remuneração do nosso coronel, que é o nosso último posto, é abaixo da maioria dos salários iniciais das carreiras de Estado.

A avaliação de muitos no Congresso é a de que não era o momento de mexer na remuneração. Não foi um erro estratégico?
Desde 2016, estamos nesse processo. Como militares, temos os nossos limites. Apresentamos o nosso pleito e as autoridades da área econômica avaliaram. Disseram que não era possível. No ano passado, estava tudo mais ou menos encaminhado e aí chegou um momento em que a LRF diz que nos últimos 180 dias de governo não pode ser proposto nenhum tipo de reajuste. Nós acabamos sendo barrados por esse aspecto. Para nós, teria sido muito melhor se tivesse sido tramitado anteriormente.

Ter um presidente da República da carreira militar ajuda?
Como o presidente vem da carreira, tem uma percepção mais fácil do que é a nossa carreira.

Não é só isso. Na eleição, o presidente Bolsonaro teve como base apoiadores militares.
Tudo isso facilita. O presidente é mais sensível às nossas demandas. Mas essa sensibilidade veio sendo fortalecida no governo nos últimos anos.

A Força Militar vai reagir se o Congresso retirar do projeto a parte da remuneração?
As Forças Armadas têm como seus princípios a hierarquia e disciplina. Fizemos os nossos estudos com uma coerência do que é importante para nós e encaminhamos ao Congresso, que é soberano. O nosso papel será mostrar para eles que a separação traz prejuízos por conta das legislações serem muito interligadas. Ajustes poderão ser feitos.

Mas vocês não esperam uma desidratação total?
Na nossa visão, não seria adequada uma desidratação desse tipo. Aí, perde a essência de um projeto que é a reestruturação da carreira. Para os nossos comandantes, é uma situação complexa. Eles têm que manter os princípios da hierarquia e da disciplina. São os principais fiadores desse processo. Eles precisam ter as tropas na mão. E nós estaremos impondo mais sacrifício a essas tropas. O que nós estamos mostrando é caracterizar “Olha, nós temos um sacrifício, mas veja que esse sacrifício está sendo imposto a todos nós. Quando você olha a progressão dentro da carreira, vai ver que isso será recomposto”. Hoje, quando se faz uma avaliação, o sacrifício é muito grande. (mais…)

Antes tarde do que… mais tarde!

Proteção social dos militares: após o estrago causado pela [falta de] comunicação das Forças Armadas, a Marinha corre atrás do prejuízo nas redes sociais.

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