Mais Médicos: AMB sugere uso de profissionais das Forças Armadas em substituição aos cubanos

Médicos cubanos devem deixar o país até o final do ano Foto: Jorge William/Agência O Globo/26-08-2013

Associação sugere uso das Forças Armadas e subsídios como ações emergenciais do Mais Médicos
Em nota, a Associação Médica Brasileira (AMB) diz que existem profissionais suficientes no país para substituir os intercambistas cubanos

Adriana Mendes
BRASÍLIA – A Associação Médica Brasileira ( AMB ) propõe que, com o fim da participação de médicos cubanos no programa Mais Médicos , o governo adote ações emergenciais como o aumento do valor de repasse da União aos municípios para contratação de profissionais e o uso das Forças Armadas em áreas indígenas. Outra sugestão é criação de incentivos a subsídios para jovens médicos com dívidas no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), uma alternativa que está sendo analisada pelo Ministério da Saúde .
Desde a criação do programa no governo da presidente Dilma Rousseff, em 2013, a associação foi contra a contratação de médicos cubanos. Em nota divulgada neste sábado, a entidade voltou a criticar o governo brasileiro por transferir parte da responsabilidade pelo atendimento na atenção básica de saúde. “Isso deixou o Brasil submisso aos humores do governo de outro país. Os impactos negativos previstos são os que estamos comprovando agora”, diz a nota.
Dos 3.228 municípios atendidos apenas pelo Programa Mais Médicos , 611 correm risco de ficar sem nenhum profissional na rede pública a partir do Natal. Segundo a AMB, existem 458.624 médicos no Brasil, “um número suficiente para atender às demandas da população”. A entidade classificou a retirada dos intercambistas como uma “retaliação do governo cubano ao povo brasileiro”.
Nas propostas apresentadas, justifica que é preciso reformular e reforçar o Piso de Atenção Básica (PAB), que é pago pela União aos municípios em repasses do SUS de atendimentos como consultas médicas, assistência pré-natal, vacinação e atividades de saúde. E também alterar a forma de cálculo do piso para garantir mais recursos para cidades pequenas.
No caso do uso das Forças Armadas em áreas indígenas e de difícil acesso, a AMB sugere que seja aproveitada a experiência dos militares “levando não somente médicos para esses locais, mas toda a infraestrutura necessária para a saúde: transporte de medicamentos, deslocamento de profissionais, hospitais de campanha, helicópteros e barcos para remoção em locais de difícil acesso”. Além do uso do efetivo dos militares, segundo a associação, o efetivo pode ser incrementado “ por concurso e selecionaria também novos Médicos Oficiais Voluntários para atuarem de forma temporária”. (mais…)

Submarino argentino é encontrado um ano após desaparecimento

O submarino ARA San Juan, da Marinha Argentina, foi encontrado após um ano do seu desparecimento com 44 tripulantes Foto: Marinha Argentina, via AP

Marinha confirmou que embarcação foi detectada a 800 metros de profundidade na região da Patagônia

O Estado de S.Paulo
BUENOS AIRES – A Marinha da Argentina confirmou em anúncio pelo Twitter neste sábado, 17, que pesquisadores encontraram o submarino ARA San Juan, que desapareceu há um ano com 44 tripulantes a bordo nas águas do Oceano Atlântico. A embarcação foi detectada a 800 metros de profundidade na Península Valdés, na Patagônia argentina.
De acordo com o anúncio, a confirmação foi realizada por um veículo operado por controle remoto da companhia Ocean Infinity, contratada para auxiliar nas buscas.

(mais…)

Infa!!!

De bom humor também se vive…

Que papa-léguas, que nada! Capitão do Exército corre ultramaratona de 500 km na Grécia

Em 2009, Farinazzo venceu a Badwater, a ultramaratona mais difícil do planeta.

O capitão Farinazzo inicia hoje a busca de outra façanha: vencer uma ultramaratona de 490 km na Grécia. Boa sorte, companheiro.

Que tal uma corridinha básica de quase 500km?
Ultramaratonista juiz-forano Marco Farinazzo disputa prova de 490km na Grécia que passa por Atenas e Sparta a partir desta sexta

“É um percurso direto, não tem voltas, então cada trecho tem suas diferenças. E a prova tem muito sobe e desce, terrenos irregulares. Vou fazer tudo dentro do meu planejamento de pace (ritmo) tentando não deixar algum atleta se separar muito de mim”, diz Farinazzo (Foto: Fernando Priamo)

Bruno Kaehler
O ultramaratonista Marco Farinazzo já coleciona pódios e provas de centenas de quilômetros por todo o mundo, mas não se cansa de superar o histórico. A partir desta sexta-feira (16), o juiz-forano inicia sua participação na 4ª Authentic Phidippides Run, com percurso de 490km saindo de Atenas, passando por Sparta e volta para o local da largada em mais de 60 horas de prova. Após experiência parecida no último ano, na Spartathlon Ultra Race, Farinazzo volta a refazer os passos do ateniense Fidípides, em 490 a.C., na época da Batalha de Maratona.
“Será uma prova mais tradicional, com ida de 245km e volta na mesma distância. O percurso é praticamente o mesmo da Spartathlon. Não sei se em alguma parte muda. O caminho é o mesmo do Fidípides. Como em toda ultramaratona deste formato, vou tentar fazer uma prova o máximo de conservadora possível, manter um ritmo médio, porque não adianta sair muito afobado. Tenho que preservar um pouco mais, fazendo mais paradas de descanso sobretudo na ida para, na volta, ter uma prova focada nos outros atletas, dependendo do meu posicionamento”, avalia Farinazzo.
Como equipe de apoio, o atleta local conseguiu contato com um brasileiro que mora na Grécia. “Pelo Facebook consegui encontrar um paulista, de Santos, o Christian, que curiosamente é professor de Educação Física, faz as corridas dele lá e ficou impressionado com a distância da prova!”, conta.
Até agora, a prova mais longa de Farinazzo foi a BR135+, em 2015, quando ele correu – e venceu – etapa de 330km. O ultramaratonista ainda se preparava para uma outra prova, de largadas, em percurso fechado de 6,7km. Se as diferenças o assustam? Só motivam.
“Meus contatos me disseram que começou a esfriar na Grécia e tem possibilidade de chover, então faço estratégia em cima do tempo do atleta que ganhou no ano passado, com cerca de 70 horas de prova. Consegui a inscrição na correria e meu objetivo é tentar o pódio, baseado nos treinos que estou fazendo, em que tive apenas que mudar estratégias. É um percurso direto, não tem voltas, então cada trecho tem suas diferenças. E a prova tem muito sobe e desce, terrenos irregulares. Vou fazer tudo dentro do meu planejamento de pace (ritmo) tentando não deixar algum atleta se separar muito de mim”, projeta.
Com inscrição feita de última hora, Farinazzo treinou no Morro do Cristo, na UFJF e em locais de terrenos menos planos. Junto à preparação técnica veio o apoio das pessoas próximas. “É impressionante o que o esporte faz quando estamos em uma correria para conseguir participar de uma prova. Acabei envolvendo muitas pessoas do meu trabalho, dos treinos, amigos. Consegui participar dessa prova graças ao apoio do pessoal da Brigada de Montanha do Exército e da Comissão de Desportos do Exército, o senhor Eduardo, da Camilo dos Santos, ao pessoal da Alta Patente, meu fisioterapeuta Téo Lopes e em especial a minha família, que em todo momento me apoiou. Todos serão uma motivação para mim, só o esporte une os povos”, diz.
TRIBUNA DE MINAS/montedo.com

Aqui o arquivo do blog sobre o capitão Farinazzo

O Deputado e o Comandante

Porto Alegre (RS) – O tenente-coronel Luciano Zucco posa para foto junto com o Comandante do Exército, General Villas Bôas. Zucco foi o deputado estadual mais votado no Rio Grande do Sul, com 166.747 votos e deverá deixar o serviço ativo em janeiro, quando tomar posse na Assembleia Legislativa gaúcha.

Futuro ministro da Defesa, general muda discurso sobre remuneração dos militares

General Fernando Azevedo e Silva (Veja)

Ao melhor estilo das raposas da política, o general Fernando Azevedo e Silva – futuro ministro da Defesa – tratou de adaptar seu discurso à nova condição, ao falar de melhorias na remuneração dos militares. Compare a fala do general em dois momentos,separados por pouco mais de dois meses:

2 de setembro de 2018, ao passar para a reserva
Enfático!
“As Forças Armadas vêm sendo submetidas a desafios alheios à nossa destinação principal, sem receber merecido reconhecimento. […] Necessidades heterogêneas e urgentes em vários pontos do país exigem preparo esmerado, recursos condizentes e remuneração compatível”.

14 de novembro de 2018, em entrevista à Folha
Tem que ver…
Os militares têm reclamado de salário defasado. O sr. vai brigar por isso?
“É muito defasado, mas tem que ver o esforço que o governo vai fazer para retomar a economia. É um assunto que tenho que ver quando chegar ao ministério.”

Pensando bem…
Tem razão quem afirma que o general Fernando tem muita experiência política.

Forças Armadas estão vacinadas quanto à política, diz novo ministro da Defesa

O general Fernando Azevedo e Silva, assessor do ministro presidente do STF, Dias Toffoli, e indicado por Bolsonaro para o Ministério da Defesa do novo governo – Pedro Ladeira – 14.nov.2018/Folhapress

Fernando Azevedo e Silva afirma que militares não têm protagonismo no país, mas sim ‘reconhecimento’

Laís Alegretti
BRASÍLIA

Futuro ministro da Defesa do governo Jair Bolsonaro, o general da reserva Fernando Azevedo e Silva, 64, diz que as Forças Armadas estão vacinadas em relação à política.
Assessor do presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, o general considera que a imagem do Exército não está “colada” à de Bolsonaro, que é um capitão reformado e tem um general da reserva como vice.
Azevedo e Silva declarou que a escolha do próximo comandante do Exército não obedecerá necessariamente critério de antiguidade, que levaria à escolha do general Edson Leal Pujol.

O Alto Comando do Exército tem defendido descolar imagem das Forças Armadas do governo Bolsonaro. Como fazer isso? Não existe descolar porque não está colado. As Forças Armadas estão vacinadas em relação à política. Estamos muito vocacionados para nossa atividade-fim, que é cumprir o Artigo 142 [defesa da Pátria, garantia dos poderes constitucionais e da lei e da ordem].
Com um capitão reformado na Presidência e um general da reserva na vice, há como os militares não se enxergarem no Planalto? Esse governo foi eleito pelas regras democráticas. Eles têm origem e formação militar, que é boa. Pregamos valores de companheirismo, disciplina, hierarquia. Estão aí legitimados pelo voto, não pela origem.
Um nome do Exército para a Defesa causa mal-estar com outras forças? Não tem mal-estar. A partir do momento que fui convidado, imediatamente os comandantes das três forças me ligaram parabenizando. Nas Forças Armadas, temos uma coisa muito positiva: a partir do momento que tem a decisão, todo mundo entra no mesmo barco.
Quem entra no lugar do senhor como assessor especial de Toffoli? Não pensamos em nomes. Toffoli já manifestou a vontade de ter outro militar aqui.
O deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente eleito, disse que para fechar o STF bastam “um soldado e um cabo”. O que achou? Foi em um contexto específico e ele já pediu desculpas. Esse é um assunto encerrado.
A sua saída da equipe de Toffoli para ir para a Defesa fortalece a relação do presidente eleito com o presidente do STF? Fortalece, porque já fiz um vínculo aqui nesses dois meses, particularmente no gabinete do ministro. Esse canal está estabelecido [do Executivo de Bolsonaro com presidência do STF].
O que motivou a ida do general Heleno para o GSI? Heleno é meu amigo mais velho desde o colégio militar e é um dos oficiais mais brilhantes que eu conheço. Acho que ele foi trocado por causa disto: ficando mais próximo, com contato diário com o presidente, será muito útil.
Bolsonaro é uma liderança militar? Não. Ele é uma liderança atualmente política, com origem militar. É lógico que os militares o admiram muito.
A escolha do próximo comandante do Exército vai obedecer o critério de antiguidade e será o general Pujol? Ainda estamos conversando. Hoje foi meu primeiro dia como indicado e estou começando a pensar. Tive a primeira conversa com ele hoje.
Qual é o critério para ser comandante? Tem que ser um oficial general do último posto e será definido pelo comandante supremo das Forças Armadas —o presidente—, ouvido o ministro da Defesa.
Não necessariamente o Pujol. Não necessariamente. O Pujol tem plenas condições de ser, assim como os outros. Quem está sentado na mesa do Alto Comando tem todas as condições de comandar a sua força.
Quais outros nomes são possíveis? Esse nome você não vai me arrancar. Todos os nomes dentro dessa regra —e poderia inclusive ser da reserva.
O Exército teria agido se o STF tivesse libertado o Lula, como sugeriu o comandante Villas Bôas? Ele não quis dizer isso. Villas Bôas é um democrata, sabe o papel do Estado, da importância do Judiciário.
E se tivesse acontecido outro resultado? Não aconteceu outro resultado.
Quando o sr. estava trabalhando com Toffoli, ele disse que preferia chamar de “movimento” em vez de “golpe” o que deu início à ditadura. Como o sr. recebeu isso? Foi uma interpretação dele, ele é estudioso, gosta de história, ele justificou por que chamou de movimento. Não vou entrar em detalhes. Aquele período de governos militares faz parte da história e tem que ser encarado como história.
Os militares estão dispostos a negociar mudanças na Previdência —que vocês não gostam de chamar assim? Sempre tivemos abertos ao diálogo, militares não são uma casta fechada. Tem que ser reconhecido que nós não temos o sistema previdenciário, temos uma proteção social que dá amparo às peculiaridades da carreira. Se eu ganhar hora extra ia ser ótimo, mas a gente não ganha. Tem que ter uma compensação social.
Os militares têm reclamado de salário defasado. O sr. vai brigar por isso? É muito defasado, mas tem que ver o esforço que o governo vai fazer para retomar a economia. É um assunto que tenho que ver quando chegar ao ministério.
Como tem visto a relação de Bolsonaro com a imprensa? Democracia é imprensa livre. Quem não deve, não teme, tem que receber e falar com a imprensa. Isso no meu caso. No dele, pergunte a ele.
A que atribui o protagonismo dos militares hoje? Não é protagonismo, é reconhecimento. Todas as pesquisas mostram um grau de confiança nas instituições militares altíssimo, sempre nos primeiros lugares. A gente dá prioridade à formação. Pode faltar dinheiro para munição, para lanche, mas não para isso.
FOLHA DE SÃO PAULO/montedo.com

Villas Bôas quer tempo mínimo de 35 anos com melhoria na remuneração dos militares

General Villas Bôas concedeu entrevista coletiva no CMS (Guilherme Testa/Correio do Povo)

Porto Alegre (RS) – Em entrevista coletiva no QG do Comando Militar do Sul, o comandante do Exército, sugeriu ontem (14) a ampliação em cinco anos o tempo de serviço para militares, acompanhado de melhorias na remuneração e reestruturação da carreira.
— Os militares têm que participar deste esforço – disse Villas Bôas. Já sofremos uma reforma em 2001, então, muitas das coisas já foram implantadas para nós. Concordamos em aumentar o tempo para aposentadoria. É verdade, nos aposentamos cedo. Idade não, tempo de serviço. Imaginamos que deve passar para 35 anos, por exemplo. Mas são coisas que vão ser discutidas em um pacote mais amplo, que inclui também a estrutura da carreira militar e da remuneração — concluiu.

General Oswaldo Ferreira não será mais ministro da Infraestrutura de Bolsonaro

O general de Exército da reserva Oswaldo Ferreira Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Jamil Megid Júnior, também general da reserva, é o mais cotado para assumir pasta em futuro governo

Tânia Monteiro e Mariana Haubert, O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA – O general do Exército da reserva Oswaldo Ferreira desistiu de assumir o Ministério da Infraestrutura, que será criado no governo Jair Bolsonaro juntando as áreas de transportes, portos, aviação civil, ferrovias, saneamento, recursos hídricos e mobilidade urbana. Com a desistência de Ferreira, o novo cogitado para a pasta passou a ser o general também da reserva Jamil Megid Júnior, nomeado na terça-feira, 14, para a equipe de transição.
O Ministério da Infraestrutura não englobará Minas e Energia, que permanecerá independente, porque já comanda segmentos considerados estratégicos, como petróleo, mineração e gás. O nome mais cotado para essa pasta é de Paulo Pedrosa, ex-secretário executivo do ministério, que deixou o cargo em abril deste ano, após a entrada do atual ministro Moreira Franco.

General Jamil Megid deve ser ministro de Bolsonaro (Agência Brasil)

O Ministério da Infraestrutura também não terá a área de Comunicações que, no último desenho, estava lotada no Ministério da Ciência e Tecnologia, mas ganhará a estrutura para tocar as obras que estão paradas, principalmente no Nordeste, além de incluir projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). É com estas obras no Nordeste que o governo Bolsonaro quer mudar o perfil da região, com a promessa de tirar foco do assistencialismo e partir para o desenvolvimento.
O general Megid foi vice-chefe do Departamento de Engenharia e Construção do Exército (DEC). Trabalhou na segurança da Rio +20, na Jornada Mundial da Juventude, na Copa do Mundo e nas Olimpíadas de 2016. Antes, foi coordenador-geral do Comitê Organizador dos Jogos Mundiais Militares, em 2011.
O ESTADO DE SÃO PAULO/montedo.com

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