Exclusivo: a nova Previdência dos militares

Guedes: pontos definidos (Cristiano Mariz/VEJA)

Quatro pontos já aprovados por Paulo Guedes e Jair Bolsonaro na reforma dos militares

Mauricio Lima
O Radar teve acesso a quatro pontos da nova previdência dos militares, projeto que será entregue daqui a 30 dias ao Congresso. O texto, já aprovado por Paulo Guedes e Jair Bolsonaro, mostra que os militares também darão sua parcela de contribuição no esforço para que o governo reequilibre as contas públicas e o país tenha capacidade de investimento. A espinha dorsal da reforma:

1. O tempo de contribuição dos militares mudará de 30 para 35 anos;
2. A contribuição subirá de 7,5% para 10,5%.
3. Pensionistas passarão a contribuir igual ao militar da ativa e aposentado; Hoje os beneficiários recebem na íntegra.
4. E já está na PEC a compensação previdenciária do militar temporário. Quase 60% das forças armadas hoje são de temporários. Quando ele se transfere para o INSS terá de pagar a diferença.

Radar (Veja)/montedo.com

Sim, temos Heróis!

74 anos da tomada de Monte Castelo, maior feito da Força Expedicionária Brasileira.
Brasil!

Pracinhas após a tomada de Monte Castelo (Blog Francisco Miranda)

Governo quer que tempo de contribuição dos militares passe de 30 para 35 anos

Reprodução/TV NBR Rogério Marinho disse que tempo de contribuição dos militares deve aumentar cinco anos com reforma da Previdência

Proposta também vai englobar policiais militares e bombeiros; projeto de reforma da Previdência para militares deve sair em cerca de 30 dias.

O governo quer propor que o tempo de contribuição dos militares para a aposentadoria seja de 35 anos, informou o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, nesta quarta-feira (20). Atualmente, eles precisam contribuir 30 anos antes de conseguir o benefícío.
Além da mudança no tempo de contribuição, o secretário também informou que a reforma da Previdência dos militares deve registrar aumento na alíquota, passando de 7,5% para 10,5%. Segundo ele, o novo tributo também será cobrado no pagamento das pensões para dependentes de militares, benefício que é totalmente financiado pelo governo federal. A proposta de reforma também vai servir para policiais militares e bombeiros, que atualmente obedecem à regras especias de cada Estado.
Outro ponto relativo somente aos militares está sendo colocado em discussão: a nova Previdência pode prever que os militares temporários – que ficam até oito anos nas Forças Armadas e não prosseguem na carreira militar – contribuam para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). De acordo com Marinho, os temporários correspondem atualmente a 60% do contingente militar.
O secretário declarou, ainda, que espera receber apoio dos militares, uma vez que as mudanças no regime da categoria vêm sendo discutidas há anos. “Essa é uma negociação que segue desde 2015”, explicou.
Questionado sobre a aceitação do projeto pelos militares, o vice-presidente general Hamilton Mourão chegou a dizer, no início do mês, que que os militares das Forças Armadas já aceitaram o aumento de cinco anos no tempo de contribuição. Ele disse que o assunto já está “pacificado” dentro das Forças Armadas e a contribuição desses militares deve mesmo ser aumentada em cinco anos na reforma da Previdência .

Previdência dos militares deve sair em 30 dias
Mais cedo, Marinho, disse que a proposta da reforma dos militares será apresentada em até 30 dias. Ele disse que será preciso um pouco mais de tempo para terminar esse projeto, já que as regras sobre eles estão em leis ordinárias e não na Constituição e, por isso, não podem ser modificadas por meio de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição).
“Estamos trabalhando a equidade [na reforma da Previdência ]. Todos darão sua contribuição, inclusive os militares . De hoje a 30 dias o projeto será apresentado já que se trata da conformação de cinco outras leis. Não tivemos condição de apresentar em tempo hábil dada a complexidade da elaboração da própria PEC”, explicou.
Economia iG/montedo.com

PE: sargento do Exército é preso vendendo fardamento em feira

Reprodução TV Jornal

Sargento do Exército é preso vendendo fardamento na Feira do Troca

Caruaru (PE) – Um sargento do Exército foi preso vendendo fardamento na Feira do Troca, em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. O militar, de 45 anos, estava vendendo fardas e um par de coturnos, quando foi surpreendido por policiais do 4º batalhão da Polícia Militar.
O sargento é lotado na 10º companhia de São Bento do Una. Ele foi apresentado, juntamente com o material, no plantão da 3ª delegacia de polícia.
TV JORNAL/montedo.com

Ala militar comemora poder no governo, mas se preocupa com destaque excessivo

Bolsonaro em solenidade militar (Pedro Ladeira (Folha Press)

Com oitavo ministro e temendo por estabilidade, núcleo terá de enfrentar filhos de Bolsonaro

SÃO PAULO
Igor Gielow
Se por um lado está sendo comemorada pelo núcleo militar como a consolidação de seu poder no centro do governo Jair Bolsonaro, a chegada do oitavo ministro egresso das Forças Armadas já começa a despertar algumas preocupações.
A principal, ouvida pela Folha de diversos oficiais generais ao longo do desenrolar da agônica demissão de Gustavo Bebianno da Secretaria-Geral, diz respeito ao óbvio: os filhos de Bolsonaro continuarão a ser instrumentos de interferência no governo?
É preciso sublinhar que Carlos Bolsonaro não atacaria Bebianno, disparando a crise, sem a anuência do pai.
O caso do laranjal do PSL foi a gota-d’água para uma longa história de desavenças entre os filho e o ex-ministro, mas Bolsonaro só deu o OK para a operação depois que ele começou a atingir Bebianno.
A ala militar não é coesa, podendo ser dividida grosseiramente entre aqueles que aderiram ao projeto Bolsonaro de forma ideológica ou por proximidade pessoal e os que veem no capitão reformado um barco do qual podem desembarcar se a nau se perder.
A eles, com igual divisão, somam-se oficiais da ativa. Todos dividem a preocupação dita em entrevista à Folha no ano passado pelo influente Eduardo VillasBôas, então chefe do Exército: é preciso delimitar o que é governo, o que são as Forças Armadas.
O problema é que eles entraram em peso na gestão, tornando tal fronteira turva. O próprio Villas Bôas ocupa lugar no Planalto ao lado do patrono do projeto militarbolsonarista, o general da reserva Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional).
Essa ocupação, ora reforçada pela nomeação do general Floriano Peixoto para a cadeira de Bebianno, tornou-se então uma armadilha.
Na avaliação de alguns generais, se a militarização do governo torna-se ampla, a próxima crise tenderá a atingi-los diretamente. E aí quem irá fazer a mediação?, perguntam.
O único membro indemissível do grupo, o vice-presidente Hamilton Mourão, já é visto com desconfiança pelos filhos de Bolsonaro. Diverge publicamente da agenda propugnada pela “rapaziada”, como ele os chama. Mourão tem influência, mas não é um líder inconteste da ala militar. Tanto que seu protagonismo durante a ausência por razões médicas de Bolsonaro de Brasília foi alvo
de críticas por alguns oficiais mais próximos de Bolsonaro, e ele de fato reduziu um pouco sua exposição nos últimos dias.
O temor é tal que os próprios militares tentaram salvar Bebianno, para manter uma aparência de estabilidade no núcleo do poder no momento em que o governo precisa encaminhar a vital reforma da Previdência e outras medidas ao Congresso, embora soubessem que tal missão era virtualmente impossível.
Para destacar isso e evitarem a pecha de terem sido derrotados pelos Bolsonaros, os generais impuseram o nome de Floriano Peixoto.
O general havia sido convidado para ocupar o segundo posto da Secretaria-Geral pelo próprio Bebianno, que havia se aconselhado com Heleno —ambos os militares serviram juntos no Haiti.  (mais…)

Tropa especial do Exército reforça fronteira e presídio de Marcola em RO

Aiuri Rebello, Luís Adorno e Flávio Costa
Do UOL, em São Paulo

A 17ª Brigada de Infantaria de Selva do Exército, conhecida como Brigada Príncipe da Beira, montou um grande esquema de
segurança na parte externa do presídio federal de segurança máxima em Porto Velho, para onde foi levado Marcos Willian Camacho, o Marcola, e outros líderes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) na semana passada.
A brigada de selva do Exército também reforçou o controle em pontos na fronteira entre Rondônia a Bolívia, a 160 quilômetros dali, e outros pontos de travessia entre os dois países também no Acre, estado vizinho. Autoridades paulistas não queriam que
Marcola ficasse em uma penitenciária próxima à fronteira, pois temiam uma tentativa de resgate organizada a partir do país vizinho.
Na divisa com Rondônia, a Bolívia é o país onde estaria Gilberto Aparecido dos Santos, conhecido como Fuminho. Apontado como
braço direito de Marcola e o principal nome do crime organizado paulista em liberdade, Fuminho participou de planos de resgate de Marcola em São Paulo, negociou remessas com a máfia italiana e também participou do assassinato de líderes da facção que estariam desviando recursos do grupo, segundo autoridades.

NINHOS DE METRALHADORA CALIBRE .50
A penitenciária de segurança máxima em Porto Velho fica afastada da cidade em área de mata densa. Do lado de fora do presídio, é possível ver que o Exército montou diversos postos de controle de veículos, com obstáculos na pista, e até ninhos de metralhadora calibre .50, de alto poder de destruição, protegidos com sacos de areia.
UOL/montedo.com

Hierarquia

Cláudio Humberto
Agora que o general Floriano Peixoto está confirmado ministro da Secretaria Geral, cria-se uma situação curiosa: um general de três estrelas vai chefiar um general de quatro estrelas, Maynard Marques de Santa Rosa, atual secretário de Assuntos Estratégicos.
DIÁRIO do PODER/montedo.com

General Floriano Peixoto assume secretaria no lugar de Bebianno

Estadão Conteúdo
O porta-voz do governo de Jair Bolsonaro, Otávio Rêgo Barros, confirmou nesta segunda, 18, que o ministro Gustavo Bebianno, da Secretaria-Geral da Presidência, será exonerado do cargo. Em seu lugar, assumirá o general Floriano Peixoto de forma definitiva. Ele era o secretário-executivo da pasta.
Bebianno é o protagonista da maior crise nos primeiros meses do novo governo, suspeito de irregularidades em campanhas do PSL e envolvido em rusgas com um dos filhos do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ). Em nota lida pelo porta-voz, Bolsonaro desejou “sucesso na nova caminhada” e agradeceu Bebianno por sua “dedicação à frente da pasta”.
Questionado sobre o motivo da demissão, Rêgo Barros afirmou apenas que a exoneração do agora ex-ministro foi “decisão de foro íntimo do presidente”. O porta-voz também negou que Bolsonaro tenha deixado a exoneração assinada desde a última sexta-feira, 15. “O presidente assinou o documento nesta segunda”, disse. Leia mais.
ISTO É/montedo.com

“Ato legítimo em defesa de minha vida”, diz sargento do Exército que reagiu e matou dois assaltantes no MS

Assalto aconteceu na noite da última quarta (14). Imagem: Midiamax

A postagem Sargento do Exército reage e mata dois assaltantes em Campo Grande, publicada originalmente na quinta (17) recebeu até agora 380 comentários e tornou-se uma das mais acessadas da história do Blog. O autor dos disparos se manifestou na área de comentários:

“Li todos os comentários e agradeço a todos, foi um ato legítimo em defesa de minha vida, eu estava sob a mira da pistola o tempo todo e sob pressão, ou dava o que queriam ou morria, pensei em meus filhos e esposa, naquele momento achei que minha vida acabaria ali, mas graças ao Grande Arquiteto do Universo, num saque rápido consegui reverter a situação.
Só fiquei sabendo que era simulacro quando fui prestar depoimento na Delegacia.
Sinto muito pela perda de duas vidas, que Deus possa recebe -los e confortar a família que deve estar sofrendo, mas não agi pelo celular, eu poderia comprar outro, agi em defesa de minha vida.”

Após ordem judicial, USP “desiste”de barrar alunos dos colégios militares

A USP voltou atrás e confirmou a matrícula de alunos de colégios militares aprovados via Sisu, informou ontem a jornalista Tânia Monteiro, do Estado de São Paulo. Só que essa não é a história completa.
A medida foi tomada após a pró-reitoria de graduação da universidade ser intimada a cumprir medida liminar em favor do candidato Pedro Morta Hoertel, aprovado na seleção para Engenharia de Computação. Em sua decisão, o juiz Antonio Augusto Galvão de França, da Quarta Vara da Fazenda Pública do TJ/SP,considera como públicas todas as escolas criadas, incorporadas, mantidas ou administradas pelo Poder Público, o que inclui o Sistema Colégio Militar do Brasil (SCMB).
Pedro Morta Hoertel foi aluno do Colégio Militar de Brasília e um dos destaques da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). Na edição de 2017, ele ganhou a Medalha de Prata no certame.

Retaliação?
A decisão da USP de cancelar matrículas de estudantes de escolas militares aprovados no vestibular por meio do Sistema de Seleção Unificado (Sisu) mobilizou na última quinta-feira o Comando do Exército e o Ministério da Educação. A Pró-Reitoria de Graduação alegou que as 12 escolas mantidas pelo Exército não se enquadrariam no sistema de cotas por serem mantidas por contribuições e quotas mensais pagas por pais de alunos.A medida foi interpretada como retaliação ao governo de Jair Bolsonaro.

“Meia-volta, volver!”
Em nota, a USP comunicou que, “face às afirmações que se tornaram públicas e para garantir a lisura de seu processo de matrícula, todos os candidatos aprovados oriundos de colégios militares, vinculados e mantidos efetivamente pelas Forças Armadas, que se inscreveram no vestibular optando pela ação afirmativa para egressos de escolas públicas, tiveram a sua matrícula aceita, uma vez que atendem plenamente ao regramento estabelecido para o concurso vestibular 2019”.
Com informações de O Estado de São Paulo

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