Soldado do Exército morre após passar mal em quartel na Zona Oeste do Rio

Família luta para saber causas da morte de soldado do Exército (Reprodução: G1)

Após 15 dias da morte do soldado, a família ainda não sabe a causa da morte.

Por G1 Rio

Um militar do Exército morreu após passar mal durante serviço no quartel de Deodoro, na Zona Oeste do Rio, no último dia 6 de outubro, e a família ainda desconhece a causa da morte do jovem.

O soldado Matheus da Conceição Santos Morais, de 19 anos, passou o fim de semana com a família e voltou para o quartel no dia 1º de outubro, aonde iria passar por um treinamento. Dois dias depois, a família descobriu que o jovem estava internado, em coma induzido, no Hospital Geral do Exército, em Benfica, na Zona Norte. Três dias após a internação, o militar veio a óbito.

De acordo com o médico que atendeu Matheus, o jovem já chegou à unidade desacordado. O Exército informou que o militar teria tido um mal estar depois de um exercício, mas o médico disse que ele teve febre alta, evacuava e tinha urina escura. Segundo a mãe de Matheus, a família foi impedida de ver o corpo do rapaz quando chegou à unidade de saúde.

O atestado de óbito não disse qual foi a causa da morte, e informou que era necessário aguardar um prazo de cinco dias para receber o resultado. Mas após 15 dias da morte do militar, a família ainda não recebeu repostas.

G1/montedo.com

O bunker dos militares de Jair Bolsonaro

INTRAMUROS Sala localizada no subsolo do Hotel Imperial, em Brasília, abriga as reuniões da caserna de Bolsonaro (Crédito: Adriano Machado)

Generais se reúnem em subsolo de um hotel de Brasília para discutir táticas de campanha e articular alianças políticas. Do QG, saíram propostas que hoje são a tônica do discurso do candidato do PSL

Wilson Lima e Ary Filgueira

Não há mapas pendurados nas paredes ou espalhados pela mesa. Nem sofisticados instrumentos de comunicação ou criptografia. De comum com os tradicionais bunkers militares, que servem para manter seus ocupantes a salvo de guerras ou desastres e prontos para dali traçar estratégias, está o fato de se instalar no subsolo. É ali, numa sala com duas portas de madeira, com as paredes externas adornadas com um tecido de losangos coloridos, em um discreto e modesto hotel na Asa Norte, a cerca de menos de cinco quilômetros da Esplanada dos Ministérios, que os principais generais ligados à campanha do candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, reúnem-se. Do bunker instalado no subsolo do Hotel Brasília Imperial saem algumas das principais estratégias usadas na campanha e o conjunto de propostas de um futuro governo.

As reuniões são anteriores mesmo à própria candidatura de Bolsonaro. Estão relacionadas com o desejo que as Forças Armadas, como instituição, demonstrou de participar mais ativamente do debate político brasileiro. O grupo congrega cerca de 20 militares da reserva. À frente, cinco generais que hoje formam o núcleo duro com origem na caserna da campanha do PSL: Augusto Heleno, Oswaldo Ferreira, Aléssio Ribeiro e o candidato a vice de Bolsonaro, Hamilton Mourão. Entre os militares da reserva mais engajados na discussão política, a turma ficou conhecida como “Grupo de Brasília”.

Os generais Augusto Heleno e Oswaldo Ferreira são os precursores da equipe. Heleno é apontado como eventual ministro da Defesa do governo Bolsonaro. O general Oswaldo Ferreira é o principal mentor do time de Bolsonaro para a área de logística e infraestrutura. É cotado para assumir um Ministério da Infraestrutura. Ao grupo, aderiu logo também o general Hamilton Mourão, que acabou se tornando o candidato a vice de Bolsonaro. E o general Aléssio Ribeiro Souto, responsável por elaborar as principais propostas do governo bolsonarista na área da Educação. Ex-chefe do Centro Tecnológico do Exército, Souto defendeu publicamente que seja revisada a narrativa sobre o Golpe Militar de 1964, dando “os dois lados da história”, e até o estímulo do estudo do criacionismo nas escolas.

Evaristo Sá/AFP; Divulgação

COMO TUDO COMEÇOU

No segundo semestre de 2017, o general Ferreira começou a se aproximar de Bolsonaro e enxergar nele o caminho para a maior inserção política que os militares pretendiam. Bolsonaro buscava diretrizes na área de desenvolvimento de logística, setor em que os militares são considerados especialistas. Ferreira foi incorporando aos debates outros militares. Em março deste ano, as reuniões foram se tornando mais frequentes.

No início, os encontros ocorreram em várias localidades. Uma delas foi a casa do general reformado Augusto Heleno. Outra no apartamento onde mora Oswaldo Ferreira. Em uma ocasião, reuniram-se na sala de um assessor do deputado Delegado Francischini (PSL-PR) na Câmara. Ouvido por ISTOÉ, esse assessor conta que, nessa reunião, a pauta principal foi segurança. “Há muito debate. Muitas vezes, o que eles pensam não chega a ser incorporado à campanha. Apesar de serem próximos do Bolsonaro, não significa que vão ser atendidos por ele”, afirma o assessor. Com o tempo e a ascensão de Bolsonaro, os militares entenderam que precisavam de um lugar discreto e sempre disponível para as reuniões. Onde pudessem conversar sem chamar a atenção. Foi quando conseguiram alugar a um custo baixo a sala no hotel.

As reuniões têm formato parecido. Não participam delas somente militares. Em várias ocasiões, são também convidados especialistas civis que tenham afinidade com o perfil do grupo. O economista Paulo Guedes, provável ministro da Fazenda, já participou de mais de uma delas. Um dos participantes, principalmente pessoas ligadas às Forças Armadas ou algum civil convidado, realiza uma exposição de pontos para o grupo que, a partir daí, começa a trazer ideias e alternativas para o plano de governo. Do bunker, saíram várias propostas que hoje são a tônica da campanha de Bolsonaro. Um exemplo disso é a defesa que Bolsonaro tem feito de valores da família tradicional brasileira. Surgiu do grupo a tese de que parte da sociedade enxerga exagero em questões relacionadas a minorias de gênero e a defesa do aborto.

Dentro da cultura militar, que privilegia a logística e a estratégia, o grupo busca traçar diretrizes para o país a partir de 2019, com planos detalhados de execução e metas a serem atingidas. Como numa guerra a ser vencida, o grupo traça táticas militares para governar o País.

ISTOÉ/montedo.com

Bolsonaro, os civis, os militares e o general Heleno

Ailton de Freitas | Agência O Globo

GUILHERME AMADO
Quem acompanha Jair Bolsonaro de perto há anos tem dado um balde de água fria a quem acha que políticos, advogados ou aliados de ocasião poderão formar um núcleo de poder dentro de um eventual governo do capitão.

Diz este observador:

— Bolsonaro dá um peteleco em qualquer civil que não sirva ao propósito dele. Também pode se desfazer dos militares. O único que ele realmente reverencia é o general Heleno.

Lauro Jardim (O Globo)/montedo.com

Datafolha: Bolsonaro tem 59% dos votos válidos; Haddad, 41%

Jair Bolsonaro (PSL) mantém o favoritismo para o segundo turno da eleição contra Fernando Haddad (PT) (Tânia Rêgo/Rovena Rosa/Agência Brasi)

Rodrigo Zuquim
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (18) sobre o segundo turno da disputa pela Presidência mostra o candidato Jair Bolsonaro (PSL) com 59% dos votos válidos, 18 pontos percentuais à frente do candidato Fernando Haddad (PT), que tem 41%. Na semana passada, Bolsonaro tinha 58%, e Haddad, 42% dos votos válidos.

O cálculo para chegar aos votos válidos exclui as respostas dos entrevistados que disseram votar branco ou nulo e dos que se declararam indecisos. É o mesmo cálculo feito pela Justiça eleitoral para chegar ao resultado. Vence aquele candidato que tiver 50% dos votos mais um.

Nos votos totais, quando são considerados os brancos, nulos e indecisos, o candidato do PSL tem 50%, contra 35% do petista. Brancos e nulos somam 10%, e 6% não souberam responder.

O levantamento, contratado pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo, entrevistou 9.137 eleitores em 341 cidades, nos dias 17 e 18 de outubro. A pesquisa foi registrada no TSE sob o protocolo BR-07528/2018. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Rejeição

O Datafolha perguntou aos entrevistados em qual dos candidatos eles votariam com certeza, talvez, ou não votariam de jeito nenhum. Os resultados de Bolsonaro mostram que 48% dos eleitores votariam com certeza no candidato, 10% talvez, e 41% não votariam de jeito nenhum. Entre os eleitores, 1% não soube responder.

Haddad é mais rejeitado, com 54% de eleitores que não votariam de jeito nenhum nele. Os que votariam com certeza no petista somam 33%, e 12% talvez votassem no candidato. Não soube responder: 1%.

Mudança do voto

A pesquisa também questionou se os eleitores estão totalmente decididos sobre seu voto ou se ainda podem mudar a escolha. No caso de Bolsonaro, 95% disseram estar totalmente decidido, e 5% ainda podem mudar de voto. Já para Haddad, há 89% de eleitores totalmente decididos no voto ao petista, e 10% admitem que ainda podem mudar.

Entre os entrevistados que disseram votar branco ou nulo, 74% já estão totalmente decididos, e 25% ainda podem mudar de ideia. Não soube responder: 1%.

CONGRESSO EM FOCO/montedo.com

Pela 1ª vez, mulher lidera maior divisão do Exército dos EUA

LAURA RICHARDSON ASSUMIRÁ O COMANDO DAS FORÇAS ARMADAS DOS ESTADOS UNIDOS (FOTO: MARK WILSON/GETTY IMAGES)

Tenente-general Laura Richardson atua há 32 anos no Exército

POR ANSA

Pela primeira vez na história, uma mulher assumirá o comando das Forças Armadas dos Estados Unidos, também chamadas de Forscom. A tenente-general Laura Richardson foi nomeada para o cargo nesta quarta-feira (17), mas de forma provisória. Ela cuidará de uma equipe de 776 mil militares e 96 mil civis.

A divisão era liderada pelo general Robert B. Abrams, que deixou o posto para liderar as tropas norte-americanas na Coreia do Sul. Com isso, Richardson ocupará o cargo de comandante interina até que o substituto de Abrams seja indicado e confirmado pelo Senado. O diretor de relações públicas do Forscom, Coronel Michael Lawhorn, por outro lado, confirmou que a comandante está na lista dos possíveis nomes a serem indicados para o comando definitivo, e que sua liderança provisória durará pelo menos alguns meses.

ÉPOCANEGÓCIOS/montedo.com

Editorial do Estadão: Os militares e a política

Forças Armadas têm se mantido exemplarmente isentas nas questões eleitorais, em demonstração de arraigada maturidade institucional

O Estado de S.Paulo

Nas eleições deste ano, notou-se uma presença acentuada de militares reformados concorrendo a cargos políticos, na esfera estadual e na federal, no Legislativo e no Executivo. O destaque tem sido o capitão reformado Jair Bolsonaro, candidato pelo PSL, com sua expressiva votação no primeiro turno. Ainda que esteja há muito tempo fora das Forças Armadas – deixou o Exército em 1988, ano em que foi eleito vereador do município do Rio de Janeiro, e desde 1991 ocupa ininterruptamente uma cadeira na Câmara dos Deputados -, Bolsonaro construiu e mantém sua identidade política vinculada à sua passagem no Exército.

Ao mesmo tempo que há maior participação de ex-militares na vida político-partidária, deve-se reconhecer que as Forças Armadas têm se mantido exemplarmente isentas nas questões eleitorais, numa demonstração de arraigada maturidade institucional. Não se viu, por exemplo, nenhuma ação político-partidária oriunda de quartéis ou algum movimento organizado por militares da ativa.

O alto-comando militar foi, a todo momento, muito enfático na isenção das Forças Armadas em questões políticas. Antes do primeiro turno, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, fez uma firme defesa do papel institucional das Forças Armadas, em entrevista ao Estado. “Nós somos instituição de Estado que serve ao povo. Não se trata de prestar continência para A ou B. Mas, sim, de cumprir as prerrogativas estabelecidas a quem é eleito presidente”, disse Villas Bôas.

Quando questionado se Jair Bolsonaro era o candidato das Forças Armadas, o comandante do Exército não titubeou: “Não é candidato das Forças. As Forças Armadas são instituições de Estado, de caráter apolítico e apartidário”.

Mais recentemente, em conversa com Eliane Cantanhêde, colunista do Estado, o comandante da Marinha, o almirante de esquadra Eduardo Leal, frisou a distância entre o papel institucional das Forças Armadas e as questões eleitorais. “O candidato ‘x’ ou ‘y’ pode ter muitos eleitores nas Forças Armadas, mas as Forças Armadas não têm candidato. Repito: as Forças Armadas, particularmente a Marinha do Brasil, não têm candidato. Não há nenhuma atividade, nenhuma campanha interna, nenhuma ação que possa nos associar a um dos dois candidatos. Estamos, institucionalmente, neutros”, disse Leal.

São muito oportunas essas manifestações dos comandantes do Exército e da Marinha, pois reforçam uma ideia central de todo Estado Democrático de Direito: a organização do poder político é tarefa dos civis, e não dos militares. E essa premissa não é modificada pela presença de militares reformados na política. Justamente por serem reformados, já não detêm nenhum poder sobre as instituições militares. Eles são iguais aos outros candidatos sem histórico militar – e é por isso que podem concorrer, num Estado Democrático de Direito, a cargos políticos.

As Forças Armadas são enfáticas ao rejeitarem qualquer hipótese de futura intervenção militar, como se a presença de militares reformados na política pudesse representar um primeiro passo para a tomada do poder civil por militares. “Não há ambiente nem condições para qualquer tipo de golpe, muito menos para um golpe militar. As instituições são fortes, a iniciativa privada é forte, a mídia é forte e as Forças Armadas cumprem suas atribuições dentro da Constituição”, afirmou o comandante da Marinha.

A neutralidade das Forças Armadas nas questões políticas não representa apenas uma garantia de que o poder civil está, de fato e de direito, nas mãos dos civis. Serve também de exemplo para outros órgãos do Estado, influenciados muitas vezes por voluntarismos fora de suas competências institucionais. Por exemplo, nos últimos anos, membros do Ministério Público, que estavam em plena atividade, alguns deles comandando importantes operações, tiveram denodada atuação pública com fins políticos.

Em tempos de polarizações, radicalismos e paixões exacerbadas, as Forças Armadas exercem, com seu profundo respeito aos cânones republicanos, um papel muito importante para a estabilidade e serenidade do País.

O Estado de S.Paulo/montedo.com

Previdência em eventual governo Bolsonaro deve preservar questões militares

General Villas Bôas (reprodução: Twitter)

Marcelo Godoy
São Paulo
ELEIÇÕES 2018
Uma reforma da Previdência em um futuro governo de Jair Bolsonaro deve “preservar as especificidades das carreiras
militares” e “combater privilégios”. A afirmação foi feita pelo general Roberto Sebastião Peternelli Júnior, deputado federal eleito pelo PSL, e pelo capitão reformado do Exército Castelo Branco, eleito deputado estadual pelo partido em São Paulo.
Na semana passada, o capitão esteve com o economista Paulo Tafner, para ouvir cenários para a reforma da Previdência – uma das que Peternelli considera prioritárias em um governo Bolsonaro. “Ela é a uma necessidade. Se o Estado brasileiro não fizer nada, em 2022 teremos dificuldades para cumprir os compromissos”, disse o general.
Castelo Branco disse que Tafner descreveu três cenários em uma palestra. “Inevitavelmente terá de mexer com todos os nichos sociais. Os militares têm características completamente distintas de outras profissões. Há de se manter essas especificidades. Todos deverão entrar nesse pacote”, afirmou.
Tanto ele quanto o general afirmaram que a futura reforma da Previdência de Bolsonaro deve “acabar com privilégios”, sem especificar quais. “É preciso um estudo adequado se o desembargador vai entrar, o governador vai entrar, o deputado vai entrar, não há porque os militares não entrarem”, disse Peternelli. “De formas diferentes, respeitando suas especificidades”, completou Castelo Branco. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

UOL/montedo.com

Ideólogo do petismo, Leonardo Boff faz ‘súplica’ ao general Villas Bôas

O ex-frei Leonardo Boff, mentor espiritual de Lula e principal ideólogo da Teologia da Libertação, respondeu em tom de súplica a um tweet do general Vilas Bôas, comandante do Exército. Boff pede que o general evite que “alguém que foi da corporação, liquide a democracia e reintroduza um regime ditatorial”, obviamente referindo-se a Bolsonaro. “O Sr como o exército são guardiães da democracia e não seus algozes. É uma súplica em nome de milhões de compatriotas”, conclui.

Bolsonaristas x Petistas

O tweet de Boff gerou imediatamente uma ‘batalha’ virtual entre apoiadores de Bolsonaro e Haddad.

Viva a coerência!

Vale lembrar que, como todo petista convicto, o cândido ex-religioso sempre disse ‘amém’ a todos os regimes totalitários de esquerda, sem restrições morais.

General eleito pede impeachment e prisão de ministros do STF

General Girão Monteiro, deputado federal eleito pelo RN

Marcelo Godoy
São Paulo
O general Eliéser Girão Monteiro Filho, deputado eleito pelo PSL no Rio Grande do Norte, defendeu o impeachment e a
prisão de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) responsáveis pela libertação de políticos acusados de corrupção, como o ex-deputado José Dirceu (PT) e os ex-governadores do Paraná Beto Richa (PSDB) e de Goiás Marconi Perillo (PSDB). Segundo ele, “o impeachment de vários ministros” se insere em um “plano de moralização das
instituições da República”.
“Não tem negociação com quem se vendeu para o mecanismo”, escreveu em sua conta no Twitter, em referência à série da Netflix sobre a Lava Jato. “Destituição e prisão”, completou. Ao ser questionado pelo jornal O Estado de S. Paulo, o general ratificou o disse: “É isso. O Senado tem de cumprir o papel dele.” O impeachment de ministros do Supremo deve ser votado pelo Senado e aprovado por dois terços da Casa. Ele é possível em caso de crime de responsabilidade, como proferir julgamento quando suspeito na causa ou exercer atividade político-partidária.
Girão é um dos dois generais eleitos para a Câmara pelo PSL de Jair Bolsonaro. Teve 86 mil votos no Rio Grande do Norte. É da turma de 1976 (Tuma 31 de Março) da Academia Militar das Agulhas Negras e é próximo ao general Augusto Heleno
Pereira. Girão passou para a reserva em 2009 em protesto à retirada de fazendeiros da área da reserva indígena de Raposa Serra do Sol, em Roraima. O “Brasil é um país onde a lei tem de ser respeitada por todos. Só porque alguém é presidente, ele deve responder apenas quando deixa a Presidência?”, questionou. Em seguida, disse que se referia ao presidente Michel Temer.
O militar citou ainda os casos dos ex-governadores tucanos soltos recentemente por decisão do ministro Gilmar Mendes (STF). “Aí o cara é solto pelo ministro do Supremo. E você sabe que não manda soltar por acaso”, disse. Ele defendeu ainda que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Lava Jato, seja retirado de sua cela na Superintendência da Polícia federal (PF) em Curitiba, e enviado para um presídio comum.
Também defendeu classificar as invasões de terras e propriedades urbanas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra como crime de “terrorismo”. “O (João Pedro) Stédile (líder do MST) foi recebido por Lula no Planalto e advogou a
desobediência civil. Se eu estivesse lá, dava voz de prisão para esse cara.” O general disse que o país precisa voltar a ser uma “democracia plena, com a independência dos poderes para que as leis sejam cumpridas”. Para ele, a
moralização deve “começar pelo Congresso”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

UOL/montedo.com

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