Preso suspeito de matar sargento do Exército durante arrastão no RJ

PM prendeu suspeito de matar sargento Bruno Cazuca, do Exército — Foto: Divulgação/ PMERJ

PM prende suspeito de matar sargento do Exército no Rio
Bandidos executaram militar após encontrarem a farda no interior do carro durante os roubos.

O militar Bruno Cazuca — Foto: Reprodução/ Redes Sociais

G1 Rio

Policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Vila Cruzeiro prenderam na manhã desta quarta-feira (16) Lívio Bruno da Silva Pinto. Ele tem um mandado de prisão em aberto pelo crime de homicídio contra o sargento Bruno Cazuca, em fevereiro do ano passado.
Bruno dirigia um carro na Estrada Rio-São Paulo, altura de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, no momento em que criminosos faziam um arrastão.
De acordo com a PM, os bandidos executaram o militar após encontrarem a farda no interior do carro durante os roubos. O crime foi registrado por câmeras de segurança da região.
G1/montedo.com

 

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Mourão nega protagonismo no governo: ‘Eu sou o vice’

Foto: Minervino Junior/CB/D.A Press

General afirma que, durante a campanha presidencial, foi obrigado a entender o papel de candidato e acabou levando umas “cacetadas”, mas que está mais confortável e nega protagonismo, dividindo o tempo entre as atribuições próprias do cargo

Na próxima segunda-feira, o general Hamilton Mourão, 65 anos, assume interinamente a Presidência da República. Será o comandante do país por cinco dias, até a sexta-feira, quando o titular do cargo, Jair Bolsonaro, voltará do Fórum Econômico Mundial, em Davos (SUI). “Será tranquilo. Mantenham-se as ordens em vigor. Isso é clássico”, disse o vice, que deve despachar do próprio gabinete, na sala 104 do Anexo II do Palácio do Planalto.
Até chegar ao gabinete, é preciso, por indicação dos assessores, passar por duas salas de descompressão, uma formalidade quebrada por Mourão logo na primeira pergunta sobre como os repórteres poderiam se referir a ele: vice-presidente ou general? “Podem me chamar de milico, como quiserem.”
O general nega um protagonismo no Planalto e garante estar focado nas atribuições do cargo, como relações bilaterais. “Eu considero a campanha um período muito mais complicado que agora. Agora, estou em uma posição mais confortável”, afirmou. “Muitas vezes, aquilo que você pode falar de uma forma mais livre, o candidato não pode. Até entender isso, levei umas cacetadas.”
Durante a entrevista de pouco mais de 40 minutos, Mourão defendeu aumento de contribuição dos militares e o decreto de posse de arma assinado por Bolsonaro na terça-feira. Sobre o caso envolvendo a nomeação do filho Antonio na assessoria do Banco do Brasil, disse que não procurou o presidente nem foi procurado. “Não houve conversa. Nem ele me telefonou para saber o que estava havendo nem eu telefonei.”
Ao assumir a Vice-Presidência, decidiu ficar de vez em Brasília, mesmo nos fins de semana — ele morava no Rio. “A minha relação com Brasília é excelente. Conheço a cidade desde 1973, tempo em que não havia semáforo na W3. Não tinha ponte no Lago, e o único lugar para sair à noite era o Gilberto Salomão. Aí, você tinha que ir ao aeroporto para ir ao Gilberto.” A seguir, os principais trechos da entrevista:
O papel do vice-presidente é de alguém discreto, mas o senhor tem assumido um protagonismo maior.
Eu acho que o protagonismo ocorreu na campanha, na transição, pela própria maneira como nosso governo procurava se encaixar. Mas, agora, à medida que o governo passa a andar com as próprias pernas e ter uma velocidade de trabalho normal, a figura do vice-presidente entra em uma posição secundária. A realidade é essa.

Alguma missão passada por Bolsonaro?
Por enquanto, tenho aquelas missões que, por legislação, estão com o vice, que são as comissões bilaterais com China e Rússia. Estamos começando a refazer esses trabalhos, que pararam em 2015, quando deixamos de ter vice-presidente. Então, já estamos há quatro anos sem ter reuniões com os dois países, ambos pertencentes ao Brics, e com toda a carga de relacionamento que há com eles.

Daqui a uma semana, o senhor estará sentado na cadeira de presidente, uma vez que Bolsonaro estará em Davos. O que muda?
Nada. É tranquilo. Mantenham-se as ordens em vigor. Isso é clássico.

O senhor vai despachar daqui ou do Planalto?
Daqui, lógico. O que tiver de ser despachado, será daqui.

Qual é a avaliação que o senhor faz das primeiras semanas de governo?
O principal acerto do governo está na escolha de pessoas que estão nos ministérios, as pessoas que estão sendo escolhidas, aos poucos, para compor o restante da equipe. Eu acho que não é um trabalho simples, até pela proposta que o presidente Jair Bolsonaro se colocou e, a meu ver, ele está sendo muito feliz.

O senhor está confortável com o ambiente?
Sim, tranquilo. Tenho 46 anos de Exército, inclusive, em vários locais do país. Isso aqui é mais um. É aquela história: é diferente da vida a que eu estava acostumado, mas já havia tido o aperitivo ao longo da campanha. Eu considero a campanha um período muito mais complicado do que agora. Agora, estou em uma posição mais confortável. Eu sou o vice.

Por que foi mais complicado?
Pelo fato de eu ter entrado no último minuto e, já logo, aconteceu aquele incidente (a facada) com o presidente. Foi um momento complicado. E você adaptar o seu discurso à realidade que, muitas vezes, aquilo que você pode falar de uma forma mais livre, o candidato não pode. Até entender isso, levei umas cacetadas.

Um exemplo seria a questão do fim do 13º salário?
Não é só a questão do 13º. Até que essa não foi nada de mais. São coisas que você diz normalmente, às vezes, até em tom de brincadeira, e não são bem interpretadas.

O senhor considera que, neste momento, está preparado para isso e mais comedido no sentido de se adequar a essa realidade?
Não é que eu esteja comedido. É que agora estou em uma posição em que tenho mais liberdade para exprimir meu pensamento do que em uma campanha. Na campanha, existe muito o ‘disse me disse’, e as coisas são um pouco mais diferentes. Agora, estou mais confortável.

O senhor mudou de posição em relação a essas críticas depois que se sentou na cadeira de vice?
Não, as minhas posições são muito claras. As coisas que acredito são bem claras. Não vou deixar de ter, aos 65 anos, quase 66 anos, um núcleo de pensamento que não vai mudar. O que você pode, e a própria idade traz isso, é flexibilizar algumas coisas. Então, eu me sinto tranquilo com isso aqui. (mais…)

Militares intensificam lobby para ficar fora da reforma da Previdência

Presidente Bolsonaro (Pedro Ladeira/Folhapress)

Equipe de Guedes estuda medidas como recolher contribuição de viúvas e elevar tempo de serviço

Thiago Resende
Talita Fernandes

Após escalar sete ministros com vínculos militares para o seu primeiro escalão, o presidente Jair Bolsonaro enfrenta um lobby da caserna contra o que é considerada a principal medida do governo: a reforma da Previdência.
O grupo egresso das Forças Armadas trava uma forma de ficar de fora da proposta que deve ser apresentada em fevereiro ao Congresso Nacional e é vista como o pontapé inicial para arrumar as contas públicas.
Escalado pelos militares para negociar o assunto, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, tentará um encontro com a equipe econômica do governo nas próximas semanas, antes da conclusão do projeto. Ele terá como barreira o time liberal de ministro da Economia, Paulo Guedes, que quer uma reforma ampla e que inclua as Forças Armadas.
Entre as medidas que podem afetar seus integrantes estão em estudo o aumento do tempo de serviço mínimo, de 30 para 35 anos, e o recolhimento da contribuição de 11% sobre as pensões das viúvas dos militares.
Integrantes das Forças Armadas contestam a eficácia dessas medidas do ponto de vista de arrecadação e de corte de despesas. Não há ainda previsão de impacto fiscal caso essas mudanças sejam encaminhadas ao Congresso e aprovadas.
Em conversa com a Folha, o comandante do Exército, Edson Pujol, se posicionou contra qualquer uma dessas propostas. “Você aceitaria a retirada de algum direito?”, questiona. Pujol afirma que, por causa das particularidades da carreira, os militares deveriam ser poupados da reforma.
A equipe política, liderada pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, defende no geral uma versão mais branda e está mais aberta à exclusão dos militares do texto. Assessores palacianos dizem que caberá a Bolsonaro, que é capitão reformado do Exército, arbitrar.
Além de ter um terço de seus ministros egresso das Forças Armadas, o presidente escalou nesta semana um general como seu porta-voz, o então chefe da Comunicação do Exército, Otávio Rêgo Barros. O vice-presidente, general Hamilton Mourão, tem se mostrado mais flexível em relação às propostas de aumento do tempo de serviço e taxação das pensões das viúvas.
Porém, integrantes das Forças Armadas contrários às medidas estão até mesmo incomodados com técnicos do governo, que, segundo eles, não entendem as especificidades do sistema para militares. (mais…)

Jatinhos da FAB em Brasília transportaram órgãos para transplante

Jatinhos da FAB para transporte de autoridades estacionados na Base Aérea de Brasília (Imagem: WhatsApp

JATINHOS ESTACIONADOS TRANSPORTARAM ÓRGÃOS
“Viralizou” a foto de jatinhos do Grupo de Transporte Especial (GTE) da Força Aérea, estacionados no aeroporto de Brasília em pleno sábado. Em governos passados aeronaves serviam de “táxi” para autoridades e até seus familiares voltarem aos estados, e a cena de aviões parados era inédita para pilotos e profissionais da aviação. Mas os jatinhos não ficaram parados no chão: ao menos um deles foi utilizado no fim de semana para transportar um órgão vital para Londrina, no Paraná.

TROV
O Transporte de Órgãos Vitais (TROV) é realizado por aeronaves-ambulâncias. Dessa vez, chegou num LearJet reservado a autoridades.

NOVAS PRIORIDADES
O voo do sábado causou estranheza entre funcionários do aeroporto, desacostumados com esse tipo de uso para aeronaves do GTE/FAB.

SERVIÇO DO BEM
Decreto assinado por Temer, em junho de 2016, fez a FAB multiplicar o número de TROV realizados. Pulou de 28 em 2015 para 199 em 2017.
DIÁRIO do PODER/montedo.com

A notícia (histórias de quartel)

Nenhuma descrição de foto disponível.

Gravura: Coronel Estigarribia

Ruben Barcellos

Quem disser que não se lembra do Faustino, não serviu com ele.
Era um “alemón crânti”, pernas tortas, atrapalhado pra falar e nunca deixava alguém – fosse quem fosse- sem resposta.
Um dia, houve um acidente no campo de polo: o sargento Correia caiu e bateu com a cabeça na pata do cavalo, vindo a desmaiar.
Correia baixou ao hospital, se apaixonou pela cama e nada de acordar. Como era muito amigo do Faustino, advinha quem foi escalado pra dar a notícia pra família? Ele mesmo, o próprio. Só que disseram pra ele “preparar” a família para o pior.
Chegando na casa do acidentado, bateu palmas no portão. Veio atender a mãe do sargento. E o Faustino:
– A sihora que é a mãe to finato sarchento Corêia?
A mulher caiu dura pra trás. E correu a esposa, já chorando:
– Ai, moço o que o senhor tá dizendo pra coitada da minha sogra? Meu marido tá jogando polo lá no quartel!
E ele, botando as mãos na cintura:
– A sihora é que pêssa! Ele caiu de toto cumprimento e se arepentou no chon!
A “viúva” ainda tentou uma notícia boa:
– Mas…então ele não vem pra casa hoje?
E o Faustino:
– Olha, tona…o cavalo pissou na cabeça tele e ele ficou lá, ó, turinho ta silva…

Faustino era dramático por natureza.
Correia deu alta no outro dia e voltou pra casa, são e salvo.

Governador capixaba anistia PMs amotinados, que ele chama de grevistas: é a história se repetindo.

Fevereiro de 2017: mulheres de militares bloqueiam saída do Comando da PM do Espírito Santo

Está no noticiário da noite: cumprindo promessa de campanha, o governador do Espírito Santo concedeu anistia aos Policiais Militares que participaram da “greve” de 2017. A Lei aprovada por Renato Casagrande cancela processos e punições a policiais militares ou parentes que participaram do movimento grevista que durou vinte dias e incendiou o estado capixaba, em fevereiro de 2017. Isso aconteceu após aprovação, por unanimidade, da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) nesta manhã. A anistia foi uma promessa de campanha do governador.

Relembrando
Em função da “greve”, o Exército foi convocado e atuou durante 31 dias no estado, garantindo inclusive a segurança no carnaval. Nota à margem: a palavra “greve” está entre aspas por que militar não entra em greve, faz motim. Já a medida do governador implode os pilares básicos da profissão militar: a hierarquia e a disciplina.
Confira a cronologia da greve, disponível no G1.

A história que se repete, se repete, se repete …
O texto abaixo é de janeiro de 2018, escrito logo após o encerramento da “greve”da PM no RN.

A “greve” da PM potiguar, os “Severinos da Nação” e a história, sempre repetindo-se
Greve? Que greve?
Os policiais militares do RN anunciaram na última terça-feira (9) o final da “greve”, iniciada em 20 de dezembro. Por que as aspas, Montedo? Simples: tropa armada não faz greve, faz motim! E motim, convém lembrar, é crime militar.
Como criminosos a FAB tratou os sargentos controladores de voo que se amotinaram em 2007, durante o “caos aéreo” no País, quando a categoria promoveu uma operação-padrão que resultou em atrasos, cancelamentos de voos e imensas filas nos aeroportos. E, por mais que entenda as razões que levaram os militares a agir daquela forma, à época, tenho que dizer: a FAB agiu corretamente. Afinal, a lei existe para ser cumprida. Vale lembrar que, em abril de 2017 o STF pacificou a questão, proibindo qualquer forma de paralisação de servidores públicos de órgãos de segurança. Entretanto, no caso das policiais militares estaduais, não é bem assim.

A história se repete
O blog existe desde 2009. Nesses anos todos, perdi a conta das vezes em que as Forças Armadas foram chamadas para garantir a segurança nos estados, enquanto PMs fardados e muitas vezes armados se recusavam a cumprir seu dever. De memória, lembro dos casos do Ceará, Bahia, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Rio Grande do Norte.
Nessas situações, há uma espécie de roteiro-padrão: enquanto a população fica à mercê da bandidagem, os amotinados dedicam-se a criar situações limítrofes de confronto com as forças federais e as instituições, contando com a cobertura da mídia para adubar projetos políticos de seus líderes: assim foi com o Cabo Daciolo no RJ, Marco Prisco e Pastor Isidoro na Bahia, entre outros.

Milicos no fio da navalha
Via de regra, as Forças Armadas tem se saído bem, conseguindo escapar das armadilhas preparadas pelo sindicalismo militar/militante, travestido sob a forma de associações. A postura profissional tem sido decisiva para que os militares federais saiam com a credibilidade ilesa da maioria dos episódios de paralisação.

O bolo que custou uma estrela
A exceção mais pitoresca – e, por isso mesmo, notória – acabou custando a quarta estrela ao general Gonçalves Dias, amigão de Lula.
Durante a greve da PM baiana, no início de 2012, ele estava no comando da tropa de segurança que cercava a Assembleia Legislativa, tomada pelos policiais militares amotinados. Num evento que lhe valeu a alcunha de ‘general do bolo’, Gonçalves Dias foi homenageado pelos manifestantes. Em imagem que ficou famosa, ele recebeu um bolo em seu aniversário. Ato contínuo, foi afastado do comando da operação e encostado na diretoria de inativos e pensionistas, onde permaneceu como general de divisão até ir para a reserva.

Salários x salários
O grande paradoxo está na disparidade salarial entre as forças envolvidas. De um lado, os militares federais, que veem seus vencimentos minguarem a cada governo. De outro, com salários maiores, os grevistas, que acabam obtendo mais vantagens ao final de cada episódio.

Anistias à granel
Ato contínuo ao fim de cada movimento, inicia-se um movimento político no sentido de atenuar a responsabilidade dos militares envolvidos. Diferentemente do caso dos controladores da FAB, onde a lei foi cumprida, nunca falta um deputado para apresentar um projeto de anistia aos amotinados, proposta invariavelmente aceita por seus pares.

Resumo da ópera
Ao fim e ao cabo, o que temos? Militares federais com baixos salários, em condições precárias de alimentação e acomodação e recebendo diárias irrisórias, respeitando a lei e cumprindo à duras penas seu dever, fazendo o que os militares estaduais se recusam a fazer, seguros da impunidade.

“É a política, estúpido!”
Sem representatividade política, os militares das Forças Armadas continuarão à mercê dos humores governamentais, enquanto exercem o papel de ‘Severinos’ da Nação.

É correto ter regime próprio de Previdência para militares

Ao se reformarem mais cedo, os militares aumentam a oferta de pessoal qualificado no mercado de trabalho (Alan Santos/PR/Flickr)

Há justificativas incontestáveis para manter um regime previdenciário diferenciado para a carreira militar

Maílson da Nóbrega
Estão cobertos de razão os militares que têm defendido um regime diferenciado para sua reforma (aposentadoria). Paulo Tafner, que coordenou um dos projetos de reforma da Previdência ora sob exame do governo, tem enfatizado essa característica nas várias apresentações que tem feito do estudo.
Assisti a duas delas. O projeto foi financiado do próprio bolso por Armínio Fraga.
Convenci-me de que esse projeto é o melhor dentre os que têm sido divulgados, pois tem a vantagem de não deixar ninguém de fora (o projeto de Michel Temer exclui os militares). Outra vantagem é a de prever uma transição menor e, assim, uma economia maior de recursos. Há outras vantagens que não vêm ao caso comentar.
Tafner examinou regimes previdenciários em outros países e constatou que prevalece a diferenciação para os militares. Em países desenvolvidos, os membros das Forças Armadas são estimulados a passar muito cedo para a reserva remunerada após 15 a 20 anos de serviço, com remuneração proporcional ao tempo em que estiveram nos quarteis.
A lógica dessa peculiaridade é incontestável. Depois dos 35 anos, os oficiais da Aeronáutica perdem gradativamente a capacidade de pilotar jatos mais sofisticados. Não faz sentido, por outro lado, ter militares enfrentando combates de campo com idade avançada, pois não têm flexibilidade para deslocamentos rápidos, principalmente quando for recomendável um recuo nas batalhas.
Ao se reformarem mais cedo, os militares aumentam a oferta de pessoal qualificado no mercado de trabalho. As academias militares preparam bem os oficiais, o que os credencia para ocupar postos de destaque nas empresas privadas, contribuindo para o aumento da produtividade e do potencial de crescimento do país.
Nos Estados Unidos e na Europa, oficiais reformados costumam ser bem-sucedidos ocupando posições elevadas em empresas de tecnologia e no mercado financeiro. Muitos se tornam milionários e bilionários. O mesmo poderia acontecer no Brasil.
O que não faz sentido, como querem alguns militares, é possibilitar a reforma em torno de 40 a 50 anos com vencimentos integrais. Creio que uma boa campanha de esclarecimento, sob liderança do governo, pode conquistar o apoio da opinião pública para confirmar, na reforma da Previdência, o caráter singular da carreira militar e a justificativa para um regime previdenciário diferenciado.
Veja/montedo.com

Para economista, militar deve se aposentar antes, mas sem receber 100%

Agência Brasil

Paulo Tafner, autor de uma das propostas em estudo por Guedes, defende que nenhuma categoria fique de fora da reforma

AGÊNCIA ESTADO
O economista Paulo Tafner, que é um dos pais de uma das propostas de reforma da Previdência que estão sendo analisadas pela equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, defende que os militares das Forças Armadas tenham direito a se aposentar mais cedo, mas sem receber a totalidade do salário ao irem para a reserva.
Segundo ele, o Brasil não tem mais 20 anos para fazer a transição entre as regras atuais e o novo regime. Esse tempo foi fixado na reforma enviada pelo ex-presidente Michel Temer. Na proposta de Tafner e do ex-presidente do BC Arminio Fraga, o tempo sugerido é de 10 a 12 anos.
Como o Estadão/Broadcast noticiou, especialistas que formam um conselho consultivo sobre Previdência sugeriram um período de transição entre 8 e 14 anos.
Com o economista Pedro Fernando Nery, Tafner está lançando o livro Reforma da Previdência: por que o Brasil não pode esperar, que procura desmistificar o rombo do sistema previdenciário e a necessidade da reforma para colocar as contas públicas em equilíbrio.

Qual a mensagem principal do livro?
É transmitir um conjunto amplo de informações sobre o sistema previdenciário brasileiro e perspectiva comparada com outros países. Buscamos mostrar a necessidade de reformar nosso sistema previdenciário. Ele tem virtudes, mas tem vários e graves defeitos. Queríamos desmistificar alguns mitos, que foram disseminados durante o debate dos últimos dois anos e apresentamos a proposta que foi montada pelo grupo que tive a honra de coordenar e que foi apelidada de proposta Arminio/Tafner. Mostramos que a reforma é possível e viável. Feita a reforma, que não pode mais ser adiada, a gente recompõe a trajetória previdenciária brasileira de modo a garantir que o sistema sobreviva.

O sr. vê chance maior para aprovação da reforma neste momento?
Sim, estou muito otimista de que aprovaremos no primeiro semestre.

A sua proposta defende uma reforma mais ampla. Esse é o melhor caminho?
Acho que isso até aumenta a chance de aprovação. Na nossa proposta, diferente da do Temer, nenhum grupo laboral, nenhuma categoria, fica de fora da reforma. Trabalhadores da iniciativa privada, servidores civis, Forças Armadas, policiais militares, professores. Todo mundo dentro. Isso dá uma sensação à população de que todos estão contribuindo.

Como o sr. vê a mobilização dos militares para ficarem de fora da reforma?
Não é exatamente isso que tenho ouvido por parte das principais autoridades das Forças Armadas. O que eles têm dito, isso sim, é que para as Forças Armadas têm de ser consideradas peculiaridades. Nessa medida, eles têm razão. Existem peculiaridades absolutamente diferentes que justificam um tratamento diferenciado. As Forças Armadas não podem estar sujeitas a um processo de envelhecimento demográfico. Soldado velho não é soldado.

Como funcionaria a questão dos militares?
Um soldado não é mais soldado depois de 35, 40, 45 anos, não tem mais força física. Pilotos de caça, por exemplo, depois de 35 anos saem da linha de combate. Alguns viram instrutores, mas nem todos. A carreira para ele fecha. Então, tem de haver a possibilidade de os membros das Forças Armadas saírem mais cedo, e isso não é uma peculiaridade do Brasil. Em todas as Forças Armadas que nós estudamos em dezenas de países há a possibilidade de os militares irem para a reserva em idade mais precoce do que os demais trabalhadores. O que é peculiar no Brasil é eles irem para a reserva com 100% do vencimento. Isso não encontra paralelo no mundo. É isso que tem de ser corrigido. Que ele possa sair mais cedo, mas que não receba a totalidade do vencimento. Seria bom que a proposta de Jair Bolsonaro incorporasse alguma coisa nessa linha. O que não faz sentido é que tenhamos membros das Forças Armadas saindo com 47, 48 anos com a integralidade dos vencimentos. Abre um déficit que é indesejável para o país. E, ao fazer essa correção, de nada afeta o desempenho das Forças Armadas.

Que imagem se pode ter do futuro se a reforma não for feita agora?
Não precisa ser para o futuro. É só olhar o que está acontecendo hoje em alguns estados. Simplesmente, os estados estão falidos, porque parcela muito grande dos impostos arrecadados está indo para pagar aposentadoria, pensões e servidores ativos e não tem dinheiro para manter a rede de saúde, segurança, escolas. É só olhar, é a falência, é o caos social. Até chegar a um ponto em que a sociedade não sobrevive. Vamos ter uma situação de total falência do Estado e da sociedade brasileira. Aí vai ser uma reforma nos trancos. Aí não tem jeito, ou vamos desaparecer enquanto nação, ou teremos de fazer nos trancos, como foi no caso da Grécia, que foi esticando, esticando, esticando, chegou um momento em que a reforma foi feita da pior forma possível, pegando cidadão de 70 anos ou 80 anos e perguntando: “Quanto você ganha, 5 mil? Você não ganha mais 5 mil, ganha agora 1,5 mil”.
METRÓPOLE/montedo.com

Militares vão atuar de forma mais intensa no Programa Mais Médicos

Programa Mais Médicos leva assistência a várias regiões do país (Divulgação/Portal Brasil

O Ministério da Defesa autorizou o emprego das Forças Armadas em apoio a parte logística do Programa Mais Médicos. A decisão, publicada no Diário Oficial da União (DOU) de hoje (16), vale para todo o território nacional e detalha a atuação do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.
O ministro da Defesa, Fernando Azevedo, estará no comando das ações envolvendo os médicos militares no programa, de acordo com o texto publicado no Diário Oficial.
Haverá um oficial de cada Força para assumir a função de ligação entre os demais e assim trocar informações e definir ações.
De acordo com os coordenadores do programa, os militares participam do Mais Médicos na recepção dos integrantes do programa em aeroportos e no deslocamento aéreo para capitais e centros de capacitação.
O apoio logístico será feito de forma integrada com os ministérios da Saúde e da Educação e Casa Civil.
Edição: Kleber Sampaio
Agência Brasil/montedo.com

Brasil compra novas baterias antiaéreas da empresa sueca Saab

Exército Brasileiro comprou novo sistema de defesa portátil RBS 70 NG da Saab

Exército agora terá um novo sistema de defesa portátil da Saab
O Exército Brasileiro assinou contrato para comprar novo sistema de defesa antiaérea portátil da Saab, a mesma fabricante dos caças Gripen, as aeronaves suecas adquiridas no governo Dilma. Os RBS 70 NG, cuja quantidade e valores não foram revelados, são teleguiados por laser para garantir o acerto no alvo e representam uma evolução dos modelos utilizados no esquema de segurança durante a Copa do Mundo no Brasil de 2014 e as Olimpíadas do Rio de Janeiro de 2016.

PACOTE COMPLETO
A compra das novas baterias antiaéreas inclui sistemas de treinamento, de camuflagem e equipamentos associados à operação do RBS 70.

PARCERIA CONFIRMADA
Chefe de negócios, Görgen Johansson disse que a decisão do Brasil sobre a parceria “é prova da confiança nos equipamentos da Saab”.

BEM TESTADO
A compra, fechada no final do governo Temer, se soma aos mais de 1.600 RBS 70 e 17 mil mísseis entregues a 19 países, diz a Saab.
DIÁRIO do PODER/montedo.com

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