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RJ: MPM denuncia sargento fuzileiro naval por assédio sexual

RJ: MPM denuncia sargento fuzileiro naval por assédio sexual

MPM DENUNCIA MILITAR POR ASSÉDIO SEXUAL NO RIO DE JANEIRO

A 1ª Procuradoria de Justiça Militar no Rio de Janeiro ofereceu denúncia contra militar pela prática do crime de assédio sexual, previsto no artigo 216-A do Código Penal Militar. O sargento foi denunciado pelo fato de, no dia 20/3/2019, ter assediado sexualmente aluna do curso de formação de sargentos de 19 anos, recém chegada ao Rio de Janeiro para ingressar na vida militar. A denúncia foi recebida pela 1ª Auditoria da 1ª Circunscrição Judiciária Militar.
Destaca-se no presente caso a atuação do Corpo de Fuzileiro Navais em determinar a imediata instauração de um Inquérito Policial Militar (IPM) ao tomar conhecimento do fato, acolher adequadamente a vítima, inclusive com disponibilização de assistência psicológica e designar uma encarregada para conduzir as investigações. O relatório do IPM também consignou a importante sugestão de palestras preventivas nas organizações militares de forma a coibir e repelir condutas inadequadas dessa natureza.
Consta na denúncia que o sargento se disponibilizou junto à Administração Militar para dar carona para a aluna, em seu carro particular, da unidade militar na Ilha do Governador, onde ela estava em regime de internato, até o centro do Rio de Janeiro, local dos compromissos funcionais de ambos. O sargento e a aluna não se conheciam e na véspera ele foi até a unidade militar para se apresentar e acertar os detalhes da carona.
Encerradas as atividades no centro do Rio de Janeiro e, após passar na loja de uniforme, o militar levou a aluna num shopping para almoçar e lá chegando convidou-a também para ir ao cinema. Ao término do filme sugeriu que fossem para o bairro da Urca para conversar mais, o que foi recusado pela aluna que, identificando melhor as intenções do superior hierárquico, declarou que tinha iniciado um namoro com um militar aqui do Rio de Janeiro.
Mesmo depois de a aluna ter sinalizado que não estava receptiva às suas investidas, no percurso de retorno do shopping para a unidade militar da aluna, o sargento, de 34 anos, casado, prevalecendo-se da ascendência e confiança gerada pela sua condição de militar mais antigo e mais experiente na mesma carreira e da autoridade subliminar de sua superioridade hierárquica, constrangeu com palavras de cunho libidinoso a aluna de 19 anos no intuito de obter vantagem de natureza sexual. Dentro de seu carro particular, enquanto cumpria a missão de trazer a aluna de volta para sua organização militar, o sargento disse que seria maravilhoso transar com ela e que “poderiam parar num hotel e ficar gozando 40 minutos um atrás do outro”. O sargento ainda parou o carro na orla de uma praia e declarou que “seria um crime que valeria a pena”.
O MPM também registrou a necessidade de apreciação, à luz do Regulamento Disciplinar da Marinha, dos atos libidinosos atribuídos ao sargento em datas pretéritas contra outras militares sem suas respectivas anuências, como roçar seu órgão sexual excitado no ombro de uma militar e parar em frente a mulheres militares com seu órgão sexual excitado trajando uniforme de treinamento físico militar e exibindo-se para homens militares que riam da situação. Tais condutas foram praticadas antes da lei 13.718/2018, que criou o crime de importunação sexual, restando a responsabilidade disciplinar a ser apurada.
MPM/montedo.com

Coronavírus: Exército constrói hospital com 1.200 leitos em Boa Vista

Coronavírus: Exército constrói hospital com 1.200 leitos em Boa Vista

Aliny Gama
Colaboração para o UOL, em Maceió

Um Hospital de Campanha do Exército, com capacidade para 1.200 leitos, foi construído em Boa Vista para atender pacientes infectados com o novo coronavírus. A construção ocorreu por meio da operação Acolhida, que estava em Paracaima (RR) atendendo refugiados da Venezuela. O funcionamento vai depender dos governos municipal e estadual. O Exército espera que a unidade hospitalar entre em funcionamento amanhã.
A intenção do Exército é desafogar as unidades do sistema público brasileiro de saúde e levar, especificamente, pacientes infectados com o coronavirus e casos suspeitos da doença para o local.
A operação Acolhida, do Exército Brasileiro, é uma ação humanitária que foi instalada em Paracaima para atender os inúmeros refugiados venezuelanos que entram, diariamente, no Brasil pela cidade fronteiriça, fugindo das condições da Venezuela.
Os casos suspeitos de covid-19 em Paracaima serão encaminhados para Área de Espera, que ficou instalada em Paracaima, onde ficarão isolados, e depois transferidos para Área de Proteção e Cuidados, em Boa vista.
Pacientes atendidos no hospital de campanha só poderão ter acompanhamentos se forem crianças, pessoas de grupo de risco ou idosos. “O Sistema Acolhedor mantém o histórico com as informações de cada viagem do beneficiado cadastrado”, explica o Plano Emergencial da operação Acolhida, que definiu a construção do hospital de campanha em Boa Vista, chamado de “Área de Proteção de Cuidados.”
Ainda não se sabe a quantidade de pacientes que vão ser atendidos por dia no hospital de campanha porque ainda estão sendo definidas as equipes de trabalho pelo Exército, prefeitura de Boa Vista e pelo governo do Estado de Roraima.
O hospital de campanha está localizado na avenida Brasil (BR-174), no bairro 13 de Setembro, em Boa Vista. De acordo com o Major Costa e Silva, chefe da Célula D7 de Comunicação Social da operação Acolhida, a unidade hospitalar vai atender apenas pacientes que apresentarem sintomas da covid-19, sejam eles brasileiros ou estrangeiros.

@govbr | Medida de combate ao #Coronavírus:
(1) Em Boa Vista/RR, teve início montagem da “Área de Proteção de Cuidados”, em atendimento ao Plano Emergencial de Contingência para o #COVID19, com base no módulo do Hospital de Campanha do @exercitooficial em Pacaraima. @OpAcolhida pic.twitter.com/lFbBpZ1gPC
— Casa Civil (@casacivilbr) March 24, 2020

“Atenderemos somente casos de coronavírus. O hospital será para brasileiros e refugiados venezuelanos. Ainda estamos em definição da capacidade diária, estamos trabalhando nisso desde 14 de março”, explicou Costa e Silva.
A estrutura veio de Paracaima, onde estava atendendo refugiados da Venezuela. De acordo com o Exército a “Área de Proteção de Cuidados”, com base no módulo do Hospital de Campanha do Exército, que estava desdobrado em Pacaraima, na fronteira com o Brasil, foi levada para Boa Vista, permanecendo em Pacaraima “uma estrutura mínima de atendimento ambulatorial.”
“Em 24 horas o hospital foi desmontado e transportado para a capital de Roraima, onde deve entrar em funcionamento nesta quinta-feira”, explicou Costa e Silva.
Para realocação do hospital de campanha para Boa Vista, os militares têm trabalhado no projeto desde o dia 14 de março. Um relatório de 65 páginas definiu toda estrutura, atendimento e estratégia com protocolos de limpeza para atender os pacientes.
De acordo com o documento, o hospital é dividido em áreas de acordo com os estados de saúde dos pacientes, como por exemplo, área de baixo risco e área de alto risco. Nessas áreas haverá espaços de isolamento para tratamento dos doentes.

Infectados
Roraima tem oito pessoas que testaram positivo para a covid-19, de acordo com dados divulgados ontem pela Sesau (Secretaria de Estado da Saúde de Roraima), e existem outros seis casos suspeitos da doença esperado resultado da testagem.
Segundo a Sesau, alguns dos doentes da covid-19 relataram terem viajado, recentemente, para São Paulo e Rio de Janeiro, onde possivelmente foram infectados pelo coronavírus.
Um outro caso confirmado da covid-19 é de um morador do município de Bonfim (RR), que teve contato com um casal que contraiu a doença em São Paulo. Ele está em isolamento domiciliar.
UOL/montedo.com

Braga Netto sugeriu mudança de coletiva sobre coronavírus para alinhar esforços e evitar ‘racha’

Braga Netto sugeriu mudança de coletiva sobre coronavírus para alinhar esforços e evitar ‘racha’

O Antagonista apurou que partiu do ministro da Casa Civil, Walter Souza Braga Netto, em alinhamento com o secretário de Governo, Luiz Ramos, a ideia de transferir para o Palácio do Planalto a coletiva de atualização sobre os esforços de combate ao novo coronavírus.
Oficialmente, a troca atenderia a uma necessidade maior de coordenação entre os ministérios após a criação do Comitê de Crise (nível ministerial) e do Centro de Coordenação de Operações (Nível Executivo e Operacional), além de centralizar a divulgação das informações.
Informalmente, fontes da Presidência ressaltam que a medida ajuda a reduzir o protagonismo de Luiz Henrique Mandetta, que estava causando ciúmes em Jair Bolsonaro e seus filhos. Mandetta é considerado essencial pelos generais do Planalto, que querem evitar de toda maneira um racha interno em meio à crise da Covid-19.
Nos últimos dias, Braga Netto identificou nas redes sociais o mesmo movimento que já causou outras ‘vítimas’ e que, recentemente, tentou rifar o general Ramos no debate sobre os bilhões das emendas parlamentares.
O Antagonista/montedo.com

Militares do governo temem violência e endossam discurso contra quarentena total

Militares do governo temem violência e endossam discurso contra quarentena total

Integrantes do núcleo militar do Planalto divulgaram nesta segunda (30) vídeos e mensagens em sintonia com posição de Bolsonaro

Julia Chaib
Gustavo Uribe
BRASÍLIA
– Com receio de saques e do aumento da violência no país, integrantes do núcleo militar do Palácio do Planalto têm compartilhado vídeos e mensagens em apoio à posição do presidente Jair Bolsonaro contra um isolamento total.
Nesta segunda-feira (30), conteúdo alertando para o risco de perturbações sociais foi disparado por militares do governo. Um dos vídeos, ao qual a Folha teve acesso, mostra pessoas brigando em um supermercado francês em meio à pandemia do coronavírus.
As imagens foram acompanhadas de um comentário. “Para aqueles que defendem a quarentena, vai aí uma amostra do pós-quarentena. Isso é na França.”
Em outra gravação, o locutor critica a cobertura dos veículos de imprensa, alerta para o aumento da criminalidade e reforça o discurso do presidente de que se trata “só de uma gripe para 80% ou 90% que pega”.
“É difícil defender quarentena quando o armário já esta vazio”, ressalta o locutor. “Onde vai morrer gente por falta de dinheiro para a saúde em geral, aumento da criminalidade, de fome, depressão e suicídio.”
No início da semana passada, a cúpula militar era a maior defensora de que o presidente adotasse um discurso moderado, defendendo as recomendações da OMS (Organização Mundial de Saúde) e pregasse o cumprimento da quarentena total.
No final de semana, no entanto, chegou ao Planalto um prognóstico de que, caso a quarentena total se estenda até o final de abril, a expectativa é de aumento do número de roubos e furtos no país, o que pode afetar uma das principais vitrines eleitorais do presidente.
Desde o ano passado, Bolsonaro tem explorado a queda nos índices de criminalidade como um dos trunfos de seu governo. O investimento em políticas de segurança pública foi uma das principais bandeiras de sua campanha eleitoral.
Com o receio de uma onda de crimes no país, o núcleo fardado do Planalto reavaliou sua posição e passou a encampar o discurso do presidente, defendendo a possibilidade de se instituir uma quarentena vertical, preservando apenas os grupos de risco.
A posição, no entanto, não é unânime. Nas Forças Armadas, a postura do presidente em desobedecer as orientações do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, é vista como equivocada.
A avaliação de militares de alta patente é de que o presidente tem feito uma aposta arriscada, que pode inviabilizar uma eventual reeleição caso o número de infectados pela doença seja maior do que o esperado, criando um quadro caótico no sistema de saúde.
Para eles, o vice-presidente Hamilton Mourão, que é general da reserva, tem adotado uma postura mais acertada, ao reconhecer que o coronavírus é uma doença grave e que é necessário um esforço entre os governos federal e estaduais para combater a epidemia.
Os conteúdos compartilhados pelos militares palacianos incluem ainda um vídeo em que a ex-apresentadora de TV Liliane Ventura defende o presidente e diz que o isolamento só deve ser aplicado a idosos.
Em outra gravação, um homem aparece reclamando do governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB). O rapaz chora ao dizer que o governador prometeu distribuir cestas básicas, mas que quando ele foi buscar, não as encontrou.
Desde o final da semana passada, Bolsonaro tem discutido com a área técnica a ideia de fazer um isolamento vertical.
Segundo relatos, a conclusão foi de que, neste momento em que o país ainda não atingiu o pico da doença, não é possível viabilizá-lo em cidades com mais de 100 mil habitantes, onde a chance de aglomerações é maior.
O presidente, então, passou a defender a sua adoção em cidades do interior, sobretudo as que ainda não registraram casos da doença. Como a determinação de isolamento cabe aos governos municipais e estaduais, a equipe do presidente mobilizou protestos pelo país pela abertura de shoppings e comércios.
Neste domingo (29), bolsonaristas repetiram em algumas cidades carreatas com pedidos de suspensão de medidas anti-confinamento adotadas por alguns estados.
FOLHA DE SÃO PAULO/montedo.com

No esforço de guerra contra o coronavírus faltam os militares

No esforço de guerra contra o coronavírus faltam os militares

Ricardo Noblat
E as Forças Armadas, hein? Onde estão no momento em que o país se arma com atraso para sobreviver à primeira grande onda do coronavírus? O poderoso Pentágono, sede em Washington, do Estado de Defesa norte-americano, trabalha com a hipótese de que o mundo será atingido por três ondas a intervalos regulares.
Os militares estão sendo vistos nas principais cidades dos países mais devastados pela pandemia. Patrulham ruas, aplicam as ordens de confinamento, transportam caixões com mortos. Espera-se que por aqui nada disso seja necessário. Mas quem garante? E enquanto não se souber, o que eles poderiam fazer?
Não poderiam estar sendo empregados em ações de prevenção à doença – como? Eles sabem como. Falta uma ordem do alto? Do ministro da Defesa? Ele espera uma ordem mais do alto? Do presidente Jair Bolsonaro? Mas esse não parece interessado em dar. Do ministro da Saúde? Ele não dá ordens aos militares.
Em sua recente, moderada e neutra ordem do dia, o comandante do Exército elogiou médicos e enfermeiras aos quais chamou de guerreiros da linha de frente no combate ao coronavírus. Os militares não poderiam formar linhas de trás? Eles são bem treinados para agir em situações ainda piores.
Blog do Noblat(Veja)/montedo.com

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