Mourão diz que impeachment é bobagem e que se prosperar volta para a praia

Feliciano alega,entre outros motivos,que Mourão endossou uma postagem crítica a Bolsonaro feita pela jornalista Rachel Sheherazade | Foto: Romério Cunha / VPR / CP

Pedido foi protocolado pelo deputado Marco Feliciano

Agência Estado
O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, classificou nesta quinta-feira, 18, como uma “bobagem” o pedido de impeachment dele protocolado pelo deputado Marco Feliciano (Podemos-SP), que o acusa de conspirar contra o presidente Jair Bolsonaro. “Se prosperar, eu volto para a praia”, disse Mourão, na saída da Vice-Presidência da República.
O deputado e vice-líder do governo alega, entre outros motivos, que Mourão endossou uma postagem crítica a Bolsonaro feita pela jornalista Rachel Sheherazade, do SBT. Na mensagem, curtida por Mourão, a jornalista indica que Mourão é a melhor opção para gerir o País. Sob influência do professor Olavo de Carvalho, Feliciano afirma que Bolsonaro tem ciência do pedido.
CORREIO do POVO/montedo.com

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Vista interna do 3. Regimento de Cavalaria Mecanizado, em Bagé (RS) – Crédito: divulgação 3. RCMec

Novo ministro demite brigadeiro do MEC

Militar que foi o número 2 do MEC é demitido pelo novo ministro
A exoneração já foi publicada no Diário Oficial

O tenente brigadeiro Ricardo Machado Vieira, que havia sido colocado pelo governo no Ministério da Educação (MEC) para organizar a pasta durante o ápice da crise na gestão de Ricardo Vélez Rodríguez, foi demitido hoje. Machado Vieira foi nomeado secretário executivo, cargo tido como número dois dos ministérios, no dia 29 de março.
Com a substituição de Vélez por Abraham Weintraup, foi dito ao militar que ele ficaria como assessor especial. Hoje, no entanto, ele foi avisado que não mais teria função no MEC. Sua exoneração já foi publicada no Diário Oficial.
Segundo o Estado apurou, Weintraup está trazendo de volta para cargos importantes os chamados “olavistas”, ligados ao guru do bolsonarismo Olavo de Carvalho. Os militares sempre rivalizaram com esse grupo porque defendem uma gestão mais técnica.
Enquanto ainda era secretário executivo, o brigadeiro, inclusive, tentou mudar o decreto sobre alfabetização elaborado no MEC. Ele ouviu sugestões de especialistas de entidades como o Conselho Nacional de Educação (CNE) e tirou do documento a preferência por um método de ensinar a ler e escrever, o fônico. Educadores haviam criticado o foco em uma modalidade.
O secretário de Alfabetização, Carlos Nadalim, no entanto, ligado a Olavo e defensor do método fônico, mudou o decreto novamente.
CORREIO 24 HORAS/montedo.com

Marco Feliciano pede impeachment do general Mourão

Feliciano vê crime de responsabilidade em ‘like’ de Mourão e pede impeachment
Na denúncia, consta que Mourão teria curtido um tweet de Raquel Sheherazade ‘detonando com o presidente Jair Bolsonaro’

AE Agência Estado
O deputado federal Marco Feliciano (Podemos-SP) protocolou na terça-feira (16/4), um pedido de impeachment do vice-presidente Hamilton Mourão. Ele acusa o general de ter tido comportamento indecoroso e vê crime de responsabilidade.
Um dos argumentos colocados no pedido é uma “curtida” (like) da conta de Mourão no Twitter em uma publicação da jornalista Rachel Sheherazade, do SBT. “A denúncia por crime de responsabilidade contra Mourão se deu por comportamento indecoroso em várias ocasiões. Exemplo: na medida em que ele curtiu tweet de Rachel Sheherazade, detonando com o presidente Jair Bolsonaro, o louvando como melhor opção para governar o país.”
CORREIO BRAZILIENSE/montedo.com

Ex-comandante do Exército Brasileiro diz estar preocupado com ação do Supremo contra general

General de Exército (R) Paulo Chagas

Anderson Gabino
Ex-comandante do Exército e hoje assessor especial do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Eduardo Villas Bôas se disse preocupado com a operação da Polícia Federal nesta terça-feira (16) que teve entre os alvos o general da reserva Paulo Chagas.
“Conheço muito o general Paulo Chagas, é um amigo pessoal meu. Confesso que estou preocupado e vamos acompanhar os desdobramentos disso”, afirmou Villas Bôas depois de uma homenagem ao Exército na Câmara. Ele se disse em alerta com “as restrições que o Paulo Chagas possa estar sofrendo. É um homem de bem”.
Apoiador do presidente Jair Bolsonaro, o general da reserva tem feito críticas ácidas aos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) na internet. Moraes determinou o bloqueio de contas em redes sociais pertencentes a sete pessoas investigadas.
Segundo o ministro, Chagas, que foi candidato ao governo do Distrito Federal em 2018, é suspeito de “postagens nas redes sociais de propaganda de processos violentos ou ilegais para alteração da ordem política e social, com grande repercussão entre seguidores”.
Villas Bôas trabalha no Palácio do Planalto com o general Augusto Heleno, ministro do GSI, e se tornou uma referência nas Forças Armadas. Ele afirmou que “não cabe distinguir militar ou não militar, e sim cidadãos” ao analisar o impacto da ação e eventuais restrições da liberdade de expressão. “Insisto. [Militares e civis] estão sujeitos aos mesmos deveres e prerrogativas”, observou.
O ex-comandante afirmou desconhecer “o que motivou o ministro Alexandre de Moraes nesse sentido, mas tenho certeza de que a própria Justiça vai colocar no devido lugar após apurar o que aconteceu”. Villas Bôas elogiou Moraes, com quem disse ter “excelente relacionamento”. (mais…)

‘Se retirar críticas ao STF, vão dizer que sou cagão’, diz general Paulo Chagas

(foto: Arthur Menescal/CB/D.A Press)

Afirmação foi feita ao jornal O Globo. O general da reserva Paulo Chagas foi alvo de busca e apreensão autorizada pelo ministro do Supremo Alexandre de Moraes
Alvo de mandado de busca, nesta terça-feira (16/4), em decorrência do inquérito que apurava disseminação de supostas fake news contra o Supremo Tribunal Federal, o general da reserva Paulo Chagas disse que a ordem judicial ocorreu porque ele fez críticas a ministros da Corte em seus blogs.
“Escrevo sobre o STF há muito tempo. Evito falar mal da Corte, mas não de atos de pessoas da Corte. Estou em Campinas. Minha reação é de achar graça”, afirmou. “Não tenho nada para esconder. Tudo o que faço e falo coloco no meu blog.”
Os mandados foram emitidos pelo ministro Alexandre de Moraes e cumpridos na manhã desta terça-feira. Horas depois, à tarde, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, anunciou o arquivamento do inquérito.
Em sua reação ao cumprimento dos mandatos, o general afirmou ainda não ter a intenção de retirar as críticas que fez. “Como vou retirar? Se eu retirar as críticas, vão dizer que sou um cagão. O Olavo de Carvalho (ideólogo de direita) disse que todos os generais são cagões. Eu não sou. É um engano dele. Os generais não são”, disse Chagas, que concorreu ano passado ao governo do Distrito Federal, ao jornal O Globo.
Chagas afirmou ainda na entrevista ao jornal do Rio que o presidente do STF, Dias Toffoli, extrapolou as suas atribuições legais ao determinar a abertura do inquérito que investiga supostas ameaças a ministros da Corte. Para ele, como, entre os investigados, não há ninguém com foro privilegiado, então, as investigações deveriam ser conduzidas pela justiça comum.
“O ministro Dias Toffoli mandou instituir um inquérito para calar a boca de pessoas que se colocavam como críticos de ministros ou do Tribunal. Mandou abrir esse inquérito fora dos limites da autoridade dele”, afirmou.
Pelo Twitter, o general costuma fazer críticas ao Supremo. Em 16 de março, o general escreveu. “A pressão popular sobre os ministros do STF está surtindo efeito. Se quem não deve não teme, por que Gilmar Mendes e Toffolli estão tão agressivos? O desespero indica que estamos no caminho da verdade! “Sustentar o fogo porque a vitória é nossa”.” (mais…)

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