Ataques americanos contra infraestrutura e embarcações da Guarda Revolucionária encerram trégua de um mês entre Washington e Teerã, provocam reação iraniana e impulsionam alta do petróleo
Os Estados Unidos romperam o acordo de cessar-fogo firmado há um mês com o Irã ao lançar uma série de bombardeios contra alvos militares iranianos, incluindo instalações estratégicas e pequenas embarcações da Guarda Revolucionária. A ofensiva ocorreu após três embarcações comerciais serem atingidas no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.
Além dos ataques, o governo americano revogou a isenção que suspendia restrições às exportações de petróleo iraniano, ampliando a pressão econômica sobre Teerã e reforçando a escalada entre os dois países.
Quebra da trégua
A operação marca o fim do cessar-fogo estabelecido há cerca de um mês, interrompendo um período de relativa estabilidade entre Washington e Teerã. A retomada das ações militares reacendeu o temor de um conflito mais amplo no Oriente Médio, especialmente diante da importância estratégica do Estreito de Ormuz para o comércio internacional de energia.
Autoridades americanas afirmaram que os bombardeios tinham como objetivo proteger a liberdade de navegação e responder aos ataques contra embarcações comerciais que transitavam pela região.
Irã promete responder
O governo iraniano condenou a ofensiva, classificando os bombardeios como uma violação direta dos compromissos assumidos durante o cessar-fogo. Teerã também criticou a retomada das sanções sobre suas exportações de petróleo e afirmou que responderá com “medidas decisivas” à ação dos Estados Unidos.
Até o momento, as autoridades iranianas não detalharam quais medidas poderão ser adotadas.
Mercado reage à escalada
A ruptura da trégua provocou reação imediata nos mercados internacionais. A cotação do petróleo Brent registrou alta diante das preocupações com possíveis interrupções no fornecimento de petróleo através do Estreito de Ormuz, por onde passa uma parcela significativa das exportações globais da commodity.
Analistas avaliam que, caso a escalada militar continue, o mercado poderá enfrentar novos episódios de volatilidade, com reflexos sobre os preços da energia, a inflação e a economia global.