Ofício enviado à Câmara aponta possíveis impactos a cidadãos brasileiros e diz que decisão americana não amplia a cooperação contra o crime organizado
O Ministério das Relações Exteriores respondeu a questionamentos da Câmara dos Deputados sobre a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Em ofício encaminhado ao Legislativo, o chanceler Mauro Vieira alertou para riscos diretos a cidadãos brasileiros e para a possibilidade de uso de força militar norte-americana em território nacional.
Avaliação diplomática e riscos
No documento, o Itamaraty afirma que a classificação não traz benefícios concretos à cooperação bilateral no combate ao crime organizado. Segundo a pasta, o enquadramento anterior das facções como organizações criminosas transnacionais já permitia troca de informações e ações conjuntas.
O texto destaca que a legislação antiterrorismo dos Estados Unidos concede ampla margem de discricionariedade às autoridades daquele país. Com isso, a medida pode gerar impactos financeiros, migratórios e penais sobre brasileiros. O ofício também menciona explicitamente a possibilidade de emprego de força militar dos EUA no Brasil.
Resposta brasileira
Ao tratar da reação oficial do governo brasileiro, o chanceler esclarece que Washington não fez comunicação formal da decisão por se tratar de um ato unilateral. Por essa razão, o Brasil não apresentou resposta oficial.
Mesmo assim, o Itamaraty afirma que vem reforçando, por vias diplomáticas, a prioridade do governo brasileiro para a segurança pública e o enfrentamento ao crime organizado. A pasta também enfatiza a necessidade de cooperação internacional para combater um fenômeno de caráter transnacional.
Designações e efeitos legais
A designação do PCC e do CV como Organizações Terroristas Estrangeiras entrou em vigor em 5 de junho. O processo começou em 28 de maio, quando o Departamento de Estado americano anunciou o enquadramento das facções como “Terroristas Globais Especialmente Designados”.
As duas classificações têm bases legais distintas. A primeira permite o bloqueio de bens e interesses sob jurisdição dos Estados Unidos sem necessidade de aval do Congresso. Já a segunda exige notificação ao Legislativo americano e transforma em crime federal o fornecimento de “apoio material” aos grupos.
Sanções e investigações
Na última semana, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou sanções contra dois cidadãos brasileiros e três empresas por supostos vínculos com o PCC. As autoridades apontam a existência de um esquema de lavagem de dinheiro com uso de criptomoedas para enviar recursos ilícitos de volta ao Brasil.
Segundo o governo americano, um dos investigados atuaria como elo da facção na Flórida, enquanto a outra pessoa teria prestado apoio logístico essencial às operações financeiras. A Polícia Federal prendeu uma das investigadas em operação recente. O outro alvo segue foragido.
Respostas de 6
Não existe soberania sem Forças Armadas BEM Equipadas e com soldos dignos!!
O resto é mimimi…
PS: É pra ficarem preocupados mesmo!
Vão atacar militarmente o PCC? Como? Qual caso de intervenção existe? Nem no México ou Colômbia ocorreram e na Venezuela ainda foi negociado com o atual governo.
Coloca o mst, PSOL, PCdoB, PT pra bater de frente com o Exército de Trump
Alo !! Trump !!! tem um pessoal do PCC escondido num tal palácio alvorada em Brasilia !!!! informacao quentíssima !!! vai la !!!
Engano seu, colega. Escritório central fica na Faria Lima
Engano seu coleguinha…sao controlados pelo sistema…..que está no poder