EUA lançam nova onda de ataques contra o Irã, que ameaça: “Vamos m@t@r Trump!”

EUA atacam Irão, que ameaça matar Trump

Novos bombardeios miraram capacidades militares iranianas ligadas à segurança do Estreito de Ormuz. O presidente americano afirmou que poderá ampliar os ataques caso Teerã não retome as negociações.

As Forças Armadas dos Estados Unidos lançaram, nesta quarta-feira (15), uma nova onda de ataques contra o Irã. Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), a operação teve como objetivo reduzir a capacidade militar iraniana de ameaçar o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo e gás do mundo. Os bombardeios começaram por volta das 19h no horário GMT (16h em Brasília). Em comunicado divulgado na rede social X, o Centcom informou que os ataques atingiram estruturas militares utilizadas pelo Irã para ameaçar embarcações que cruzam livremente o estreito.

Trump condiciona fim da ofensiva à retomada das negociações

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que poderá ampliar a campanha militar na próxima semana caso o governo iraniano não volte à mesa de negociações. Segundo a declaração, novos alvos poderão incluir usinas de energia e pontes estratégicas, aumentando a pressão sobre Teerã para aceitar um novo entendimento diplomático.

Irã responde com provocação

O governo iraniano reagiu ao aumento da pressão americana com uma demonstração pública de hostilidade. Segundo imagens divulgadas pela AFPTV, uma placa instalada no centro de Teerã mostra Donald Trump dentro de um caixão, acompanhada da frase: “Vamos matar Trump”. A exibição ocorre em meio ao agravamento das tensões entre os dois países e reforça o tom de confronto adotado pelas autoridades iranianas.

Estreito de Ormuz volta ao centro da crise

A disputa em torno do Estreito de Ormuz tornou-se novamente o principal foco da escalada militar. A via marítima é considerada estratégica para o comércio internacional de petróleo e gás, e qualquer interrupção no tráfego pode provocar impactos nos mercados globais de energia. A nova ofensiva ocorre menos de um mês após Estados Unidos e Irã assinarem um memorando de entendimento destinado a encerrar o conflito no Oriente Médio. No entanto, a retomada dos confrontos, iniciada em 7 de julho após ataques a embarcações no Golfo atribuídos ao Irã, enfraqueceu os esforços diplomáticos e colocou em risco o acordo firmado em junho, que havia formalizado o cessar-fogo alcançado em abril. (AFP)

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