Nova tecnologia reforça a integração entre Exército, Marinha e Aeronáutica

Link BR-2 aumenta interoperabilidade e integra Forças Armadas

Sistema nacional melhora a comunicação entre tropas e aeronaves

 

As Forças Armadas brasileiras deram mais um passo na modernização de suas capacidades operacionais com a adoção do Link-BR2, sistema nacional que permite o compartilhamento seguro e instantâneo de informações entre aeronaves, radares, sensores e centros de comando. Com isso, militares de diferentes forças passam a operar com uma visão unificada do cenário, o que torna as ações mais coordenadas e ágeis.

Além disso, em análise publicada no portal Defesa Aérea & Naval, o jornalista Guilherme Wiltgen, com base em informações da AEL Sistemas, destaca que o Link-BR2 representa um avanço significativo para a consolidação do conceito de combate em rede, modelo já adotado pelas principais forças armadas do mundo.

Segundo a AEL Sistemas, a plataforma conecta diferentes meios militares por meio de uma rede segura de transmissão de dados. Dessa forma, informações críticas circulam em tempo real entre as unidades envolvidas, permitindo que todos os participantes acompanhem a evolução da operação simultaneamente.

Fernando Mauro Medardoni, responsável pelo projeto na empresa, explica que o sistema leva para o ambiente militar a lógica das redes digitais de compartilhamento de dados. Consequentemente, as equipes conseguem trocar informações essenciais com rapidez e segurança durante as missões.

Compartilhamento de dados acelera a tomada de decisões

Na prática, o Link-BR2 integra aeronaves, radares, sensores terrestres e centros de comando em uma única rede operacional. Assim, dados sobre posições de aeronaves, alvos detectados e demais informações relevantes ficam disponíveis instantaneamente para todos os operadores autorizados.

Como resultado, os comandantes conseguem analisar o cenário de forma mais completa e tomar decisões em menos tempo. Ao mesmo tempo, a integração reduz o risco de desencontros de informação e melhora a coordenação entre os diferentes meios empregados.

Segundo a AEL Sistemas, a tecnologia funciona como um grande sistema colaborativo. Isoladamente, cada dado possui valor limitado. No entanto, quando todas as informações são reunidas e compartilhadas em rede, os operadores passam a ter uma visão muito mais ampla da situação, o que favorece o planejamento e a execução das missões.

Exercício conjunto validou a tecnologia

O Link-BR2 foi empregado durante o Exercício Conjunto Escudo-Tínia 2026, realizado na Base Aérea de Anápolis (GO). Na ocasião, o sistema integrou caças F-5M, a aeronave de alerta aéreo antecipado E-99M, radares de solo e estruturas de Comando e Controle em um ambiente operacional de elevada complexidade.

Além disso, a atividade reuniu meios da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira (FAB). Dessa maneira, os participantes validaram as capacidades do sistema e, ao mesmo tempo, ampliaram a experiência operacional em missões conjuntas.

Tecnologia nacional fortalece a interoperabilidade

Para a AEL Sistemas, o Link-BR2 vai além de uma ferramenta de comunicação. Isso porque o projeto reúne tecnologias nacionais voltadas à criptografia, à segurança cibernética e à integração de sistemas críticos, áreas consideradas estratégicas para a Defesa.

Ao mesmo tempo, a adoção da plataforma acompanha uma tendência observada nas forças armadas mais modernas, que utilizam redes seguras de compartilhamento de dados para elevar a eficiência das operações e ampliar a interoperabilidade entre diferentes meios.

Por fim, Guilherme Wiltgen ressalta, em sua análise no portal Defesa Aérea & Naval, que a consolidação do Link-BR2 fortalece a capacidade das Forças Armadas brasileiras de atuar de forma integrada em cenários complexos. Assim, ao conectar aeronaves, radares, sensores e centros de comando em uma única rede operacional, o sistema amplia a coordenação, acelera a tomada de decisões e aumenta a prontidão das tropas.


Fonte: AEL Sistemas, em análise de Guilherme Wiltgen publicada no portal Defesa Aérea & Naval.

Uma resposta

  1. AEL Sistemas é uma empresa subsisdiária da ELBIT Systems, empresa israelense de tecnologia militar mesmo país que o nine seguidamente gosta de falar asneiras.

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