Exército capacita jornalistas para cobertura em áreas de risco e missões de paz

Exército capacita jornalistas para atuação em missões de paz e áreas de risco

Treinamento reúne profissionais de imprensa em simulações de conflito e prepara repórteres para atuar com mais segurança em cenários de alta complexidade

O Exército Brasileiro concluiu, no Rio de Janeiro, uma nova edição do Estágio de Preparação de Jornalistas e Assessores de Imprensa para Atuação em Áreas de Conflito (EPJAIAC). O treinamento reuniu profissionais de comunicação entre os dias 13 e 17 de julho de 2026, com atividades voltadas à preparação de jornalistas que trabalham em ambientes de risco, como áreas de conflito, operações de paz e regiões marcadas pela violência ou por desastres. Durante cinco dias, os participantes participaram de aulas e exercícios práticos que simularam situações encontradas em cenários de crise. O objetivo foi apresentar técnicas de segurança, protocolos de atuação e procedimentos que ajudam os profissionais a reduzir riscos durante a produção de reportagens em locais de alta vulnerabilidade.

Simulações aproximam jornalistas de situações reais

O treinamento combinou conteúdos teóricos com atividades práticas. Os jornalistas receberam orientações sobre primeiros socorros, atendimento pré-hospitalar, identificação de áreas com risco de explosivos, prevenção e combate a incêndios, além do uso adequado de equipamentos de proteção individual. Além disso, os participantes vivenciaram situações simuladas de fogo cruzado, deslocamentos em áreas de risco e protocolos para casos extremos, como ameaças de sequestro ou isolamento em regiões de conflito. Uma das atividades de maior impacto foi a chamada progressão em ambiente de alto risco. Equipados com coletes e capacetes de proteção, os jornalistas acompanharam militares em uma simulação de deslocamento em cenário de confronto, experiência que buscou demonstrar os desafios enfrentados por equipes que atuam em áreas hostis.

Treinamento acompanha mudanças no cenário brasileiro

Criado inicialmente com foco na preparação de correspondentes de guerra e profissionais envolvidos em missões internacionais, o estágio passou por adaptações para atender também às necessidades da cobertura jornalística no Brasil. Com isso, o treinamento passou a abordar situações relacionadas à realidade nacional, como operações de segurança pública, atuação em áreas dominadas pelo crime organizado, cobertura de crises humanitárias e respostas a desastres naturais. A iniciativa considera que jornalistas podem encontrar riscos semelhantes aos de zonas de conflito durante coberturas em regiões com confrontos armados, instabilidade social ou dificuldades de acesso.

Capacitação busca ampliar segurança durante reportagens

O treinamento não tem como objetivo transformar jornalistas em militares, mas oferecer conhecimento para que os profissionais compreendam melhor o funcionamento de operações e saibam como agir em ambientes de risco. Ao conhecer procedimentos de segurança e protocolos utilizados em áreas críticas, os repórteres conseguem planejar melhor sua atuação, evitar situações perigosas e manter a independência necessária para realizar a cobertura jornalística. O Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB), responsável pela aplicação das instruções, destaca que o conhecimento sobre o ambiente operacional ajuda a imprensa a atuar de maneira mais segura e eficiente. Para o jornalista Filipe Brandão, da Rede Record, participante da edição deste ano, a experiência proporcionou contato direto com situações que ampliam a preparação profissional.
“Foi uma semana intensa, com uma experiência incrível. A participação nas instruções, os exercícios práticos, o estudo dos conteúdos e a troca de experiências contribuíram para aplicar os conhecimentos adquiridos durante o estágio”, afirmou.
Ao reunir profissionais de diferentes veículos e regiões do país, o treinamento também promoveu a troca de experiências entre jornalistas que enfrentam desafios semelhantes em suas rotinas de cobertura.

Respostas de 2

  1. Tinha que deixar esses jornalistas se lançarem. Pois os mesmos são os primeiros a jogar pedras nas forças de segurança e proteger as “vítimas da sociedade”.

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