Planejamento preliminar avalia cenários de intervenção, mas governo dos EUA afirma que não há decisão para atacar a ilha.
WASHINGTON — O Pentágono iniciou estudos preliminares sobre possíveis ações militares contra Cuba, incluindo um assalto aeromóvel com milhares de soldados da 101ª Divisão Aerotransportada, segundo autoridades ouvidas pela CBS News. O governo dos Estados Unidos, porém, afirma que o presidente Donald Trump não autorizou nenhuma operação e que não há ataque iminente.
Planejamento de contingência
Os estudos fazem parte do planejamento de contingência do Departamento de Defesa e avaliam diferentes cenários, incluindo objetivos, efetivo necessário, logística, riscos e sequência das operações. Segundo o Pentágono, esse tipo de análise integra a rotina de planejamento militar e não representa uma decisão de emprego de tropas.
Autoridades norte-americanas destacaram que a Casa Branca não solicitou um plano específico para invadir ou derrubar o governo cubano. O secretário interino de imprensa do Pentágono, Joel Valdez, afirmou que o departamento não comenta operações hipotéticas.
Operação aeromóvel
O planejamento ganhou força após o aumento das tensões entre Washington e Havana. Ainda assim, fontes da CBS consideram improvável uma mudança imediata de foco para Cuba, já que parte significativa dos recursos militares dos Estados Unidos permanece empregada nas operações contra o Irã.
A opção analisada prevê um
assalto aeromóvel, operação em que tropas e equipamentos são transportados por helicópteros para conquistar objetivos em solo. A 101ª Divisão Aerotransportada é especializada nesse tipo de missão, que exige superioridade aérea, apoio logístico e proteção contínua das forças desembarcadas.
Drones elevam a tensão
A tensão também aumentou depois que autoridades norte-americanas afirmaram que Cuba adquiriu mais de 300 drones militares da Rússia e do Irã. Segundo informações de inteligência, oficiais cubanos discutiram possíveis cenários de emprego desses equipamentos contra a Base Naval de Guantánamo e outros alvos. As próprias fontes dos EUA, no entanto, reconheceram que não identificaram sinais de um ataque iminente.
Havana rejeitou as acusações, defendeu o direito de reforçar sua capacidade de defesa e acusou Washington de criar justificativas para uma eventual intervenção. O governo cubano também reafirmou que mudanças em seu sistema político não estão em negociação.
Pressão econômica segue como prioridade
Apesar da elaboração de cenários militares, a administração Trump mantém a pressão econômica e diplomática como estratégia principal. Os Estados Unidos ampliaram sanções contra entidades ligadas às Forças Armadas cubanas e condicionam qualquer aproximação à adoção de reformas políticas e econômicas pelo governo da ilha.
Segundo autoridades norte-americanas, as opções militares permanecem disponíveis caso o cenário se deteriore, mas nenhuma decisão de intervenção foi tomada até o momento.
Com informações do portal FORÇAS TERRESTRES