FAB conclui ponte aérea e entrega 48 toneladas de leite em pó para Cuba em meio à crise humanitária

Avião da FAB levou toneladas de leite a Cuba

Brasil enviou dois aviões com alimentos da Conab para aliviar a escassez enfrentada pela população cubana, enquanto o país segue sob forte crise energética e econômica.

A Força Aérea Brasileira (FAB) concluiu uma operação humanitária e transportou 48 toneladas de leite em pó para Cuba em dois voos realizados a partir do Rio Grande do Sul. A segunda aeronave decolou às 4h55 da terça-feira (14) do Aeroporto Internacional de Porto Alegre, levando 32 toneladas do alimento. Antes disso, a FAB havia enviado o primeiro avião na segunda-feira (13), às 14h10, da Base Aérea de Canoas, com outras 16 toneladas. Assim, a missão completou o transporte da carga destinada a Santiago de Cuba. O governo brasileiro retirou os alimentos dos estoques da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e os enviou para amenizar o agravamento da crise humanitária enfrentada pela ilha. Além disso, a iniciativa deu continuidade às ações de assistência prestadas pelo Brasil, que já havia encaminhado ajuda ao país em 2025 após a passagem do furacão Melissa, cujos impactos ainda atingiam a região oriental cubana.

Crise energética aprofundou dificuldades

Enquanto recebia a ajuda brasileira, Cuba enfrentava uma das piores crises energéticas de sua história recente. Desde o fim de janeiro de 2026, o país passou a sofrer com a escassez de combustíveis depois que os Estados Unidos ameaçaram impor sanções a países que continuassem fornecendo petróleo à ilha. Como consequência, o abastecimento de petróleo venezuelano, principal fonte de combustível para a geração de eletricidade, caiu drasticamente. Com isso, os apagões se intensificaram. Em Havana, os cortes de energia chegaram a ultrapassar 20 horas por dia. Em diversas províncias, por sua vez, moradores permaneceram dias inteiros sem eletricidade. Além disso, a crise reduziu significativamente a oferta de transporte público. Os poucos táxis particulares e triciclos elétricos que continuaram circulando elevaram os preços das corridas, enquanto o custo de diversos alimentos também aumentou.

Serviços essenciais entraram em colapso

A falta de combustível comprometeu igualmente os serviços públicos. Caminhões deixaram de recolher lixo com regularidade, pequenos estabelecimentos encerraram as atividades e empregadores suspenderam contratos de trabalho, deixando muitos trabalhadores sem remuneração. Ao mesmo tempo, moradores relataram perdas de alimentos por falta de refrigeração e passaram a cozinhar com carvão e lenha nas ruas diante da escassez de gás de cozinha e da ausência de energia elétrica.

Sanções dos Estados Unidos agravaram o cenário

Posteriormente, em 1º de maio de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, endureceu a política americana em relação a Cuba ao assinar uma nova ordem executiva de sanções. No documento, Trump afirmou que a ilha representava “uma ameaça extraordinária” à segurança nacional dos Estados Unidos. Com isso, o governo americano ampliou as restrições econômicas, dificultando ainda mais o acesso de Cuba a combustível, alimentos e outros recursos essenciais. Dessa forma, a crise humanitária e energética se aprofundou no país caribenho.

Respostas de 8

  1. Temos gente dentro do território nacional passando fome, retirar de estoque brasileiro o destino é o povo brasileiro. Não entendi essa, sinceramente…

  2. Tal como o Maduro, os Castros e sua gang, devem ter bilhões no exterior, porque nao socorrem o povo sofrido !!! Viva o socialismo !!!

  3. Com tanta gente passando fome e em situação de rua no País, pq esse leite não foi doado no nordeste ou norte do país? Governo da lacração favorecendo os comparsas do regime…isso se não foi algumas “cositas” a mais com a carga.

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