Corpo de médico do Exército assassinado em Goiás é enterrado no norte do TO

Militares do Exército homenagearam médico durante enterro — Foto: Alan Milhomem /Voz do Bico

O enterro foi na manhã desta terça-feira (25), no cemitério municipal de Augustinópolis. Gabriel Costa Lima foi encontrado perto de cachoeira, na Chapada dos Veadeiros.

Por G1 Tocantins

Foi enterrado na manhã desta terça-feira (16) o corpo do médico do Exército Gabriel Costa Lima, de 29 anos, assassinado em Goiás. O enterro foi por volta das 10h, no cemitério municipal de Augustinópolis, região norte do Tocantins.

O corpo foi velado na Câmara de Vereadores até o início da manhã. Por volta de 8h, foi levado para o Santuário Diocesano Santa Rita de Cássia, onde foi realizada uma missa. De lá, parentes e amigos seguiram em cortejo rumo ao cemitério.

Militares do 50º Batalhão de Infantaria e Selva, sediado em Imperatriz (MA), cidade localizada a cerca de 50 km de Augustinópolis, compareceram e prestaram honras militares.

Militar entrega bandeira do Brasil que cobria caixão para a mãe de médico — Foto: Alan Milhomem /Voz do Bico

O jovem foi encontrado morto em uma estrada vicinal próximo à Cachoeira dos Cristais, na Chapada dos Veadeiros, em Alto Paraíso de Goiás. A família pediu que o caso seja desvendado o mais rápido possível. “Espero que seja esclarecido. Cada um tem o seu momento de pagar o que faz, a gente aguarda só que seja esclarecido”, disse a mãe do rapaz, Lucíola Alvim Costa.

Ela ainda comentou que a notícia da morte do filho foi recebida com dor e angústia pela família. “É um momento de muita dor, muita angústia por todo o acontecido. Foi inesperado, uma fatalidade. A família está desolada, estamos muito chocados com tudo”, disse.

G1/montedo.com

Combate ao crime organizado: força-tarefa terá participação dos Centros de Inteligência das Forças Armadas

Presidente da República, Michel Temer (Alan Santos/PR)

Temer cria força-tarefa para combate ao crime organizado

Força-tarefa será coordenada pelo GSI e contará com representantes das Forças Armadas, da Polícia Federal e do Ministério da Fazenda

GUILHERME MAZUI
DO G1
O presidente Michel Temer assinou nesta segunda-feira (15) decreto que cria uma força-tarefa na área de inteligência, composta por militares e civis, para atuar no combate ao crime organizado, informou a assessoria da Presidência. O decreto tem previsão de ser publicado na edição desta terça-feira (16) do “Diário Oficial da União”.

Conforme o texto do decreto divulgado pelo Planalto, o grupo será responsável por “analisar e compartilhar dados e de produzir relatórios de inteligência” para auxiliar a elaboração de políticas públicas e as ações do governo no combate a organizações criminosas.

O decreto determina ainda que a força-tarefa será coordenada pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI). O grupo reunirá representantes (titulares e suplentes) dos seguintes órgãos do governo federal:

GSI
Agência Brasileira de Inteligência (Abin)
Centro de Inteligência da Marinha
Centro de Inteligência do Exército
Centro de Inteligência da Aeronáutica
Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf)
Receita Federal
Polícia Federal
Polícia Rodoviária Federal
Departamento Penitenciário Nacional
Secretaria Nacional de Segurança Pública

Os representantes dos órgãos na força-tarefa deverão ser indicados em um prazo de até 10 dias a partir da publicação do decreto. Os escolhidos terão reuniões semanais e não serão remunerados pelo trabalho extra.

De acordo com o decreto, a força-tarefa produzirá uma “Norma Geral de Ação”, que definirá a rotina de trabalho do grupo. O documento também definirá a troca de informações com o Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social.

O conselho foi instalado em setembro por Temer e pelo ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann. O colegiado tem papel consultivo e de acompanhamento das atividades na área de segurança pública.

O conselho formalizou a implantação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), que prevê a atuação conjunta de diferentes órgãos de segurança federais, estaduais e municipais.

MídiaNews/montedo.com

RJ: 1,2 mil militares das Forças Armadas são utilizados em ação no morro São Carlos

PM faz operação no Morro São Carlos Foto: Fabiano Rocha – 22/08/2018

Comando Conjunto e PM fazem operação no Morro São Carlos, na Estácio

O Comando Conjunto e a Polícia Militar realizam na manhã desta quarta-feira uma operação no Morro São Carlos, no bairro da Estácio, na Zona Norte do Rio. São empregados na ação, 1200 militares das Forças Armadas e 100 policiais militares.

O operação, que ocorre no contexto das medidas implementadas pela Intervenção Federal na Segurança Pública, visa apoiar a reestruturação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do São Carlos. São realizados o cerco, a estabilização dinâmica da área, a retirada de barricadas e o cumprimento de mandados. Revistas seletivas de pessoas e veículos também poderão ser efetuadas.

Ainda não informações de apreensões, prisões ou feridos.

EXTRA/montedo.com

Navio da Marinha do Brasil socorre refugiados sírios na costa do Líbano

Refugiados sírios regatados por militares da Marinha do Brasil, que compõe a FTM, estavam bastante debilitados Foto: Força Tarefa Marítima UNIFIL / ReproduçãoMigrantes estavam sem comida havia três dias

O Globo com Ansa
Um navio da Marinha do Brasil socorreu 31 refugiados que estavam à deriva em um barco clandestino na costa do Líbano, no Mar Mediterrâneo Oriental, diringindo-se à ilha do Chipre, que faz parte da União Europeia.

Segundo o Ministério da Defesa brasileiro, o resgate foi feito pela fragata Liberal, que integra a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil), na última quinta-feira.

Os refugiados, provenientes da Síria, estavam sem comida e água havia três dias e receberam assistência do navio brasileiro.

“Toda assistência necessária foi fornecida pela Unifil, para amenizar o sofrimento das pessoas a bordo, com o fornecimento de água, comida, assistência médica e alguns medicamentos”, diz uma nota do Ministério da Defesa.

Segundo a Defesa, a embarcação continuou no local para prestar todo o auxílio possível aos refugiados, à espera de duas lanchas patrulha para resgatar os imigrantes. O plano pretendido pela fragata era escoltar os resgatados até as águas territoriais libanesas, e lá encerrar suas ações. Não foi informado se esta parte da missão já aconteceu, na tarde desta segunda-feira.

Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), 25.437 migrantes forçados conseguiram concluir a travessia do Mediterrâneo Oriental em 2018 e outros 152 morreram tentando.

Não é a primeira vez que um navio da Marinha brasileira socorre migrantes em situação de risco. Em setembro de 2015, a corveta Barroso resgatou 220 refugiados que estavam numa embarcação precária no Mar Mediterrâneo, numa operação que levou mais de 20 horas. Entre os resgatados estavam 94 mulheres, 37 crianças e quatro bebês, sírios em sua maioria. Na época, o comandante Alexandre Amendoeira Nunes contou que muitos estavam desidratados.

A corveta havia sido acionada pelo Centro de Busca e Salvamento italiano para ajudar no resgate. A embarcação com os refugiados estava a cerca de 300 quilômetros da Sicília. Segundo a Marinha, a corveta Barroso havia partido do Rio de Janeiro no dia 8 de agosto para participar da Força-Tarefa Marítima das Nações Unidas no Líbano.

O Globo/montedo.com

Suicídio: precisamos falar sobre isso.

O acolhimento dos sentimentos são uma forma eficaz de tratar e evitar o suicídio, afirma psicóloga em palestra no STM

A voz delicada e o cuidado com as palavras dão o tom da conversa sobre um assunto que é frequentemente evitado: o suicídio. Porém, a fala da psicóloga Karina Okajima Fukumitsu vai além da preocupação clínica com pessoas ou familiares que viveram esse drama de perto. Ela nos leva a uma reflexão sobre como estamos cuidando das coisas simples da vida, dos nossos sentimentos e daqueles que amamos.

Fukumitsu falou para uma plateia formada por servidores e magistrados da Justiça Militar da União, sobre o tema “Suicídio: prevenção e posvenção”. A abertura do encontro contou com as palavras do presidente do Tribunal, ministro José Coêlho Ferreira, que falou sobre a importância de trazer o tema para promover conhecimento e sensibilização diante de dados que revelam a quantidade de suicídios que ocorrem no Brasil.

Além da palestra, a psicóloga também realizou um curso de capacitação de dois dias com profissionais do STM que, pelas suas funções, possam vir a lidar com situações nas quais sejam exigidos conhecimentos mais específicos. A iniciativa de trazer a psicóloga foi da Coordenadoria de Serviços de Saúde, que formará um grupo para lidar com temáticas relativas ao suicídio.

Valorização da vida

Os pés descalços são um sinal de quem aprendeu com a doença que o simples ato de acordar todas as manhãs, respirar e poder tocar o chão com os pés já são um milagre. Ela mesma afirma que ganhou um saldo extra da vida, após atravessar uma doença autoimune e hoje estar sem nenhuma sequela. É por isso que hoje a pós-doutora da USP tira as sandálias dos pés no seu consultório, na sala de aula e nos locais onde dá palestra: são lugares sagrados.

O tema do suicídio para Karina tem a ver com uma história pessoal e tornou-se sua linha de atuação profissional na saúde pública, ao decidir tratar não só a prevenção, mas também a “posvenção”, ou seja, o cuidado prestado aos familiares das vítimas de suicídio.

Um dos temas mais recorrentes na fala da especialista foi a dificuldade que todos têm de lidar com emoções como raiva, solidão, desesperança e culpa. São os chamados “sentimentos inóspitos”, que são inevitáveis e precisam ser acolhidos e compreendidos. Caso esses sentimentos não sejam observados e trabalhados, eles irão contribuir com o que a psicóloga chama de “sofrimento existencial” e podem evoluir para o fenômeno do suicídio.

Por essa razão Fukumitsu dá a primeira e mais importante orientação para quem deseja ajudar uma pessoa que deseja tirar a própria vida: “não dê conselhos”. Com isso ela alerta que acolher o sofrimento do outro e entrar no seu mundo é uma atitude mais eficaz do que tentar convencer alguém a não cometer o suicídio. “É dizer para a pessoa: estou aqui com você. E também: o que você gostaria que morresse na sua vida?”

Assim, a psicóloga ensinou outra lição importante: querer tirar a própria vida não é sinônimo de “querer morrer”. Pelo contrário, é apenas uma tentativa de se livrar de uma dor muito profunda, quando aparentemente não há outra saída. Contar com um rede de apoio – formada por profissionais, amigos e familiares – é outra estratégia bastante eficaz. É essa rede que dará “hospitalidade” para a situação que causa dor e encontrar, junto à pessoa que passa pelo problema, uma ou mais saídas.

E não encontrar saídas para um problema pode levar o indivíduo ao que a profissional chama de “processo de morrência”, ou seja, um quadro de definhamento existencial e falta de gosto pela vida. Como antídoto para essa situação ela orienta: “Olhe para a ferida. Olhe para o caos. Quando se é ferido, olhe a ferida e junte suas forças com outros.” Por esse caminho, assegura Fukumitsu, cada pessoa pode chegar à transcendência, que significa encontrar o “herói” dentro de si e a força necessária para superar uma situação difícil e inesperada.

Ao final da apresentação, a psicóloga ouviu o agradecimento emocionado do vice-presidente do STM, ministro Lúcio Mário de Barros Góes, além de certificado da juíza-auditora-corregedora Telma Angélica Figueiredo e lembrança da coordenadora de Serviços de Saúde, Aline Alan Guedes Cerqueira.

STM/montedo.com

Médico do Exército é assassinado em Goiás

Gabriel era primeiro-tenente médico do Exército e servia na Escola de Saúde do Exército (Reprodução: Facebook)

Jovem achado morto perto de cachoeira na Chapada dos Veadeiros era médico do Exército
Jovem de 28 anos foi morto a tiros e identificado como Gabriel Costa Silva. Polícia trabalha com a hipótese de execução.

Vitor Santana, G1 GO

Goiânia (GO) – O jovem achado morto a tiros perto de uma cachoeira na Chapada dos Veadeiros foi identificado como Gabriel Costa Lima, de 28 anos. Ele era médico e trabalhava na Escola de Saúde do Exército. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de execução.

Gabriel Costa foi encontrado morto na madrugada de sábado (13) em uma estrada vicinal que fica dentro de uma fazenda, onde ocorreu, na noite anterior, uma festa, em Alto Paraíso de Goiás.

Médico Gabriel Costa Lima foi encontrado morto próximo a cachoeira, em Alto Paraíso de Goiás — Foto: Reprodução/Facebook

A identificação dele foi feita por meio de digital e também de um documento expedido no Tocantins encontrado junto à vítima. O corpo foi liberado do Instituto Médico Legal. De acordo com a assessoria de imprensa do Exército, o jovem era tenente e atuava como médico-residente na Escola de Saúde, que fica no Rio de Janeiro.

Gabriel foi atingido nas costas, costela, nuca e bochecha, provavelmente efetuados por uma arma calibre 32. O delegado plantonista Yasser Yassine afirma que os locais dos disparos sugerem a prática de uma execução.

“A suspeita é de execução pelo modus operandi do crime. Esses tiros na nuca e na bochecha nos leva a crer isso. Se fosse um assalto, não teria necessidade desses disparos. Porém, não descartamos outras hipóteses”, disse o delegado ao G1.

A perícia já foi realizada, mas o delegado que não pode adiantar mais informações sobre o procedimento para não atrapalhar as investigações.
G1/montedo.com

Petismo, antipetismo e pacificação

Percival Puggina*

No Brasil em que eu vivo com os olhos bem abertos, o antipetismo acabou se tornando a maior força política, suplantando o petismo. Não houvesse um petismo a suscitar antagonismo, não surgiria a reação contrária.

Desde que foi criado, o petismo se dedica à criação de antagonismos, fornecendo instrumentos institucionais, organização, recursos humanos e financeiros para o lado que ocupa nos conflitos que cria e estimula. Enorme esforço tem sido despendido pelo PT para que os brasileiros sejam identificados e antagonizados pela cor da pele, pela etnia, pela cultura, pela região do país, pelo tal de gênero, pela faixa etária, pelo extrato de renda, pela relação de autoridade (pais/filhos, professor/aluno, policial/cidadão, criminoso/vítima), pela posição política e ideológica, e por tudo mais que a inventividade possa suscitar. Assim é o petismo.

Mas não é daí que vem o antagonismo. Ele surge do empenho em transformar essas realidades em conflitos nos quais a parte supostamente protegida pelo petismo é ensinada a ver a outra como inimiga. E o que é pior: sendo a ela imputadas as intenções mais vis. É o que acontece quando repetido incessantemente, por exemplo, que o PT é malvisto pela classe média porque esta não quer pobre viajando em avião ou comendo filé mignon. Ou quando se diz que o brasileiro é racista, machista e homofóbico. Ou quando se pretende, em sala de aula, contra a vigorosa reação nacional, confundir a sexualidade das crianças com ideologia de gênero como “conteúdo transversal”, vale dizer, em todas as disciplinas… Ou quando se insulta a direita liberal e/ou conservadora chamando-a de fascista. Ou quando se tenta impedir a projeção de um filme do Olavo ou uma palestra de Yoani Sanchez. Ou quando se afirma que o pobre é pobre porque o rico é rico. Ou quando, aos olhos e ouvidos da população indignada com a roubalheira promovida no país, é dito que os condenados são heróis do povo brasileiro, ou que o preso é um santo julgado por magistrados patifes. Não se diz essas coisas para um povo que foi roubado nas proporções em que os brasileiros foram! Mas o petismo diz.

Tenta-se hoje, por todos os meios, impingir à opinião pública a ideia de que liberais e conservadores “odeiam” todos aqueles cujas posições são fomentadas pelo discurso petista. No entanto, essa é mais uma vilania! A exasperação tem como causa o petismo dizendo o que diz e fazendo o que faz. É o petismo que suscita rejeição; não é o pobre, nem o negro, nem o índio, nem o homossexual, nem o esquerdista, nem sei lá mais quem.

A impressionante renovação promovida pelos eleitores em sete de outubro nada teve a ver com qualquer “efeito manada”. Bem ao contrário, significou a tomada de decisão, livre e soberana, de uma sociedade cuja opinião vinha sendo desprezada por supostos tutores confortavelmente acomodados nos espaços de poder institucional, nos grandes meios de comunicação e no ambiente cultural. A necessária pacificação nacional será difícil, porque todos sabem como se conduz o petismo quando na oposição.

*Membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.
DIÁRIO do PODER/montedo.com

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