Militares do 8º Batalhão de Infantaria de Selva localizaram as estruturas no rio Içá e atuaram com o Ibama contra a mineração ilegal.
Seis dragas usadas no garimpo ilegal foram inutilizadas pelo Exército durante a terceira fase da Operação Jaguaretê, no Amazonas. A ação ocorreu na sexta-feira (21), no rio Içá, próximo à Vila Alterosa do Juí.
Militares localizam estruturas durante patrulhamento
Militares do Comando de Fronteira Solimões e do 8º Batalhão de Infantaria de Selva (8º BIS) participaram diretamente da ação. Além disso, agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) integraram a equipe.
Durante o patrulhamento fluvial, os militares localizaram as seis estruturas utilizadas na extração mineral sem autorização ambiental. Em seguida, as equipes realizaram uma revista no local.
A fiscalização encontrou uma pistola calibre .380, munições calibre 16 e mercúrio. Portanto, além do crime ambiental, a operação identificou materiais associados a outras atividades ilícitas.
As dragas apresentavam estruturas simples, construídas principalmente com madeira e lona. Mesmo assim, o conjunto dos equipamentos tinha valor estimado em aproximadamente R$ 1,2 milhão.

Exército e Ibama inutilizam equipamentos
Após a fiscalização, as equipes apreenderam e inutilizaram as seis dragas e os equipamentos empregados no garimpo. A medida seguiu os procedimentos previstos na legislação ambiental.
Segundo o Ibama, as estruturas sustentavam uma atividade potencialmente poluidora sem autorização. O órgão aplica medidas administrativas previstas na legislação ambiental para interromper esse tipo de exploração.
Consulte a legislação ambiental no portal oficial do Ibama.
A atuação do Exército ganhou destaque porque as tropas realizaram o patrulhamento fluvial e localizaram as estruturas em uma área de difícil acesso. Além disso, os militares garantiram apoio operacional à fiscalização ambiental.
Garimpo ameaça rios e comunidades
A atividade de garimpo pode alterar o leito dos rios por causa da movimentação de sedimentos. Consequentemente, o processo favorece o assoreamento e modifica o fluxo natural da água.
Além disso, a atividade interfere nos ambientes aquáticos e pode prejudicar a fauna. A redução de peixes também afeta comunidades que dependem da pesca para alimentação e renda.
O uso de mercúrio amplia os riscos ambientais. O metal pode entrar na cadeia alimentar e alcançar seres humanos por meio do consumo de pescado contaminado.
Operação Jaguaretê amplia presença militar
A Operação Jaguaretê é coordenada pelo Comando Militar da Amazônia (CMA). A missão combate crimes transfronteiriços e ambientais e reforça a presença do Estado na faixa de fronteira.
Nesta terceira fase, o Exército intensifica as ações na área de responsabilidade da 16ª Brigada de Infantaria de Selva. Dessa forma, as tropas ampliam o patrulhamento e apoiam ações contra atividades criminosas.
A atuação militar também ocorre em conjunto com órgãos de fiscalização e segurança. Assim, o Exército combina presença territorial, mobilidade fluvial e capacidade logística com a fiscalização ambiental.
Veja informações do Ministério da Defesa sobre operações militares na Amazônia.
Operação já supera R$ 200 milhões em prejuízos
De acordo com o balanço divulgado sobre a operação, as ações realizadas pelo Comando Militar da Amazônia já provocaram mais de R$ 200 milhões em prejuízos aos envolvidos.
O cálculo considera drogas e armas apreendidas, ouro recuperado e estruturas inutilizadas. Além disso, inclui os chamados lucros cessantes das atividades criminosas interrompidas.
Até agora, as forças envolvidas apreenderam quatro armas e 1.220 munições. Também retiraram de circulação 3,476 toneladas de drogas, incluindo cocaína, pasta base, skunk e maconha.
No combate aos crimes ambientais, as equipes apreenderam 17,5 toneladas de pescado e 26,2 metros cúbicos de madeira. Também recolheram 55 gramas de ouro.
Além disso, as ações resultaram na aplicação de R$ 1,186 milhão em multas. Dessa maneira, a operação combina repressão aos crimes ambientais com ações de controle na região de fronteira.
Exército reforça combate ao garimpo na Amazônia
A inutilização das seis dragas reforça o papel do Exército no combate às atividades ilegais em áreas remotas da Amazônia. Nesse contexto, as tropas atuam em regiões onde o acesso terrestre permanece limitado.
A experiência acumulada em operações anteriores mostra a importância da atuação militar integrada com órgãos ambientais. Em operações na Amazônia, o Exército emprega tropas especializadas em ambiente de selva e meios fluviais para alcançar áreas isoladas.
Além disso, operações conjuntas já registraram a neutralização de dezenas de dragas utilizadas no garimpo ilegal. Portanto, a ação no rio Içá integra uma estratégia mais ampla de combate aos crimes ambientais e transfronteiriços.
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Fonte: D24AM, com informações da assessoria.
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