Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema prometem fortalecer as Forças Armadas, mas apresentam propostas diferentes e pouco detalhadas para reorganizar os gastos.
O gasto militar brasileiro entrou no centro da campanha presidencial de 2026. A questão ganhou força, sobretudo, diante das tensões internacionais e das cobranças por maior capacidade de defesa.
Segundo análise publicada pela Folha de S.Paulo, o Brasil destinou R$ 133,3 bilhões à Defesa em 2025. Entretanto, 77,7% desse valor bancou pessoal ativo e inativo.
Além disso, apenas 8,25% dos recursos financiaram programas militares, enquanto 14,05% cobriram despesas de custeio. Portanto, o espaço para novos investimentos permanece limitado.
Lula prioriza soberania e investimentos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva colocou a Defesa entre as prioridades de um eventual novo mandato. Além disso, vinculou o tema à soberania nacional e à política externa.
No programa apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a campanha petista dedica cinco páginas à Defesa. O documento relaciona o setor principalmente à soberania e às relações internacionais.
Lula também incorporou ao programa a previsão de R$ 30 bilhões para projetos estratégicos das Forças Armadas durante seis anos. Contudo, nenhum recurso desse pacote havia sido liberado até a publicação da análise.
O governo também tenta ampliar os investimentos por meio de articulações no Congresso. Entretanto, a proposta enfrenta as restrições fiscais e o elevado peso das despesas obrigatórias.
Por outro lado, o programa petista não detalha uma reforma da estrutura de gastos. Assim, Lula promete fortalecer a Defesa, mas não apresenta uma solução específica para o peso da folha.
A campanha também não estabelece prioridades detalhadas para áreas como defesa antiaérea, drones, cibersegurança e proteção das rotas marítimas.
Flávio Bolsonaro adota proposta mais enxuta
Flávio Bolsonaro apresenta a proposta mais breve entre os quatro candidatos analisados pela Folha. O programa dedica apenas um parágrafo às Forças Armadas.
O candidato do PL defende o fortalecimento da Defesa, mas não detalha mecanismos para elevar os investimentos ou reorganizar o orçamento militar.
Além disso, sua campanha adota uma orientação geral de redução de gastos públicos. Entretanto, o programa não explica como essa política afetaria os projetos estratégicos das Forças Armadas.
Dessa forma, a proposta de Flávio se mostra mais genérica justamente em um setor que enfrenta forte pressão sobre investimentos e custeio.
Caiado propõe revisar a estratégia nacional
Ronaldo Caiado apresenta uma abordagem um pouco mais detalhada. O candidato do PSD propõe revisar a Estratégia Nacional de Defesa.
A medida poderia atualizar as prioridades estratégicas do país diante das novas ameaças. Contudo, o programa não detalha mudanças na estrutura orçamentária das Forças Armadas.
Além disso, Caiado não apresenta uma fórmula específica para ampliar os investimentos. Portanto, sua proposta reconhece a necessidade de revisar a política de Defesa, mas deixa em aberto a questão financeira.
Zema defende racionalização dos gastos
Romeu Zema apresenta uma proposta mais ligada à eficiência administrativa. O candidato do Novo defende a integração das compras militares e a racionalização dos gastos.
A ideia busca evitar duplicidades e melhorar o uso dos recursos públicos. Entretanto, Zema também não detalha quais programas teriam prioridade ou como financiaria novos projetos.
Assim, sua proposta enfatiza eficiência, enquanto deixa sem resposta questões como a elevada despesa com pessoal e a necessidade de modernização tecnológica.
O principal desafio continua no orçamento
Apesar das diferenças, os quatro candidatos convergem em um ponto: todos prometem aumentar a capacidade de Defesa do Brasil. Contudo, nenhum apresenta uma solução completa para o principal problema financeiro do setor.
A estrutura atual concentra grande parte dos recursos em pessoal. Além disso, os investimentos continuam distantes dos níveis considerados necessários para ampliar a capacidade militar brasileira.
A análise da Folha também aponta lacunas em áreas consideradas estratégicas. Entre elas estão defesa antiaérea, proteção das rotas marítimas, drones e cibersegurança.
Nesse cenário, ampliar investimentos exigiria mais do que promessas de novos recursos. O próximo governo também precisaria definir prioridades e enfrentar a estrutura rígida do orçamento.
Por fim, o debate eleitoral coloca a Defesa em evidência. Entretanto, as propostas ainda não explicam como transformar as promessas em capacidade militar efetiva.
Fonte: análise de Igor Gielow e Gustavo Patu, publicada pela Folha de S.Paulo em 23 de agosto de 2026.
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Orçamento da Defesa
Fonte externa:
Folha de S.Paulo – Gasto militar do Brasil desafia promessas de candidatos
Respostas de 11
Ou seja, vamos continuar na miséria, fazendo bicos para sobreviver.
Só não pode faltar dinheiro, pra comprar cal, Pincel, viagra, prótese peniana e leite condensado. Ah, já ia esquecendo, também não pode faltar dinheiro para os regabofes a bordo, com bastantes wisck, canapés, lagostas e especiarias para o chefes.
Eu admiro a inteligência emocional do presidente Lula e o presidente Lula tem uma visão Geoestratégica kkkkkkkkkkkkkkk.
Para os estrelados não faltará whisky
Em outras palavras: nenhum candidato tem compromisso com a defesa e muito menos com a classe militar… Serão mais 4 anos pedindo esmola… Vamos preparar nossos pelotões de Ubers… Entregadores da Shoppe e Mercado Livre… E vamos tbm vender imóveis… Vida que segue…
Os generais não estão nem um pouco preocupados com essas eleições e incertezas quanto ao futuro, pois já estão no teto do funcionalismo público federal. Aumento para quê? Pq? A tropa que se lasque fazendo bico fora do expediente.
Vejo isso há 35 anos,esses senhores que falam tanto em defesa dos trabalhadores,mas nada em referência ao militar,Ao soldado,praça, o pai de família que é – o homem – que está dentro da farda, ele é Invisível Para Os Políticos,Sempre Passa Desapercebido Como Se Fôssemos Nada ou que ESTAMOS muito bem com o pífio salário.As conseqUências Nefastas dessa invisibilidade como classe de trabalhadores que somos, nos trouxe ao desastre atual.Somos mudos,NÃO TEMOS voz,REPRESENTANTES.Um sgt do EB ganha menos que um Soldade da PM DO mARANHÃO,UM FUZILEIRO NAVAL,RECEBE MENOS QUE UM GARI no RJ,é um desastre,calasse falida e sem defesa,patrocinado principalmente pelo ausÊNCIA DE LÍDERES MILITARES.Falam em mísséis ,tecnologias,defesa nacional, mas o praça que se exploda,esse suporta tudo e agora na reserva a saída é fazer bico de uber,eletricista,garçom ( encontrei um QE TRABAlhando num restaurante )… para sobreviver.Triste EB de Caxias.
Esse também esqueceu a tropa. Triste não . se for expulso do Exército, a Esposa pegara a bolada, não muda, KKKKKKK
É mais do mesmo, nada muda e nada mudará.
E o salário, Ó 🤏
Não vai ter mais ninguém, vão todos para a PM e Bombeiros,