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O cabo Adriano Ribeiro Carvalho foi o único ferido no acidente envolvendo o helicóptero da Marinha, modelo Esquilo, que naufragou próximo ao encontro das águas depois de colidir com o Navio de Assistência Hospitalar Oswaldo Cruz na manhã desta terça-feira.
Segundo o Comandante do 9º Distrito Naval, vice-almirante Antônio Frade, a aeronave apresentou problemas segundos depois de decolar do navio hospitalar. Não houve tempo para acionar o sistema inflável que permite a aeronave flutuar.
Adriano estava na proa do navio (parte da frente) quando foi atingido na cabeça por um estilhaço do helicóptero que se desprendeu durante a colisão. Os cinco tripulantes que estavam na aeronave foram socorridos por mergulhadores do navio de assistência hospitalar e receberam os primeiros atendimentos dentro da própria embarcação.
Em seguida, os seis marinheiros envolvidos no acidente foram levados para a Policlínica Naval de Manaus, na Vila Buriti, zona sul. Todos passam bem. O helicóptero tinha 14 anos e era comando pelo capitão tenente André Luis Abreu Castelo Soares que possuía 1,3 mil horas de voo.
O primeiro tenente Carlos Alberto Pereira Cano, o primeiro sargento Dácio Lutterbach da Silva , o cabo Renato dos Santos Gomes e o primeiro sargento Ricardo Lelis dos Santos, também estavam na aeronave.
De acordo com o vice-almirante Antônio Frade, o helicóptero prestava auxílio ao Navio de Assistência Hospitalar Oswaldo Cruz que desde o dia 11 abril estava em operação em mais de 30 comunidades localizadas nas margens dos Rios Xingu, Tocantinhas, Jarí e Marajó no estado do Pará.
“Eles chegaram da operação e, às 8h 1, o helicóptero levantou voo do próprio navio com destino ao 3º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-3), na Vila Buriti. O HU-3 é o local onde os outros helicópteros ficam alocados e recebem manutenção”, explicou.
A aeronave naufragou em um ponto de aproximadamente 20 metros de profundidade. Um raio de 500 metros está isolado. No local, marinheiros fazem buscas pela aeronave que ainda não foi encontrada. Um equipamento chamado ecobatímetro, que enviam impulso sonoro, é usada nas buscas.
As causas do acidente serão apuradas nos próximos 60 dias por uma equipe da Marinha do Rio de Janeiro que deve chegar hoje em Manaus. Outra investigação será feita por oficiais do próprio 9º Distrito Naval.
O helicóptero havia passado por manutenção no último dia 9 de março. “O manual da aeronave determina que a manutenção seja feita a cada 100 horas de voo. De março até ontem foram registradas 40 horas de voo”, explicou.
Na região, o último acidente envolvendo um helicóptero da Marinha foi em 1998, no município de Novo Airão (a 115 quilômetros a noroeste de Manaus). Um militar morreu no choque da aeronave com o rio.
D24am
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