Treinamento anfíbio na Restinga da Marambaia reúne cerca de 1,7 mil militares, com emprego de navios, aeronaves, drones e veículos blindados
A missão francesa Jeanne d’Arc realiza, nos dias 27 e 28 de abril, uma série de exercícios militares conjuntos na Restinga da Marambaia, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A operação envolve militares do Brasil e da França e é considerada uma das principais atividades de formação e projeção da Marinha Nacional Francesa.
Ao todo, cerca de 1,7 mil militares participam das manobras, que têm como foco o treinamento anfíbio, a integração entre forças e o controle de áreas marítimas. As atividades ocorrem em uma área ambientalmente preservada, composta por dunas e manguezais, sob controle das Forças Armadas brasileiras.

Os exercícios envolvem meios navais, aeronaves, drones e veículos militares, com participação da Marinha e do Exército franceses em conjunto com a Marinha do Brasil. O objetivo é aprimorar a interoperabilidade e fortalecer a cooperação operacional entre os dois países.
Segundo o comandante do grupo naval francês, Jocelyn Delrieu, a missão reforça a parceria bilateral. “Temos uma relação forte entre as duas marinhas, e uma relação forte significa trocar informações enquanto treinamos juntos”, afirmou. “Nosso principal objetivo é proteger nossos interesses e treinar com parceiros estratégicos, como o Brasil”, completou.
De acordo com a Embaixada da França no Brasil, a missão francesa conta com mais de 800 militares, incluindo 162 oficiais em formação. O grupo é liderado pelo porta-helicóptero anfíbio Dixmude, acompanhado pela fragata Aconit e pelo navio reabastecedor Stosskopf.
Pelo lado brasileiro, cerca de 900 militares participam das atividades. O exercício mobiliza meios navais e aeronavais, incluindo submarinos, navios de desembarque, fragatas e helicópteros empregados em operações anfíbias e de controle do espaço marítimo.
Com duração total de cinco meses, a missão Jeanne d’Arc percorre diversos países ao redor do mundo e é utilizada pela França para a formação de oficiais, avaliação de capacidades operacionais e fortalecimento de laços militares com parceiros estratégicos. A última passagem pelo Brasil ocorreu em 2024. Com informações da Agência Brasil.