A presença de navios e aeronaves militares no Estreito de Taiwan levou o governo de Taipé a mobilizar forças e intensificar o monitoramento da região.
O Ministério da Defesa de Taiwan informou ter identificado navios de guerra da China operando em águas próximas à ilha na noite de segunda-feira (27). Aeronaves militares também foram detectadas na região, levando as Forças Armadas taiwanesas a entrarem em estado de alerta.
Segundo a pasta, ao todo foram observadas 22 aeronaves e nove navios da Marinha chinesa nas proximidades das ilhas Penghu,
no Estreito de Taiwan, área estratégica que abriga importantes bases aéreas e navais de Taipé. Dentre as aeronaves, 20 teriam cruzado a linha média do Estreito e ingressado na zona de identificação de defesa aérea.
22 sorties of PLA aircraft and 9 PLAN vessels operating around Taiwan detected up until 6 a.m. (UTC+8) today.
20 out of 22 sorties crossed the median line and entered Taiwan’s northern and southwestern part ADIZ.
#ROCArmedForces
have monitored the situation and responded.
pic.twitter.com/v35yneB43J— 國防部 Ministry of National Defense, ROC(Taiwan) 🇹🇼 (@MoNDefense)
April 28, 2026
Em nota, o Ministério da Defesa afirmou que respondeu às movimentações com a mobilização imediata de meios militares.
“As forças armadas nacionais utilizam aeronaves de missão, navios e sistemas de mísseis baseados em terra para monitorar
e responder de perto”, informou o órgão.
A tensão entre Pequim e Taipé tem se intensificado nos últimos anos. A China segue reivindicando Taiwan como parte de seu território, apesar da separação ocorrida em 1949, ao fim da guerra civil chinesa. A política de “uma só China” tem resultado em frequentes incursões militares desde 2022, inclusive com exercícios envolvendo munição real.
Em meio ao temor de uma invasão, Taiwan ampliou o tempo de serviço militar obrigatório e reforçou os investimentos em defesa.
O governo também firmou um acordo de fornecimento de armas no valor de US$ 11,1 bilhões com os Estados Unidos, considerado o maior pacote já destinado à ilha.
Inicialmente, o acordo foi duramente criticado por Pequim, que afirmou que Washington estaria “atraindo problemas para si”
ao apoiar a independência de Taiwan com armamentos. Posteriormente, o tom foi amenizado, com pedidos de “prudência” no fornecimento de armas à região.
Com informações de agências internacionais.