Tenente-general Vladimir Alexeyev, ligado ao Estado-Maior, foi atingido em prédio residencial; autoridades investigam tentativa de homicídio.
Um general de alta patente das Forças Armadas da Rússia foi baleado diversas vezes na manhã desta sexta-feira (6), em Moscou. O tenente-general Vladimir Alexeyev foi socorrido e encaminhado imediatamente a um hospital da capital russa, mas seu estado de saúde não foi divulgado.
O ataque ocorreu em um prédio residencial localizado na rodovia Volokolamskoye, na região noroeste da cidade. Segundo o Comitê de Investigações da Rússia, foi aberto um inquérito criminal por tentativa de homicídio. “A vítima foi hospitalizada em um dos hospitais da cidade”, afirmou a porta-voz do órgão, Svetlana Petrenko.
Alexeyev é vice-chefe do GRU, a inteligência militar da Rússia. Seu chefe, Igor Kostyukov, tem liderado a delegação russa nas negociações com a Ucrânia em Abu Dhabi sobre aspectos relacionados à segurança de um possível acordo de paz.
O general está sob sanções da União Europeia, após o Estado-Maior ter sido acusado de envolvimento no envenenamento de um ex-espião russo em Salisbury, no Reino Unido, em 2018. Durante a guerra na Ucrânia, Alexeyev teve papel ativo, inclusive participando de negociações durante o cerco a Mariupol, em 2022.
Em 2023, ele também foi designado para negociar com o líder do grupo mercenário Wagner, Yevgeny Prigozhin, durante o motim que abalou a cúpula militar russa. Até o momento, não há informações sobre os autores ou a motivação do ataque.
Mortes em série
Vários oficiais russos de alto escalão foram assassinados desde o início da guerra na Ucrânia, com Moscou culpando Kiev pelos ataques. Em alguns casos, a inteligência militar ucraniana assumiu a responsabilidade.
Desde dezembro de 2024, outros três oficiais do mesmo posto que Alexeyev, tenente-general, foram mortos em Moscou ou nas proximidades.
Os ataques irritaram os influentes blogueiros de guerra da Rússia, levantando questões sobre por que pessoas tão importantes não tinham proteção adequada. Em pelo menos dois casos, os alvos foram mortos bem em frente às suas casas.
Com agências internacionais