Flávio Bolsonaro prioriza articulação política e adia diálogo com militares

O senador Flavio Bolsonaro em seu gabinete Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

Diferente do pai, senador aposta em alianças partidárias e mercado financeiro na pré-campanha presidencial

Naomi Matsui, do Estadão
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, foca suas articulações na classe política e tem deixado para depois uma eventual aproximação com a esfera militar. Pessoas próximas ao senador ouvidas pelo Estadão/Broadcast afirmam desconhecer conversas do parlamentar com integrantes das Forças Armadas.

Isso representa uma diferença em relação ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que, desde a pré-campanha, propagandeava a intenção de rechear seu governo com “generais cinco estrelas”, ou seja, militares de alta patente.

Segundo aliados, Flávio prioriza as alianças políticas e o convencimento do mercado financeiro, com pitadas de política internacional. Isso se reflete em sua equipe e nas agendas. Não descartam, porém, a possibilidade de o parlamentar travar conversas com os militares no futuro nem de nomear alguns oficiais das Forças em um eventual governo.

Formado em Direito, o “01” assumiu seu primeiro mandato político, o de deputado estadual do Rio de Janeiro, aos 21 anos, em 2003. Nessa época, o pai já estava na vida política havia 15 anos. Há 23 anos na política, Flávio conviveu com militares no governo do pai, marcado pela rixa entre o núcleo familiar e militar.

Respostas de 16

  1. Será que esse sujeito não aprendeu com o que aconteceu com o pai dele, pois tomou uma volta dos generais, mesmo tendo deixado esse pessoal com o poncho forrado.

    1. Esse daí é o filho ” ovelha negra ” ou Rachadinha! Foi por ele que Bolsonaro se lascou. Fez um acordo com a CPI da ” lava toga ” para livra-lo. E o resto vocês já sabem. Bolsonaro pelo menos sabe ” enrolar ” já esse você ver nos olhos o Bandido que é.

  2. Até parece que “militares” apitam algo na política. Case ele vença as eleições, poderá colocar qualquer um desses borrabotas nos cargos militares.

  3. Os votos de militares são muito relativo, na urna eletrônica um voto de um general é igual a um QE, com uma diferença, o QE tem oito filhos, o General um casal e uma rejeição enorme no povão que também votam e o resultado, hoje a maioria absoluta dos praças não votam na família Bolsonaro.

  4. O cara já viu que milico não serve pra política basta reparar o que deu no governo anterior…é só olhar o Lula, pergunta se ele quer muito assunto com milico?

  5. Caso eleito, terá que trocar praticamente toda a Alta Cúpula das Forças Armadas que estão repletas de MELANCIAS!

    Tentar mudar muitos membros do STM e do MPM que também estão repletos de MELANCIAS!

    Extinguir uns 20 Ministérios, e rever as injustiças em relação aos salários dos “Praças Graduados” das três Forças Armadas.

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