Juiz vê risco de abalo a hierarquia e disciplina e mantém prisão de soldado que m@tøμ cabo feminina dentro de quartel do Exército

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Militar teve prisão convertida em preventiva após audiência no DF; magistrado cita gravidade do crime, risco à ordem pública e impacto na hierarquia militar para manter Kelvin Barros preso

 

Brasília – A Justiça do Distrito Federal decidiu manter preso o soldado do Exército Kelvin Barros da Silva, de 21 anos, acusado de matar a cabo Maria de Lourdes Freire Matos, 25. A conversão do flagrante em prisão preventiva ocorreu neste sábado (06), durante audiência realizada no Núcleo de Audiências de Custódia (NAC), onde o juiz responsável avaliou que havia “base suficiente” para impedir que o militar respondesse ao processo em liberdade.

A cabo Maria de Lourdes Freire Matos foi morta a facadas por um soldado

De acordo com o magistrado, destacou que os elementos reunidos até o momento, entre eles relatos colhidos no auto de prisão e documentos anexados ao procedimento, comprovam tanto a materialidade do crime quanto a autoria atribuída ao soldado. Para o juiz, a brutalidade do episódio, classificado como feminicídio, exige resposta imediata do sistema de Justiça.

O magistrado lembrou que crimes dessa natureza têm penas superiores a quatro anos, enquadrando-se nos requisitos previstos pelo Código Penal para imposição de prisão preventiva. Ele ressaltou que a violência extrema empregada e o impacto social do caso justificam a medida. “A preservação da ordem pública”, afirmou o juiz, é fator determinante diante do “clamor social” provocado pelo assassinato.

Outro ponto decisivo considerado pela Justiça foi o ambiente onde o crime aconteceu. O fato de o homicídio ter sido cometido por um militar contra outra integrante da mesma instituição acendeu alerta quanto ao risco de abalo na disciplina e na hierarquia do Exército. O juiz observou que a integridade das Forças Armadas depende da manutenção rigorosa desses princípios, o que reforçou a necessidade da custódia preventiva.

A decisão também cita que Kelvin Barros teria adotado ações para dificultar o trabalho dos investigadores, entre elas tentar incendiar o corpo de Maria de Lourdes, o que agravou ainda mais a avaliação judicial sobre sua permanência em liberdade.

Com a conversão da prisão, o soldado seguirá detido enquanto as investigações prosseguem e o Ministério Público reúne elementos para a denúncia. O caso segue sob acompanhamento das autoridades militares e civis.
ROMANEWS – Edição: Montedo.com

Respostas de 2

  1. Só tem um probleminha nisso tudo: a competência da Justiça ⚖️ Militar da União, afinal o crime foi cometido dentro de área sob administração militar e envolveu 2 militares. Para que não haja alegações de nulidades no futuro, seria de bom alvitre a instauração do IPM com comunicação do fato imediatamente à auditoria Militar de jurisdição, para que o ramo de justiça especializada possa assumir a competência. O comandante da OM no exercício de polícia judiciária Militar não pode deixar a questão na mão da polícia civil, por conveniência negligente.

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