Corpo de brasileiro que morreu na guerra da Ucrânia será sepultado hoje no RS

Tailon integrava uma unidade de forças especiais no país invadido (Fotos: Arquivo pessoal)

 

Familiares e amigos de Tailon Ernesto Ruppenthal se despedem nesta sexta-feira

Ubiratan Júnior
Três Coroas (RS) – Familiares e amigos de Tailon Ernesto Ruppenthal, o Pneu, de 41 anos, se despedem dele nesta sexta-feira, 17, em Três Coroas. O gaúcho morreu no começo deste mês durante a guerra na Ucrânia, após um ataque russo.

O velório está previsto para começar às 7 horas no Ginásio Municipal, no Centro da cidade. Já o sepultamento será às 15 horas no Cemitério Evangélico do município que fica no Vale do Paranhana.

Desde a metade deste ano, Ruppenthal estava na Ucrânia, onde atuava como operador de drones na cidade de Dnipro. A morte dele aconteceu entre os dias 5 e 6 de outubro, após ser atingido por explosão causada por um drone da Rússia. Ele deixa uma filha adolescente que mora em Três Coroas.

O corpo dele chegou ao Brasil no fim da noite da quarta-feira, 15. Foi trazido por traslado terrestre de São Paulo ao Rio Grande do Sul.

Ruppenthal integrou a missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, em 2004, após a queda do presidente Jean-Bertrand Aristide. Ele escreveu o livro “Um Soldado Brasileiro no Haiti”, onde narra sua experiência.
CORREIO DO POVO – Edição: Montedo.com

Respostas de 3

  1. Um heroi de guerra e verdadeiro VETERANO.
    Sem manikakas, sem medalhas, sem boina colorida. Ele queria sentir uma guerra de verdade, não formaturas intermináveis a coroneis e generais e serviço de guarda.

    Eu entendo.
    Meus pesames

  2. Está morto, como qualquer outra pessoa que poderia ter convivido mais tempo com a família, se não tivesse se envolvido em brigas políticas de outros lugares — como se já não bastassem os problemas do Brasil.
    É triste ver o ser humano encarar a guerra como algo natural e ainda sentir orgulho disso, vangloriando-se a ponto de incentivar outros a provocar mais mortes e destruição.
    Deveríamos, ao contrário, valorizar e promover a paz, a saúde, a qualidade de vida e a convivência com as pessoas que amamos pelo maior tempo possível.

    1. Você acha mesmo?
      Eu assisti o filme do Patton uma vez, um grande filme, e o Patton em uma das últimas cenas fala: que Deus (era católico fervoroso e promoveu um padre que “fez” parar de chover nas ardenas) me perdoe, mas eu amo isso.

      Irmão, muita gente entra nas FFAA pq quer ver o pau quebrar mesmo.

      Outros entram para sobreviver, e consideram que o pau quebrar é punir soldado por coturno, treinar efusivamente para formaturas ou simplesmente passar sábados fazendo faxina.

      Eu acho que sei qual é o seu grupo.

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