He Weidong, vice-presidente da Comissão Militar Central (CMC), foi um dos nove indivíduos expulsos do Exército por terem “violado gravemente” a disciplina
A China informou nesta sexta-feira (17) que iniciou investigações por corrupção contra o segundo militar de maior patente do Exército, o general He Weidong, e outros oito comandantes, como parte da campanha anticorrupção ordenada pelo presidente Xi Jinping.
He Weidong, vice-presidente da Comissão Militar Central (CMC), foi um dos nove indivíduos expulsos do Exército por terem “violado gravemente” a disciplina, segundo uma declaração online do porta-voz do Ministério da Defesa, Zhang Xiaogang.
Oito pessoas foram expulsas do Partido Comunista Chinês, após terem integrado seu Comitê Central, precisou.
“A punição severa imposta a He Weidong, Miao Hua (…) e outros demonstra mais uma vez a firme determinação do Comitê Central do Partido e da Comissão Militar Central em perseverar na luta contra a corrupção”, sentenciou o porta-voz.
O anúncio encerrou meses de especulações sobre a situação de He, que não aparecia em público desde março.
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Esta é a primeira vez que o governo chinês confirma oficialmente sua destituição, sem revelar detalhes sobre uma eventual detenção.
Xi tornou a erradicação da suposta corrupção em todos os níveis do governo uma prioridade absoluta desde que chegou ao poder há pouco mais de uma década.
Os defensores dessa política afirmam que ela promove uma governança limpa, mas outros argumentam que também serve como ferramenta para o mandatário eliminar seus rivais políticos.
CORREIO BRAZILIENSE
Uma resposta
Todo regime totalitário deve eliminar supostos adversários, sob o risco de ruir.
Percebeu-se uma mínima crítica, o autor da crítica será alvo de rigorosa apuração pelo “cometimento de crimes”.
Stalin fez isso ao extremo, apagando até de fotografias antigos aliados condenados por “crimes”.
Fidel Castro fez isso. O caso mais famoso é do general Uchoa, outrora heroi da revolução cubana (tem vídeos no youtube sobre seu julgamento).
Dizem que Idi Amin Dada, de Uganda, até bebia o sangue daqueles transformados em inimigos.
Maduro perseguiu adversários com chances de derrotá-lo eleitoralmente, chegando a fraudar as últimas eleições.
Ditadores: ou se está com eles, ou se sofre as consequências.
Isso todos sabem.
A novidade dessa quadra é “democratas” defenderem os regimes de ditadores “amigos”.