Porta-voz do Exército israelense refuta acusações de genocídio

Entrevista porta-voz do exército de Israel

 

Segundo o major Rafael Rozenszaj, Israel atua de forma “sem precedentes” para minimizar mortes de civis

Thamirys Andrade
Porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI) para o Brasil, o major Rafael Rozenszajn refutou, em live com o Pleno.News nesta quarta-feira (15), as acusações de que seu país estaria cometendo um “genocídio” na Faixa de Gaza. De acordo com o militar, Israel tem atuado de formas sem precedentes para minimizar o número de mortes civis no enclave e “faz muito mais que o Hamas para salvar o povo palestino”.

– Os números são os seguintes: para cada um terrorista que morre na Faixa de Gaza morre um civil. Segundo a União Europeia e o Conselho de Segurança da ONU, em guerras urbanas, a relação entre militares e civis que morrem é de nove civis para cada militar. Ou seja, teriam que ter morrido na Faixa de Gaza mais de 225 mil civis, não 25 mil. A pergunta não é como morrem tantos civis, e sim que mágica Israel faz para que morram tão poucos civis na Faixa de Gaza em relação a qualquer outra guerra urbana ao redor do mundo – declarou o major.

Na sequência, Rozenszajn enumerou as ações que as FDI tomaram a fim de preservar a população civil em meio ao conflito:

– Nós fizemos mais de 150 mil ligações para os civis evacuarem as zonas de combate. Nós já lançamos mais de 9 milhões de panfletos para os civis evacuarem as zonas perigosas. Fizemos zonas humanitárias, corredores humanitários, pausas humanitárias, utilizamos armamentos cirúrgicos, informações de inteligência precisas para minimizar danos a civis. Nós abortamos dezenas de ataques porque civis apareceram nas proximidades dos alvos. Fazemos muito mais que o Hamas faz para salvar o povo palestino dessa guerra. A pergunta que fica é: um exército que quer cometer genocídio avisa os civis para evacuarem as zonas de combate? – indagou.

De acordo com o porta-voz, Israel quer viver “em paz”, mas tem vizinhos “muito desafiantes”. Para ele, a paz no Oriente Médio depende diretamente do desmantelamento de grupos terroristas como o Hamas, Hezbollah e Houthis.

– Nós queremos viver em paz, em coexistência, queremos viver. Infelizmente, nossos vizinhos são muito desafiantes. Nossos inimigos precisam reconhecer que o Estado judeu está aqui, é eterno, vai continuar existindo. Enquanto o Hamas estiver no poder na Faixa de Gaza, exigindo e planejando a destruição de Israel e construindo seus túneis subterrâneos, seus foguetes para eliminar Israel do mapa e preparando o próximo 7 de outubro, nunca vai ter paz aqui na região. Então todos aqueles que desejam a paz no Oriente Médio entre israelenses e palestinos, antes de mais nada, precisam exigir o desmantelamento total do Hamas – frisou.

No decorrer da entrevista, Rozenszajn também abordou a tensão de Israel com o Irã e revelou que enxerga o risco de uma guerra mais ampla no Oriente Médio futuramente. O major ainda lamentou a crise diplomática que há entre entre Brasil e Israel atualmente, e frisou desejar que as relações entre os dois países “voltem a ser como sempre foram”.

Por fim, deixou seus agradecimentos à comunidade cristã brasileira que ora e apoia o Estado de Israel:

– Quando me refiro à comunidade cristã no Brasil, eu quero antes de mais nada agradecer pelas orações. Eu quero agradecer o apoio, que é tão desafiante neste momento, com tantas narrativas enganosas, com tantas mentiras. A desinformação no Brasil é imensa. E a comunidade cristã apoia Israel, mas infelizmente nem sempre tem os argumentos e instrumentos necessários para desmantelar aquelas falsas acusações. Então, eu apelo a todos os cristãos que estão nos assistindo a receber as informações oficiais através das minhas redes sociais. Eles têm pela primeira vez a oportunidade de receber informações oficiais do Exército de Israel através de um porta-voz que fala português – frisou.

Esses e outros assuntos podem ser conferidos na entrevista completa a seguir:

pleno.news – Edição: Montedo.com

Respostas de 3

  1. Genocídio? Só porque matou milhares de mulheres, crianças, bombardeou casas, escolas e até hospitais? Naaada. A eterna vítima pode matar quantos quiser, afinal é o “povo escolhido”.

    1. Era óbvio que Israel iria, e até tinha o direito de retaliar um ataque terrorista e covarde, mas o que vimos em Gaza, foi um massacre sem precedentes, de uma população que simplesmente não tem para onde fugir, porque para quem não sabe, todas as suas fronteiras são fechadas.

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