Israel diz que combates na região norte da Faixa de Gaza acabaram

Ultimato de Israel ordena que população do norte de Gaza deixe a região — Foto: O Globo

 

Forças de Israel passarão a se concentrar em outras operações em Gaza

As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram nesta sexta-feira, 31, que encerraram as operações na área de Jabalia, no norte da Faixa de Gaza, após dias de combates intensos e mais de 200 ataques aéreos. Agora, voltam todas as atenções para Rafah, no sul do enclave palestino, onde dizem estar o último grande reduto dos batalhões do Hamas.

Um comunicado das FDI afirmou que o Hamas transformou Jabalia, um distrito urbano povoado por refugiados da guerra árabe-israelense de 1948, quando o Estado de Israel foi fundado, e seus descendentes, em “um complexo de combate fortificado”.

O texto acrescentou que soldados israelenses mataram centenas de militantes em combate corpo-a-corpo e destruíram grandes esconderijos de armas. No subsolo, teriam encontrado e desativado uma rede de túneis repleta de armas que “se estendia por mais de 10 quilômetros”, além de terem matado o comandante do batalhão distrital do Hamas.

Durante a operação em Jabalia, os soldados israelenses recuperaram os corpos de sete dos 250 reféns que terroristas liderados pelo Hamas sequestraram durante uma invasão ao sul de Israel, em 7 de outubro do ano passado – entre os quais estava o brasileiro Michel Nisembaum. Naquele dia, os militantes mataram cerca de 1.200 pessoas.

Ofensiva a Rafah
Nesta sexta, as FDI disseram que passarão a se concentrar em outras operações em Gaza. As forças israelenses informaram que soldados encontraram esconderijos de lançadores de foguetes e outras armas, bem como poços de túneis do Hamas no centro de Rafah, uma cidade superpovoada que abriga centenas de milhares de palestinos deslocados por combates em outros pontos do enclave.

O exército planeja uma ofensiva para desmantelar unidades de combate dos militantes que diz estar instaladas na cidade, que fica na fronteira com Egito. Tanques israelenses atingiram o centro de Rafah na terça-feira, como parte de uma série de operações de sondagem. Isso apesar da condenação internacional devido e de uma ordem contrária partindo da Corte Internacional de Justiça (CIJ), que exigiu a interrupção imediata das operações israelenses em Rafah.

Os riscos de uma invasão total em Rafah foram sublinhados no último domingo 26, quando um ataque aéreo israelense contra dois comandantes do Hamas desencadeou um incêndio que matou 45 pessoas em um acampamento improvisado para refugiados próximo ao complexo atingido.

Já Israel culpa o Hamas por deliberadamente operar em áreas residenciais provocar mais vítimas civis na guerra. Desde o início do conflito, mais de 36 mil palestinos foram mortos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo Hamas. O grupo nega ter usado civis como escudo.

Mesmo assim, a promessa do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de eliminar o Hamas como força política e de combate esbarrou nas raízes profundas do grupo islâmico no tecido social de Gaza. Na quarta-feira, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, instou Israel a apresentar um plano pós-guerra para Gaza, alertando que sem isso, seus ganhos militares podem não ser duradouros, arriscando um retorno do Hamas.

vejaEdição: Montedo.com

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