RS: Exército e prefeituras realizam iniciativas de mobilidade urbana

O corredor humanitário instalado entre duas das principais avenidas de Porto Alegre teve a duplicação concluída nessa quarta-feira (15/5) - (crédito: Alex Rocha/Prefeitura de Porto Alegre

 

Instalação de passarelas entre áreas rurais e urbanas para a substituição de pontes destruídas e a duplicação do corredor humanitário na capital visam recuperar o abastecimento de serviços e o fluxo de pessoas

Henrique Fregonasse*
As enchentes que assolam o estado do Rio Grande do Sul desde o início do mês causaram a obstrução de importantes rodovias e a destruição de pontes e estradas que interligavam o território gaúcho, causando um problema de mobilidade urbana no estado. O corredor humanitário instalado entre duas das principais avenidas de Porto Alegre teve a duplicação concluída nessa quarta-feira (15/5) e, segundo a prefeitura, já registrou aumento de fluxo nesta quinta-feira (16/5). Enquanto isso, o Exército Brasileiro (EB) já concluiu a instalação de pelo menos quatro passarelas provisórias que ligam municípios que estavam praticamente isolados no interior do estado.

Via provisória instalada no Centro de Porto Alegre, o corredor humanitário de 300 metros de extensão liga a avenida Castelo Branco ao Túnel da Conceição e permite acesso às avenidas Osvaldo Aranha e Protásio Alves, duas das principais da capital.

Segundo a prefeitura, o caminho, agora duplicado, foi estruturado para agilizar o abastecimento dos serviços essenciais da cidade, como oxigênio, água, alimentos e equipamentos de emergência.

O fluxo no corredor não é aberto a quaisquer veículos. Além de caminhões carregados de suprimentos, o uso da via provisória é permitido apenas para profissionais da área médica em atividades essenciais, veículos de emergência e ônibus intermunicipais e metropolitanos (circulando com adesivos fornecidos pela Secretaria de Mobilidade Urbana às empresas).

Passarelas flutuantes
Muitos municípios do interior do estado ficaram praticamente isolados em decorrência da crise climática. As enchentes, chuvas extremas e deslizamentos destruíram estradas, pontes e outros acessos que conectavam esses territórios entre si e às áreas urbanas.

Na tarde desta quinta, o Exército finalizou os trabalhos de instalação de uma nova passarela de pedestres sobre o Rio Pardo, em Candelária (RS). Realizada no âmbito da Operação Taquari 2, a passarela tem 144 metros de extensão e liga a zona urbana à rural do município.

Em vídeo divulgado nas redes sociais do EB, é possível ver militares do 3º Batalhão de Engenharia de Combate de Cachoeira do Sul (RS) movendo as boias de sustentação que manterão a estrutura sobre a superfície do rio.

Na última terça-feira (14/5), militares do EB instalaram outras duas outras passarelas flutuantes. Militares do 5º Batalhão de Engenharia de Combate Blindado implantaram uma passadeira de 100 metros de extensão sobre o Rio Forqueta, entre os municípios de Lajeado e Arroio do Meio, no Vale do Taquari — uma das regiões mais afetadas pelas enchentes. De acordo com o Exército, a passadeira tem capacidade de escoamento de 20 pedestres por minuto.

A outra passarela instalada nessa terça está localizada sobre o Rio Pardinho, na região do Alto Sinimbu, e permite a passagem de moradores das localidades de Linha Desidério, Linha Rio Grande, Alto Sinimbu e Bismark, que estavam isoladas até então.

Os esforços do Exército de auxílio à mobilidade com as passadeiras foram iniciados ainda na semana passada, na madrugada de quinta-feira (9/5), quando o 12° Batalhão de Engenharia de Combate Blindado instalou a primeira passarela, sobre o Rio Soturno.

A travessia, de 60 metros de comprimento, liga São João do Polêsine a Faxinal do Soturno, na região da Quarta Colônia, e substitui provisoriamente uma ponte que foi impactada pelas enchentes.

*Estagiário sob supervisão de Ronayre Nunes

CORREIO BRAZILIENSE

Uma resposta

  1. Como eram sabios e estrategicos os generais da decada de 80 e 90. Conhecendo o RS encheram de quarteis de engenharia o sul do pais ante tantos obstaculos e intemperes.

    Agora o que nunca entendi e o que o quartel de engenharia de itajuba faz. O mais proximo ali e uma bda inf de montanha.

    Mas nao sei ….deve ter um proposito ..

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