Junta militar de Myanmar condena três altos oficiais do exército à morte

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Golpe militar de 1 de fevereiro de 2021 mergulhou Myanmar, antiga Birmânia, numa profunda crise política

A junta militar de Myanmar (antiga Birmânia) condenou à morte três oficiais superiores do exército por abandonarem uma cidade estratégica perto da fronteira chinesa, disseram hoje fontes militares à agência de notícias AFP.

“Três brigadeiros-generais, incluindo o comandante da cidade de Laukkai, foram condenados à morte”, disse uma fonte militar.

A fonte preferiu manter o anonimato por não estar autorizada a falar com jornalistas.

Alegadamente, os oficiais do exército teriam, em janeiro, abandonado uma cidade estratégica perto da fronteira com a China, deixando-a à mercê de grupos étnicos.

O golpe militar de 01 de fevereiro de 2021 mergulhou Myanmar, antiga Birmânia, numa profunda crise política, social e económica e abriu uma espiral de violência com novas milícias civis que exacerbaram a guerra de guerrilha que dura há décadas no país.

Pelo menos 4.484 pessoas, incluindo ativistas pró-democracia e civis, foram mortas pela repressão da junta militar, de acordo com a ONG birmanesa Associação de Assistência aos Presos Políticos, desde que o golpe de Estado pôs fim a uma década de transição democrática na Birmânia e ao governo eleito da laureada com o Prémio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, que se encontra detida desde a revolta.

JN PY

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