Tenente do Exército é denunciada pelo assassinato do marido no litoral de São Paulo

Karina de Freitas Fogolin
REPRODUÇÃO/ RECORD TV

A tenente do Exército foi denunciada por homicídio com duas qualificadoras

Eduardo Velozo Fuccia
Autora de dois tiros contra o marido empresário, que morreu após 53 dias de internação, uma dentista tenente do Exército foi denunciada por homicídio qualificado pelo motivo fútil e pelo emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. O crime ocorreu em 3 de dezembro de 2021, em Praia Grande, no litoral de São Paulo.
Segundo a denúncia do promotor substituto Carlos Eduardo Viana Cavalcanti, embora o laudo necroscópico não tenha constatado como causa da morte ferimento provocado por disparo de arma de fogo, a vítima morreu em decorrência da conduta da denunciada.
A denúncia foi oferecida no último dia 7 e o juiz Eduardo Ruivo Nicolau, da Vara do Júri de Praia Grande, recebeu-a na segunda-feira (10/7). O promotor narrou na inicial que o empresário e a acusada estavam casados havia cerca de quatro meses, não possuíam filhos em comum e viviam um “relacionamento conturbado motivado por ciúmes”. Na data do crime, Bruno e a mulher discutiram mais uma vez e ele resolver sair do imóvel onde residiam. Para isso, separou roupas dele e da filha adolescente. Em seguida, o homem foi com a garota até o seu carro.
O veículo já havia sido retirado da garagem e estava em frente à casa. Nesse momento, a ré questionou o marido para onde iria e, como não obteve resposta, pois a vítima falava ao telefone, iniciou-se novo desentendimento, durante o qual a mulher sacou uma pistola e disparou duas vezes. Uma bala atingiu a mão do empresário, enquanto a outra acertou o pescoço e se alojou na região torácica.
“O crime foi praticado por motivo fútil, tendo em vista que a denunciada, após mera discussão de casal, resolveu efetuar disparos de arma de fogo contra o esposo. Ainda, o crime foi praticado com recurso que dificultou a defesa do ofendido, pois efetuou disparos de arma de fogo durante discussão e enquanto a vítima falava ao telefone celular, o que reduziu ao extremo as chances de defesa”, detalhou o representante do MP.

Tudo filmado
Câmeras de segurança registraram a ação da tenente do Exército e desmoronaram a sua versão inicial, dada a policiais militares, de que o marido havia sido baleado por ladrões. Autuada por tentativa de homicídio simples, a acusada teve a prisão em flagrante convertida em preventiva no dia seguinte em audiência de custódia.
Uma semana depois, a juíza Natália Cristina Torres Antonio deferiu pedido de liberdade provisória feito pelo advogado Eugênio Carlo Balliano Malavasi. Em contrapartida, a magistrada lhe impôs as medidas cautelares de recolhimento domiciliar noturno e proibição de se mudar de endereço sem prévia autorização judicial.
Processo 1503984-27.2021.8.26.0536
Consultor Jurídico

Uma resposta

  1. Por que as reportagens ainda colocam os cargos das pessoas criminosas antes de seu nome? Como Tenente fulana, Tenente-Coronel cicrano, Coronel outro, esqueçam a instituição a que pertençam, pois eles não representam suas instituições, todos indistintamente, são infratores. Devemo-nos deixá-los no ostracismo.

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