Exército, energia nuclear e cocaína: veja o que a CIA divulga sobre o Brasil

General Tomás e demais comandantes em cerimônia do Dia do Exército: continência ao presidente Lula Ricardo Stuckert/ Presidência da República

Agência de inteligência americana atualizou o seu “factbook”, adicionando novas informações para arquivo público sobre o país

Ana Beatriz Bartolo, Valor — São Paulo

A agência de inteligência dos Estados Unidos (CIA) atualizou o seu arquivo público sobre o Brasil, disponibilizado no seu “factbook”, um tipo de almanaque com informações básicas sobre diferentes países. O órgão americano trouxe mais detalhes sobre as funções dos militares brasileiros, a produção de energia nuclear no país e a relação do Brasil como o tráfico de drogas, em especial a cocaína.

O “factbook” da CIA reúne informações básicas sobre 266 entidades mundiais, incluindo detalhes sobre a história, demografia, governo, economia, energia, geografia, meio ambiente, forças militares e questões internacionais.

Sobre o Brasil, a agência de inteligência americana atualizou o texto no dia 15 de junho. Nessa última versão do arquivo brasileiro, a CIA detalha o papel das Forças Armadas Brasileiras (FAB), com explicações sobre a Marinha, o Exército e a Aeronáutica.

“As Forças Armadas Brasileiras são o segundo maior exército do hemisfério ocidental, atrás dos EUA; embora sejam responsáveis pela segurança externa e proteção da soberania do país, o Brasil não possui disputas territoriais com seus vizinhos ou rivalidades regionais”, escreve a CIA.

A agência de inteligência também comenta que além do patrulhamento e proteção das fronteiras e litoral do Brasil, as Forças Armadas atuam no auxílio desastres naturais domésticos, na assistência humanitária e participa de missões multinacionais de manutenção da paz.

A função das forças armadas no Brasil
Entrando em mais detalhes sobre as forças armadas brasileiras, a CIA destaca o papel do Exército na segurança interna, incluindo o apoio à polícia no combate ao narcotráfico, o auxílio em surtos de doenças e o fornecimento de segurança em grandes eventos, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

“O Exército está organizado em comandos regionais, regiões militares e divisões de base geográfica que cobrem todo o país; possui aproximadamente 30 brigadas de combate que incluem infantaria leve, mecanizada ou motorizada, blindados leves/cavalaria, operações especiais, artilharia e forças de helicópteros; muitas das brigadas de infantaria leve são especializadas em operações de guerra aérea, aerotransportada, de selva, montanha ou urbana”, descreve a CIA.
Outro ponto abordado no “factbook” é que o exército brasileiro possui uma força expedicionária de um batalhão de mil soldados para missões internacionais e que o objetivo é aumentar essa brigada para até 3 mil homens até 2030.

Já sobre a Marinha, a agência de inteligência americana aponta para as operações costeiras, regionais e fluviais dessa força militar, que operam desde o patrulhamento marítimo e projeção de poder até o combate à pirataria, pesca ilegal, narcotráfico e crime organizado.

Segundo a CIA escreveu em seu site, “os principais navios de guerra da Marinha incluem aproximadamente 14 fragatas, corvetas e navios de patrulha offshore, 7 submarinos de ataque e um navio de assalto anfíbio de plataforma de pouso de helicóptero multifuncional (LPH), que serve como o carro-chefe da frota”, além de “uma ala de aviação com cerca de 50 aviões de combate e helicópteros e uma força anfíbia marinha”.

Por fim, sobre a Aeronáutica, a CIA comenta sobre as mais de 100 aeronaves de caça e ataque ao solo, além de dezenas de aeronaves de apoio e helicópteros para missões como patrulhamento, reconhecimento, transporte, logística, missões especiais e treinamento.

Energia nuclear
A segunda novidade no arquivo da CIA sobre o Brasil foi a inclusão de um tópico específico para falar sobre a produção de energia nuclear no país. Anteriormente, a agência apenas relatava que esse tipo de energia representava 2,3% da capacidade instalada de geração de energia no Brasil.

Agora, além de numerar os dois reatores de energia nuclear em operação no país e o terceiro que está em fase de construção, a CIA também registra que capacidade líquida de reatores nucleares operacionais é de 1,88 gigawatt (GM).

As usinas nucleares seriam responsáveis por 2,5% da eletricidade e 1% da energia produzidas, segundo dados de 2021 divulgados pela CIA.

Relação com o tráfico de drogas
Outro ponto que a CIA decidiu atualizar sobre o Brasil é a posição ocupada pelo país no tráfico internacional de drogas, em especial o da cocaína.

Segundo o arquivo, o Brasil seria “um importante país de trânsito e destino de cocaína com destino à Europa e outros destinos, incluindo os Estados Unidos; uma fonte importante de precursores ou produtos químicos essenciais usados na produção de narcóticos ilícitos”.

A CIA também avalia que o uso e dependência de drogas no Brasil é um problema significativo e que o país fica apenas atrás dos EUA no consumo de cocaína.

Antes da atualização do “Factbook”, a CIA afirmava que “a maior parte da cocaína entra no Brasil vinda dos países produtores vizinhos Bolívia, Colômbia e Peru e depois vai para a África Ocidental e Europa, mas uma porcentagem crescente alimenta o consumo doméstico substancial de drogas”.

Endereço
A CIA também aproveitou essa nova versão sobre o relatório a respeito do Brasil para atualizar o site da embaixada brasileira nos EUA.

VALOR

6 respostas

  1. Uma curiosidade, em duas ocasiões, Em exercicio combinado com a Marinha Americana e OTAN, submarinos brasileiros, de propulsão diesel-elétrico, da classe Tamoio “afundaram” dois Porta Aviões da nucleares da American Navy e navios da OTAN. Eles ofereceram uma fortuna para compra dessas belonaves e estudo, o que foi rechaçado. Pesquisem na internet os fatos.

  2. Kkkkkk sempre uma história obscurecem adjetivos dúbios que sempre merecem uma exaustiva pesquisa e baseado em relatos superlativos e anônimos.
    Viva nossas forças armadas

  3. Vamos falar a “verdade”, uma palavra que causa repúdio aos oficiais das FFAA atuais, o que está sendo amplamente constatado na CPI da Câmara. O deputado federal Ricardo Salles disse tudo ao afirmar que as FFAA atuais enxugam gelo em operações caríssimas aos Cofres Públicos, sem nenhum retorno positivo para o país e para a sociedade brasileira que custeia esse teatro todo. É muito dinheiro jogado no lixo em um país carente de ensino, saúde e segurança pública. Militares patriotas de verdade vão concordar que o exército brasileiro atual é um exército de festim, mas como a “verdade” é algo proibido nas forças Armadas nas últimas décadas, muitos vão contestar esses fatos. Vida que segue.

    1. na República de hoje se destacam Lula na Presidência, Alexandre de Moraes no STF, General Tomás no comando do EB, Dilma no Brics e José Dirceu agindo nos bastidores.

  4. E o soldo não sai? uma migalhinha em 4 x.
    O anterior, só aumento o tempo de sv, o interstício e comtrubuição da pensão.
    E falam que foi bom.

  5. na República de hoje se destacam Lula na Presidência, Alexandre de Moraes no STF, General Tomás no comando do EB, Dilma no Brics e José Dirceu agindo nos bastidores.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pular para o conteúdo