Após poder de polícia: “Mais de 90% da atividade ilegal não ocorre mais”, diz comandante militar da Amazônia

Exército apreende 4 aviões usados em garimpo ilegal na Terra Yanomami
FOTO: 1ª BDA INF SL

Segundo comandante do CMA, decreto permitiu que mais de mil soldados atuassem contra o garimpo
Assinado pelo Governo Federal, o decreto deu poderes de polícia às Forças Armadas. Declaração do general Ricardo Costa Neves aconteceu durante o segundo dia da 1ª Conferência Internacional sobre Soberania e Clima, em Brasília

                      General Ricardo Costa Neves, comandante militar da Amazônia (Jefferson Ramos – A CRÍTICA)

Jefferson Ramos
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O comandante do Comando Militar da Amazônia, sediado em Manaus, general Ricardo Costa Neves, afirmou nesta quinta-feira (29) que o decreto assinado pelo governo federal, que deu poderes de polícia às Forças Armadas, permitiu o emprego de cerca de 1.100 militares das três forças no combate ao garimpo e assistência à terra do povo Yanomami, em Roraima.

A declaração foi dada ao A CRÍTICA durante o segundo dia da 1ª Conferência Internacional sobre Soberania e Clima, organizada pelo Centro Soberania e Clima, na Escola Superior de Defesa (ESD), em Brasília.

“Tivemos a atualização deste decreto, dando às Forças Armadas a missão de realizar atividades preventivas e repressivas aos crimes transfronteiriços e delitos ambientais na faixa de fronteira. Segundo dados da PF, mais de 90% da atividade ilegal de mineração já não ocorre mais, bem como a diminuição dos voos ilegais dos garimpeiros e o sufocamento da logística dessas atividades ilegais”, registrou.

O novo decreto, assinado na semana passada por Geraldo Alckmin, dá às Forças Armadas atribuições de polícia, como fazer revistas pessoais, cumprir mandados de busca e apreensão e efetuar prisões em flagrante na faixa de fronteira que atravessa a Terra Indígena Yanomami, em Roraima.

O objetivo é ampliar a cooperação das Forças Armadas com a Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Força Nacional que, desde janeiro, vem atuando para o desmantelamento do garimpo ilegal na Terra Yanomami.

O general revelou que, com o apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), as Forças Armadas conseguiram distribuir 600 toneladas de alimentos desde o início dos esforços para atender o povo Yanomami.

“A nossa missão precípua é garantir uma assistência adequada aos Yanomamis, quer seja através do apoio médico e com a distribuição de cestas básicas. Temos feito isso com uma intensidade muito forte. Trabalhando com a Funai, já distribuímos 600 toneladas de alimentos para os indígenas”, reforçou.

O CMA compreende os estados do Amazonas, Acre, Roraima e Rondônia. Desde o ano passado, a instituição é comandada pelo general Ricardo Costa Neves.

acritica.com

3 respostas

  1. Ja que não temos guerras para nos atualizarmos, deveríamos usar a Amazônia como uma – ESCOLA DE AÇÃO REAL permanente – para o couro engrossar!!!O administrativo reina nas unidades do EB! Enquanto as PMS Viraram pequenos exércitos por forca da necessidade diária de combater!

  2. Anônimo disse a verdade. Mas lembrando que a PM do RJ por exemplo é um pequeno Exercíto em guerra diária, e ou seja já virou um pequeno Exercíto a muitas décadas. Basta ver a saraivada de balas que deram em uma ação na linha vermelha, vai ver que são treinados a ponto de estarem aptos a arriscarem a vida DIARAMENTE sem ter medo da morte …pois quem deixou de lutar, já morreu faz tempo …

  3. O rJ Governado por vários governo corrupto, os bandidos, traficante estão fazendo o que quer, a policia enjugando gelo, o censo desde ano já diminuiu a população, se continuar assim o ultimo vai fechar a porta, poque falta segurança num estado que foi entrega aos marginais, e a nossa justiça de olhos fechado, as forças armadas tem que ter poder de policia, pra pegar pesado com o trafego,na Amazônia, e nos estado, acorda Brasil.

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