Mauro Cid presta depoimento à CGU sobre as joias sauditas

Mauro Cid (de farda verde) caminha ao lado de Bolsonaro em viagem aos EUA: ajudante de ordens tornou-se mais do que um 'carregador de pasta' do presidente Foto: Alan Santos/Presidência da República/08-03-2020

Ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid foi um dos enviados à alfândega para tentar liberar as joias apreendidas pela Receita Federal

Maria Eduarda Portela
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), prestou depoimento à Controladoria-Geral da União (CGU) nesta quinta-feira (1º/6). O militar falou sobre o caso das joias apreendidas pela Receita Federal.

A CGU abriu investigação para apurar a participação de servidores e autoridades no caso das joias sauditas apreendidas com a comitiva do ex-presidente Bolsonaro, em São Paulo.

Em diversos momentos, o governo federal tentou recuperar os itens de luxo avaliados em R$ 16,5 milhões. As peças seriam um presente do regime da Arábia Saudita à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

Segundo informações divulgadas pelo jornalista da Rede Globo Cesar Tralli, Cid respondeu questionamentos na condição de testemunha, e não de investigado. O militar repetiu as alegações apresentadas durante depoimento à Polícia Federal (PF).

Mauro Cid informou que não houve ordem de recuperação dos itens de luxo por parte de Bolsonaro, mas uma solicitação. O militar relatou que, em seguida, entrou em contato com o então secretário especial da Receita, Júlio César Vieira Gomes, sobre o caso.

Gomes afirmou que havia um pacote retido pela alfândega no Aeroporto Internacional de Guarulhos, mas já havia um pedido para liberação do item com data de novembro de 2021 em nome do então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

O militar informou à CGU que Júlio César o orientou sobre as tratativas que deveriam ser realizadas e os documentos para solicitar a retirada do presente à Receita. A maioria das tentativas ocorreu por meio do WhatsApp.

Mauro Cid
O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro está preso desde o início de maio no âmbito da operação da Polícia Federal que investiga a inserção de informações falsas no ConectSUS, do Ministério da Saúde, para obter vantagens ilícitas.

Cid encontra-se no Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília.

METRÓPOLES

4 respostas

  1. Esse “cidadão” aí é a sumidade de pessoa, consegue estar em todo lugar: – na mira da justiça federal, no STF, no TSE, na PF, na PGU, no TCU, etc, mais parece um polvo com seus tentáculos, porém cabe ressaltar que ele era um mero boneco de fantoche – um autor imediato – manipulado pelo autor mediato, o qual todos sabem quem é. Vai se lascar com pena/multa penal e sanções civis e no final não vai restar qualquer bem no espólio do “morto/vivo” ficto.

  2. O ex-futuro general de Exército. Foi o primeiro colocado de Vários cursos do EB, fala Vários idiomas, garoto Prodígio . Mas pelo visto faltou um curso, o de gerenciamento de Carreira e Gestão de risco. Se tivesse assistido a essas aulas, talvez nao Estaria nessa Situação.

  3. É uma enorme tristeza ver qual é a conduta de umoficial das Agulhas negras de Artilharia, parece não ter a minima dignidade de um cidadão comum de bem. Esse é o atual padrão das Agulhas Negras e dos Oficiais de Carreira do Exército.

  4. Muita gente maldosa aqui neste site ,invejosos ,o Cel Cid é um cara honrado e bom caráter ,o problema é Que, não se deram conta ainda que o país está sendo dirigido por gente que aos poucos irão tomar de cada um de nós a nossa liberdade ,hj é o pessoal de direita ,amanhã será toda a população que se opuser aos mandos e desmandos dessa elite que está no poder .

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