Militares brasileiros não pediram apoio para golpe, diz general dos EUA

Em 2023, general Laura Richardson se encontrou, com o ministro da Defesa, José Múcio, durante visita ao Brasil (Southcom)

PF investiga o suposto envolvimento de militares brasileiros em planos para resistir aos resultados das eleições de 2022Leandro Prazeres
Da BBC News Brasil em Brasília
A comandante do Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos (Southcom), general Laura Richardson, disse, em entrevista exclusiva à BBC News Brasil, que militares brasileiros não procuraram suporte para um suposto golpe militar durante a corrida eleitoral que acabou na derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2022.

“Absolutamente, não. Eles não pediram nenhum tipo de suporte. Nós não discutimos nada político”, disse a militar na quinta-feira (25/5).

O Southcom é o comando militar norte-americano responsável por atuar na América do Sul, Central e no Caribe.

O suposto envolvimento de militares brasileiros em planos para resistir aos resultados das eleições de 2022 e impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem sendo investigado pela Polícia Federal com base em mensagens de texto trocadas por oficiais próximos ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Entre eles está o coronel Élcio Franco, que atuou como secretário-executivo do Ministério da Saúde e como assessor especial do Ministério da Casa Civil, subordinado ao general Walter Braga Netto, que foi candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro à reeleição. O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

Até o momento, não há indicação de que o governo norte-americano estivesse dando algum tipo de apoio aos militares brasileiros descontentes com o resultado das eleições.

A preocupação, no entanto, foi cogitada em 2022 por conta do histórico de apoio que o governo norte-americano deu ao golpe de estado ocorrido no Brasil em 1964, quando os militares brasileiros depuseram o então presidente João Goulart, visto como um político de esquerda que simpatizava com o então bloco comunista.

Cinquenta e nove anos depois daquele episódio, a general norte-americana veio ao Brasil nesta semana para estreitar suas relações, justamente, com os atuais comandantes das Forças Armadas brasileiras sob um governo de centro-esquerda. Na quinta-feira, por exemplo, ela se reuniu com o ministro da Defesa, José Múcio.

Laura Richardson é a primeira mulher a liderar o Southcom. Antes disso, ela também foi a primeira mulher a comandar o Northerncom, responsável pela área que abrange Estados Unidos, Canadá, México e parte da Groenlândia. Leia mais.

BBC Brasil

9 respostas

  1. Bobagem, mesmo se estivessem armando junto com militares golpistas, eles mentiriam. Fizeram isso em 64 e fariam agora.
    Conversa jogada fora.

  2. Vale lembrar que MTA gente da PF e PRF se alinhou ao minto, agora quem vai investigar isso aí? Vão fingir demência? Vão fingir que não fizeram isso?

  3. É uma verdadeira chanchada! Fizeram um circo botando um desmiolado na presidência que prestava continência para a bandeira dos EUA, queria uma base deles para enfrentar a Venezuela, incentivou um golpe, tentou convencer embaixadores de outros países, incentivou a copia das ações do Capitolio americano no Brasil, foge para Miami e não bastasse o envolvimento dos Chefes militares do Brasil, ainda envolve Os militares dos EUA…

  4. “Transcrição das mensagens e áudios entre Mauro Cid e o ex-major Ailton Barros”
    As mensagens sobre golpe ocorreram em dezembro de 2022.
    Barros começa explicando o “conceito da operação”:

    “Conceito da operação. Então, hoje já é 0h59 de quinta feira, dia 15 de dezembro. É o seguinte: entre hoje e amanhã, sexta-feira, continuar pressionando o Freire Gomes [então comandante do Exército] para que ele faça o que ele tem que fazer”, afirmou o ex-major.

    Ele continua: “Até amanhã a tarde, ele [o comandante] aderindo bem, ele faça um pronunciamento. Então, é.. Se posicionando dessa maneira, para a defesa do povo brasileiro. E se ele não aderir, quem tem que fazer esse pronunciamento é o Bolsonaro, para levantar a moral da tropa, que você viu, né, eu não preciso falar, que está abalada, em todo o Brasil”.

    Mais adiante, no áudio, Barros afirma que “na segunda-feira tem que ser lida a portaria ou as portarias, o decreto ou os decretos de garantia da lei e da ordem e botar as Forças Armadas, cujo comandante do supremo é o presidente da República, para agir”.

    No material obtido pela PF, não aparece se Cid respondeu ao áudio.

    Fonte Globo.com

  5. Se os EUA estivessem envolvidos ou não, não saberíamos, isso é fato.

    Estamos com presença militar estrangeira participando de exercícios na Amazônia.

    ” certa vez, um galo dizia ter uma crista de fogo, vermelha como era, mantinha a dúvida na raposa que não o atacava. Mas a raposa esperta, brincava com o galo mas nunca o atacava. Em uma destas brincadeiras a raposa tocou rapidamente a cristã do galo: é bem macia, não é de fogo! Decretou ali O destino do galo “.

    Manter a dúvida na raposa é primordial, senhores “Especialistas”.

    1. Concordo contigo. O problema é que o ser humano é egoísta e só pensa em si.
      Por causa de umas migalhas em diárias e ajuda de custo nos EUA (cursos e palestras que pouco servem) entregam nossos “segredos” de defesa para quem mais nos sacaneia.
      O pior é que tem gente que ainda acredita que os inimigos deles (China e Rússia) são nossos inimigos.

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