Rodrigo Roca alega “razões de foro profissional e impedimentos familiares”. Ele defendeu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no caso das “rachadinhas” e foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro ao cargo de secretário da Senacon.
O advogado Rodrigo Roca deixou a defesa de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. A defesa, procurada pelo blog, confirmou a informação. Veja a nota:
Renuncio à defesa dos interesses do Cel. Mauro Cid nos inquéritos em que figura como investigado, por razões de foro profissional e impedimentos familiares da minha parte.
Rodrigo Roca
Cid foi preso na quarta-feira (3) pela Polícia Federal (PF), em operação que apura a inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde. Segundo a investigação da PF, foram forjados os certificados de vacinação de Jair Bolsonaro, de sua filha mais nova, além da esposa e filha do próprio Cid e de outras pessoas ligadas ao ex-presidente.
Roca foi advogado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no caso das “rachadinhas” e, em 2022, foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro como Secretário Nacional do Consumidor (Senacon).
Como o Estudio i, da GloboNews, revelou na semana passada, existe um racha na estratégia de defesa de Cid.
O entorno de Cid – principalmente familiares – não aceita que ele assuma toda responsabilidade por eventuais delitos sozinho. O advogado Roca, por sua vez, não faz delação premiada. Muito próximo à família Bolsonaro, ele deixou a defesa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres e, agora, também a de Cid.
Mais do que delação, a preocupação da família e amigos de Cid é com a biografia e o nome da família – como revelado pelo Estúdio i na semana passada.
Em entrevista ao Estúdio I na quinta-feira (4), Roca afirmou que não houve “qualquer intervenção por parte do presidente Bolsonaro” no caso da suposta fraude no cartão de vacinação dele, de sua filha e de outras pessoas. A família de Cid se irritou também com a entrevista de Roca ao Estudio I, em que ele mais parecia defender Bolsonaro do que o ex-ajudante de ordens.
Respostas de 4
Conflito de foro Familiar na defesa do TC Cid, a família todos sabem qual é. Ficou nítido em sua entrevista na Globo, o tal foro familiar a que se refere agora. O Cid tem que escolher um defensor especializado em cooperação com a justiça “Plea Bargain”, para reduzir muito as Consequencias de seus atos, quem sabe não obtenha perdão Total e escape da reclusão e mantenha parte de sua carreira até Cel.
kkk! Depois que eu assisti a entrevista do ex-advogado do TCel Cid, o advogado estava ali para defender os interesses do outro outro cliente, menos o do TCel Cid. Agora pelo menos vai ter pelo menos um advogado para representa-lo. E com certeza, esse movimento de troca de advogado foi arquitetado pelo seu pai. O General Cid, deve estar avaliando os danos que a subserviencia e devoção do filho, extrapolando e muito as funções do AJO, deve causar a sua carreira, inclusive aí uma condenação onde deve cumprir algum tempo em regime fechado, e suas consequencias com a exclusão do Exército. Uma das saídas para o TCel Cid, uma vez que ele já tem mais de 20 anos de serviço, seria a inclusão para a passagem para a reserva na quota compulsória, Art 13 letra c) Estatuto dos Militares. Com isso, ele mitigaria os danos.
Eu realmente fico muito feliz em ver um oficial da Acadimia pagando seus crimes. Probidade e lealdade, os valores do cadete. Sem falar que é filho de general. Essa é a educação que um general tem condições de passar para seu filho.
Bernardo Fenelon, especialista em Plea Bargain assume defesa de Cid a pedido da família e o Ex-ministro da justiça tem sua prisão relaxada e uma nova rodada de investigações tá para sair. A coisa tá ficando feia para a Bozolândia.