FÁBIO ZANINI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O governo federal avalia ser um tiro no pé a proposta de emenda apoiada por deputados do PT para mudar o artigo 142 da Constituição, que trata das Forças Armadas.
A iniciativa, capitaneada pelo deputado Carlos Zarattini (PT-SP), proíbe que militares da ativa exerçam cargos civis em governos, acaba com as operações de GLO (Garantia da Lei e da Ordem) e muda a redação do artigo para acabar com interpretações distorcidas de que haveria um “poder moderador” sobre a democracia.
Na visão de auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a proposta geraria forte reação na caserna, sobretudo no ponto que acaba com GLOs em ações de segurança pública.
Isso levaria a uma reaproximação de militares e parlamentares bolsonaristas para barrar o projeto, o que reverteria uma das prioridades do governo Lula, justamente a “desbolsonarização” das Forças Armadas.
Como alternativa, o governo pretende apresentar um projeto que proíbe que militares que disputem eleições retornem à carreira em caso de derrota.
yahoo!notícias/montedo.com
Respostas de 11
Tiro no pé, não, tiro no saco e bicuda na canela em jejum! Quanto ao projeto alternativo de proibir militares de voltar a ativa caso disputem eleições e percam… É um tiro no estômago do militar que se candidate, é o seu “harakiri” para a vida castrense.
O objetijo é alijar o militar da política partidária. Ora, quem em sã consciência arriscaria sua carreira militar por uma vitória incerta em um pleito eleitoral.
A Constituição Federal foi escrita por quem, políticos ou militares? E, se é para ser FA apolítica, como muitos dizem, deveriam criar uma constituição própria, não é mesmo? E, se as FA não podem ser politizadas, com aprendizado politico, o politico não deveria se intrometer nas regras das FA. Certo?
Isso! Igual ao valoroso e democrático exército de Myanmar!
Com a aprovação da nova lei do exercício passivo eleitoral pelo militar o militar que se arrisque a se candidatar a um cargo político, quem arrisca não Petisca, não é bozonistas? 🤣🤣🤣🤣🤣. Faça um concurso, pois nesse enquanto estiver em estágio probatório, se não passar, pode voltar.
Se criarem batalhões gays ou trans e impedi-los de participar da politica será qual tipo de crime?
Cara fiquei 25 anos no EB, e acho Ótimo que se faça essa EC, desde que seja garantido ao militar a Aposentadoria proporcional o seu tempo de serviço. Realmente vai ser um tiro no pé desse Of Gen subservientes que estão ai puxando o saco da Petralhada.
Engraçado é que a “alternativa” é justamente proibir que militares possam agir de maneira correta caso tenham alguma pretensão política que seria se candidatando, mais grave ainda é proibir os militares de votar já não podendo se candidatar, deixam de poder votar.
Eis aí, sorrateiramente, o ativismo sindical traçando regras para as FFAA, como fazem com o comercio, a industria e o agro, destruindo reputações, empregos e a economia, em causa própria, apoderando-se de estatais, mensalões e petrolões, enviando dinheiro para ditaduras diversas para fortalecer os companheiros em detrimento dos investimentos internos.
“Nunca interrompa seu inimigo enquanto ele estiver cometendo um erro” Napoleão
Acredito que ninguém irá achar ruim o fim do GLO, afinal, não somos formados para isso. Com efeito, poderemos nos concentrar no que realmente importa: administração pública.
Para as forças Armadas, basta jogar um osso quando estivermos com fome, pois iremos abanar o rabinho, seja la quem for.
Será que o Sr consegue perceber o que é esse sindicato que, por hora, governa este país?
O militar não pode mais se candidatar a cargo político?
Caso se candidate e não sendo eleito, deve ser licenciado, deve dar baixa?
25 anos de caserna com essa visão rasa das coisas.
Se por um lado é importante preservar a democracia pela “despolitização” das Forças Armadas, alterando a CF 88, o que realmente me preocupa e poucos militares estão percebendo é que os políticos, principalmente os Da “resistência”, estão pensando que os militares são cidadãos de segunda categoria e aparentemente não estariam incluídos no povo do qual emana todo o poder, que é (mal) exercido por seus representantes (que representam a si mesmos). Estes políticos estão Querendo criar uma espécie de aparteid entre militares e civis em relação a direitos políticos. Acho curioso Que de outros servidores Públicos não se faz tal exigência de ter que deixar o cargo. Aliás, a orgia é tamanha que políticos eleitos deputados federais, por exemplo, estando Ministro de Estado retornam a seus mandatos para poderem Votar a favor do Governo, numa verdadeira prostituição política. Na verdade, no Brasil em muitas searas existem 2 pesos e 2 medidas. Enquanto para algumas categorias se exige um exame intelectual para aferir a sua capacidade Profissional, como os advogados, outras nada exigem a não o diploma e o boleto da anuidade quitada. Sei que no caso dos advogado existe um Corporativismo visando reserva de mercado, mas para ser atendente de farmácia nada é exigido. Por isso ainda hoje ocorre casos de balconistas vendendo medicamentos errados e que matam pessoas, principalmente as mais humildes e que não entendem bem as “poesias” rabiscadas nos receituários médicos. Ou nos casos de técnicos de enfermagem cometendo erros absurdos que levam a morte de pacientes, aos lhe injetar remédios cujo rótulo do frasco foi confundido… confundido! Nossa!
Se todos os cidadãos fossem tratados com respeito e igualdade, protegendo-lhes seus direitos e cobrando-lhes o cumprimento de seus deveres, talvez teríamos uma sociedade um pouco melhor. Mas hoje em dia só vemos a juventude falar em seus Direitos, silenciando sobre seus deveres.
E os políticos justamente vem dessa sociedade doente e Hipócrita, que quer rebaixar os militares a uma categoria de cidadãos descartáveis e sem importância. Preocupante.