Vale tudo: deputado recua, após acusação falsa ao Exército de coação a militares apoiadores de Lula

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Exército não coagiu militares com interrogatórios por voto em Bolsonaro em São Luís
“Denúncia” foi disseminada em rede social pelo deputado federal Márcio Jerry, do PCdoB, que faz parte do núcleo de coordenação de campanha do ex-presidente Lula no Maranhão

São Luís(MA) – Não é verdadeira a “denúncia” levantada pelo deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) de que militares do 24° Batalhão de Infantaria de Selva (BIS) do Exército Brasileiro, situado em São Luís, estariam sendo coagidos com ‘interrogatórios intimidatórios’ para votar no candidato à reeleição para a Presidência da República, Jair Bolsonaro (PL).
Jerry utilizou o seu perfil em rede social para disseminar a informação na última quinta-feira (12), o que provocou forte repercussão no estado, no dia que antecedeu uma agenda de campanha da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, em São Luís.
Até a publicação desta reportagem, o post de Jerry contava com 12,7 mil curtidas e 3.165 retweets.
O Checagem Mirante ouviu o Exército Brasileiro, o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) e o próprio parlamentar sobre o tema.

Recuou
Apesar de ser autor de publicação em rede social, Jerry, depois de ouvido pelo Checagem Imirante, recuou e alegou não ter feito denúncia alguma, mas tão somente relatado uma denúncia recebida pessoalmente na condição de anonimato.
Perguntado se havia algo que desse sustentação à informação disseminada nas redes, contudo, ele não respondeu.
O fato de o parlamentar ter recuado da autoria de denúncia e de ter silenciado após perguntado sobre qualquer material que desse base à grave denúncia de existência de crime dentro da instituição Exército, indica possível disseminação de desinformação.

Sem indícios
Em todo o trabalho de checagem levantado pelo Checagem Imirante, não foi encontrado qualquer indício de que houve sessões de interrogatórios nas instalações do 24° BIS, além da própria declaração de Jerry.
Não há, desde o dia 2 de outubro – quando foi confirmado nas urnas o segundo turno presidencial para o dia 30 deste mês -, qualquer investigação em curso ou processo em tramitação no âmbito da Justiça Eleitoral no Maranhão sobre o “caso” citado.
Procurado na sexta-feira (14), o Ministério Público Eleitoral não se pronunciou sobre o tema.
Jerry atribuiu um crime ao Exército Brasileiro. Em seu perfil em rede social, ele mantém uma rotina diária de disseminação de fatos desfavoráveis à imagem e à campanha do seu adversário político, Jair Bolsonaro.
Ele disse que chegou a solicitar audiência com o comando do Batalhão do Exército em São Luís, mas teria sido designado a entrar em contato com o comando da 22ª Brigada de Infantaria de Selva, que por onde o 24 BIS é subordinado.
A informação é diferente daquela apurada junto ao próprio Exército, segundo o qual o deputado federal é quem foi acionado para se pronunciar a respeito do caso, mas até o fechamento desta edição, não havia o feito.

O que afirmou Márcio Jerry em rede social?

Qual o posicionamento do Exército Brasileiro?
O Checagem Imirante entrou em contato com o Exército Brasileiro, e foi atendido pelo general Gobert, comandante da 22ª Brigada de Infantaria de Selva, sediada em Macapá.
O 24° BIS, sediado em São Luís, é uma Organização Militar diretamente subordinada à Brigada sob o comando do general.
Por meio de nota, o Exército repudiou as declarações de Márcio Jerry e afirmou que a corporação jamais recebeu formalmente qualquer denúncia sobre suposta “pressão” envolvendo militares do 24° BIS a respeito das eleições de 2022.
A nota, assinada pelo general Gobert assegura que a denúncia é “absolutamente inverídica” e acrescenta que qualquer suposta conduta indevida que vier a ocorrer será apurada, como é de praxe institucional.

Abaixo, a íntegra da nota:
“Atendendo à sua solicitação, formulada por meio da mensagem que o Sr [repórter] me enviou nesta manhã, de 13 de outubro de 2022, a 22ª Brigada de Infantaria de Selva informa que, enquanto cidadão(ã) brasileiro(a), o (a) militar que serve nas OMs [Organizações Militares] subordinadas à Brigada exerce livremente o seu direito constitucional de votar em candidatos(as) a cargos eletivos, conforme as suas convicções pessoais. Ainda sobre o assunto, cabe acrescentar que é vedada ao militar da ativa manifestação de caráter político-partidário, conforme previsão constante nos normativos legais que regem o Exército Brasileiro, com destaque para A Lei 6.880, de 09 de dezembro de 1980 – Estatuto dos Militares e o Decreto 4.346, de 26 de agosto de 2022 – Regulamento Disciplinar do Exército. Não foram recebidas, formalmente, até o momento, denúncias sobre supostas “pressões” envolvendo integrantes do 24º BIS para que estes votem em qualquer um dos candidatos às eleições de 2022, além do Tweet que o Sr mencionou. São, portanto, absolutamente inverídicos eventuais relatos dessa natureza. Caso recebamos denúncia formal acerca de qualquer suposta conduta indevida por parte de meus comandados, a mesma será apurada, como tem sido nossa praxe institucional”.
O general Gobert também informou que desde a quinta-feira à noite teve o seu número de telefone colocado à disposição do deputado federal, mas até a divulgação da nota, Jerry não havia se manifestado.

O que diz a Justiça Eleitoral sobre o tema?
O Checagem Imirante também entrou em contato com o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão para obter informações a respeito de possíveis denúncias formalizadas à Justiça, ou processo em tramitação sobre a denúncia apontada por Márcio Jerry no twitter.
Numa busca feita na secretaria judiciária do TRE-MA, não há qualquer registro que faça referência à informação apontada por Jerry em rede social.
Não há denúncia, requerimento ou processo em tramitação sobre o tema.
O TRE-MA, portanto, negou haver, no âmbito da Justiça Eleitoral do Maranhão, qualquer fato que dê sustentação à informação disseminada por Jerry.
Após a repercussão, Jerry disse não ter feito denúncia
Depois de procurado pela equipe do Checagem Imirante, o deputado federal Márcio Jerry recuou e disse não ter feito denúncia.
“Não fiz denúncia, relatei denúncia que recebi pessoalmente e em condição de anonimato da fonte. Solicitei no mesmo dia audiência com o coronel Rendeiro, que me respondeu informando que sobre o caso eu deveria me reportar ao general Gobert, comandante do 22 Batalhão de Infantaria de Selva”, disse.

Conteúdo investigado
Suposta denúncia levantada pelo deputado federal Márcio Jerry, de suposta coação a militares do 24 BIS, em São Luís, por voto obrigatório em Jair Bolsonaro.

Conclusão
Informação disseminada pelo deputado não é verdadeira.
Imirante.com/montedo.com

Respostas de 14

  1. Tem que ser processado e pagar uma gorda indenização por danos morais, calunia e difamação. Não percam tempo, acionem o STM ou a justiça comum.

  2. Porta Voz de denuncia anonima tem que ser processado. O EB nem precisa receber denuncia formal, basta a me7da jogada no ventilador para abrir processo. Foi assim que destruíram a Escola Base em SP e trituraram uma outra senhora por “suposto” ato de sequestrar crianças.

  3. Depois que vi um QE escrever
    ” chatiado ” numa FATD , um Major de infantaria estudando para a ECEME escrever
    ” faixada do QG” ( fachada do QG ) num rascunho de DIEx, depois de ver o General descendo do helicóptero segurando a bolsa da Dilma, e depois de ver um Cel QEMA chato de doer, artilheiro e PQD
    ,dizendo para não irmos no 07 de setembro de 2021em apoio a Bolsonaro em Copacabana porque militar não pode participar ” desses eventos ” 😆 perdi a esperança, não fiz mais nada e fiquei esperando a reserva chegar 😁
    Bom domingo aí nos Pampas Capitão Montedo!!! forte abraço!!!!

  4. Vindo de qualquer elemento do PCdoB ou de qualquer comunista,petista, Psolista ou puxadinhos, sempre será mentira,pois faz parte do DNA dos esquerdistas: a mentira!
    Crápulas mentirosos e canalhas que querem derrubar Bolsonaro de qualquer maneira.
    Causa-me pejo é saber que tem militares que ainda apoiem esses exrementos e sejam contra os “irmãos de farda”. Asco!

  5. 24°BIS ou BIL? O parlamentar escreveu BIL no post do Twitter.
    Coação para voto em Bolsonaro, mas o voto é secreto. Acompanharão os militares até as urnas para certificar em quem votaram?

  6. Bato na mesma tecla, deve haver responsabilidade de quem acusa. Se acusou e manchou a imagem de pessoas ou instituições, tem de mostrar o ônus da prova. Não tem? Leva pau.
    Isso vale para qualquer lado, seja esquerda, direita ou centro, não importa.
    Por isso, é fundamental a regulamenção para quem emite a informação. Se deixar solto, contando apenas com a ética do emissor, as fakenews continuarão dando as cartas nesse país.
    No caso em questão, não duvido que seja verdade, mas como falou sem provar, pau nele.
    Vou dizer por mim, o que eu vi dentro dos quarteis foi a covardia como forma de retaliação. Descobre-se que o subordinado é simpático a um candidato que não se gosta, ou que ele é “amigo” do seu “inimigo”, pronto. Não terá o mesmo tratamento que teria se não tivesse tido essa preferência.
    E a covardia? A covardia ocorre de forma velada nas ações administrativas, principalmente nas avaliações e conceitos. Vi pessoas dedicadas ao trabalho sendo marginalizadas por não se enquadrarem ao “padrão” que queriam delas, sem se basear em quaisquer fatos. Fica na subjetividade mesmo, ou, como eu digo, na covardia.

  7. Agora saberemos o resultado da auditoria do Ministério da Defesa. Prazo 48h para que forneça a informação ao TSE. Depois de tanto esconder para dar capital político as insanas mentiras do 22, agora saberemos o óbvio.

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