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Em meio à crise com TSE, Bolsonaro é esperado no QG do Exército
O presidente deverá participar da reunião do Alto Comando, marcada para a próxima semana

Jeniffer Gularte
Jair Bolsonaro é esperado na semana que vem no quartel-general do Exército, em Brasília, onde os generais que integram o Alto Comando da força estarão reunidos para mais um dos seus encontros ordinários.
O presidente já compareceu a outras duas reuniões do Alto Comando neste ano. Em maio, sem que o compromisso estivesse previsto em sua agenda oficial, ele foi almoçar com os generais e fez questão de exibir o encontro.
Na semana que vem, haverá um elemento extra capaz de adicionar ainda mais polêmica à visita.
O encontro dos generais coincidirá com uma reunião da Comissão de Transparência Eleitoral (CTE), convocada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin.
A CTE está no centro do conflito entre o tribunal e os militares desde que Luís Roberto Barroso, antecessor de Fachin na presidência do tribunal, afirmou que o Exército está sendo usado pelo presidente da República para tumultuar o processo eleitoral.
A comissão conta com um general indicado pela cúpula da força, o qual tem apresentado questionamentos sobre as urnas eletrônicas. Em mais de uma ocasião, Bolsonaro usou as indagações do militar para reforçar sua conhecida retórica contra o processo eleitoral.
No QG do Exército, oficiais dão como certo que a coincidência entre as duas reuniões acabará alimentando ainda mais a crise. Embora todo o calendário de encontros do Alto Comando já estivesse definido desde o final de 2021, dizem eles, será inevitável a leitura de que os generais estarão reunidos para pressionar a comissão do TSE.
Uma espécie de instância máxima do Exército, o Alto Comando reúne os 17 generais mais graduados da corporação.
Rodrigo Rangel(METRÓPOLES)/montedo.com

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