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MP denuncia quatro por morte de perito assassinado por militares da Marinha

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro denunciou nesta quinta-feira os quatro envolvidos na morte do papiloscopista Renato Couto de Mendonça, de 41 anos, ocorrida no dia 13 de maio, por homicídio qualificado e fraude processual.
Ele foi baleado na última sexta-feira, na Praça da Bandeira, Zona Norte do Rio, após uma discussão com os quatro homens, entre eles os três militares denunciados pelo MP. Em seguida, foi arremessado, ainda com vida, no Rio Guandu. Foram presos em flagrante pelo homicídio o sargento Bruno Santos de Lima; o pai dele, Lourival Ferreira de Lima.; o sargento Manoel Vitor Silva Soares; e o cabo Daris Fidelis Motta.
A denúncia do Ministério Público aponta que o militar Bruno Santos de Lima atirou no perito na Praça da Bandeira e contou com a ajuda de Daris, Manoel e Lourival. Em seguida , Bruno, Manoel e Daris colocaram a vítima na van da Marinha e jogaram-na do alto de uma ponte sobre o Rio Guandu. O corpo de Renato foi encontrado na segunda-feira.
O documento do MP relata ainda que o crime foi cometido por motivo torpe, uma vez que a razão do desentendimento entre Renato e os denunciados era que a vítima ameaçou fechar um ferro-velho explorado por Bruno e Lourival, localizado na Praça da Bandeira, caso não fosse ressarcida por bens que teriam sido furtados de sua casa e teriam sido receptados pelo estabelecimento. Além disso, segundo os promotores, o homicídio foi praticado por asfixia (afogamento), já que Renato foi jogado ainda vivo no Rio Guandu por Bruno e Daris, com a ajuda de Manoel.
A denúncia também cita que o crime foi cometido mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Isso porque, no dia do assassinato, Lourival atraiu o perito para o estabelecimento, com a promessa de lhe ressarcir, e Renato foi surpreendido pelos demais envolvidos, que o atacaram. Daris e Manoel seguraram a vítima para que Bruno pudesse efetuar os disparos, diz a denúncia. Daris também ajudou a colocar a vítima no interior da van que os levou ao local, com o intuito de levá-la até a ponte, enquanto Manoel dirigiu o veículo.
Quanto à denúncia por fraude processual, o MP diz que o denunciado Lourival recolheu, do local onde aconteceram os disparos, os estojos ejetados da arma de fogo utilizada por Bruno, com o intuito de induzir a erro à perícia criminal — mesma prática utilizada pelos outros três denunciados, segundo o órgão. Após a vítima ser arremessada no Rio Guandu, os envolvidos lavaram os vestígios de sangue existentes no veículo utilizado para consumar o crime, acrescenta a denúncia. Leia mais.
O Globo/montedo.com

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