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Aviso: este texto contém ironia
Minha posição a respeito da esdrúxula decisão de levar a nova escola de sargentos para a Grande Recife é conhecida e gerou interpretações simplistas do tipo “sulistas x nordestinos” “nós x eles” ou coisa que o valha.
Trata-se de análise rasa, de quem pouco se importa com a formação dos futuros sargentos e menos ainda com o destino dos instrutores e suas famílias, que serão enviados para a aprazível Araçoiaba, com seu IDH de primeiro mundo, sua única escola de ensino médio e seus dois postos de combustível (dos quais só um funciona).
Ah! A assistência em saúde da família militar ficará à cargo do HMAR, distante 60 quilômetros e  que – como sabemos – é um modelo de eficiência do sistema de saúde do Exército.

“Critérios técnicos” viraram pó!
A partir do anúncio da escolha, as razões “eminentemente técnicas” deram lugar à justificativas que ficariam melhor se dadas por políticos: aumento da oferta de empregos diretos e indiretos e o incremento na atividade econômica local.
A “carga emotiva de Pernambuco para o Exército” foi outro motivo alegado pelo general Richard Nunes, referindo-se à Guararapes.
Agora, surge uma “motivação histórica”: o local da futura escola foi centro de treinamento da Força Expedicionária Brasileira (FEB).
Como se vê, são todos argumentos extremamente técnicos, não é mesmo?

Vai vendo…

Pelo visto, até a inauguração da “Escola Para Sempre”, descobriremos que Sampaio nasceu no interior pernambucano e só foi registrado na cearense Tamboril por que não havia escrivão em Araçoiaba.

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