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Merval Pereira
O caso do decreto do presidente Bolsonaro, cancelando promoções por antiguidade ao último posto da carreira, que foi revogado por ele mesmo por pressão de oficiais que se opõem à política que o ministério da Defesa, refletindo a posição dos comandantes das Forças Armadas, quer adotar, de manter apenas o critério de merecimento, mostra bem como Bolsonaro trata as questões militares do ponto de vista corporativo, e não institucional.
Existem três critérios para as promoções nas carreiras militares:

1) Antiguidade para os postos inferiores, até Capitão;
2) Antiguidade e merecimento (pontuação) desde Capitão até Mar-e-Guerra, Coronel “full”. Há uma proporção nas promoções: para cada 4 promovidos, um irá por tempo, e três por “merecimento”.

O merecimento traduz pontuação atribuída por militares mais antigos e por comandantes. Há uma “matriz” bem definida e, normalmente, traduz mais pontos para os melhores, resultando até em “demérito” a promoção por antiguidade. É fiel ao desempenho, ao mérito.
Finalmente, a promoção a Oficial General ocorre apenas e tão somente por escolha. Não vale antiguidade ou “merecimento”, é “escolha” produzida pelo Almirantado, na Marinha, ou Alto comando, no Exército ou na FAB. É processo interno que não está livre de influências “externas”, mas sempre há o empenho para que não prevaleçam escolhas políticas. É gerada lista tríplice e apresentada pelo Ministro da Defesa ao presidente da República.
O Globo/montedo.com

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