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MÍRIAM LEITÃO
O ministro Luiz Eduardo Ramos mandou uma carta hoje cedo aos militares em geral anunciando a decisão de que dia primeiro de julho deixa a ativa e entra na reserva. Isso elimina um dos focos de tensão entre militares e o país. Por ser da ativa ele era do alto comando do Exército, e poderia a qualquer momento assumir uma posição estratégica nas Forças Armadas. Como ele é o ministro da Secretária de Governo de Jair Bolsonaro era uma espécie de elo de ligação entre a ativa e a administração política de um governo.
Ele disse na carta “aos amigos da caserna” que ao assumir o cargo político achava que seria transitória sua permanência por isso o comandante do Exército concordou com sua permanência na ativa.
“Acreditei que conseguiria cumprir essa missão ainda em 2019 e, de fato, grande parte dela foi cumprida”, e entre os projetos que ele diz que foi parte da sua missão estão a aprovação da reforma da Previdência e do “Sistema de Proteção Social dos Militares”. Disse que preparava sua volta à ativa – onde ele tem mais um ano de meio de serviços que poderia prestar – “quando fomos, de forma absolutamente imensurável,. fomos atingidos pela crise do Covid e suas crises derivadas, de tal forma que minha permanência como ministro tornou-se muito importante para minimizar os impactos da crise”.
Disse que sua permanência na ativa tornou-se “prejudicial à instituição que me fez ser quem eu sou e que eu tanto amo”. Diz que com sentimento de “absoluto respeito” ao Exército brasileiro comunica sua decisão de passar para a reserva em primeiro de julho.
O Globo/montedo.com

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