Thaís Oyama
Colunista do UOL
Até os militares do Palácio que apoiavam a permanência de Mandetta no governo acharam demais.
A entrevista dada no [domingo (12)] ao programa Fantástico pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, tocou numa corda sensível demais para os generais: a hierarquia. “Mandetta não poderia ter desafiado o presidente em público”, disse um militar com assento no Planalto.
Além disso, observou o assessor, “não era isso o que havia sido combinado na semana passada”.
[Sete] dias atrás, Mandetta chegou a limpar suas gavetas no ministério. Bolsonaro havia resolvido demiti-lo. Demoveram o presidente da decisão o ministro chefe da Casa Civil, general Braga Netto, e o ministro da Secretaria de Governo, general Ramos.
O argumento dos generais era de que seria possível achar “denominadores comuns” entre as posições do presidente e do ministro.
A entrevista de [domingo] deixou claro: não há nada em comum entre Bolsonaro e Mandetta.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.
UOL/montedo.com (edição)
Respostas de 2
Em plena epidemia o que vemos são políticos, dos mais variados espectros ideológicos, se aproveitando para ganharem holofotes e se garantirem em uma próxima eleição! Pobre Brasil…dominado por políticos profissionais que só se importam com o poder e toda a mordomia que o poder traz! Vivem como marajás em um país com graves desigualdades sociais! Direita, esquerda e centro são iguais ao desfrutarem de suas imensas e obscenas mordomias em um país de miseráveis! A política como profissão e meio de enriquecimento! Reforma política seria? Restrição do número de mandatos ao longo da vida? Fim das mordomias? Nem pensar! É um país infeliz…
Não se enganem com fala mansa e facilidade de comunicação de alguns que conseguiram se juntar ao governo, or indicação ou não, apenas para aproveitar a oportunidade da sombra do presidente e se lançarem como candidatos ou, pior, “dinamitar” o governo. São oportunistas, e essa estória de ” nunca abandonar o paciente” é papo furado, não pode ser usado para se passar de vítima quando houver a demissão certa. Especialistas é o que não faltam no Brasil, e a TV já mostrou isso. Os assesores militares devem estar fazendo um “cabo de guerra” feroz para tentar conter a vontade de guilhotinar o ministro pot parte do presidente. O ministro está fazendo um jogo sujo usado pela esquerda.