| Sargento do Exército Yane Marques, medalha de Bronze no Pentatlo Moderno Foto: Reuters |
CIRILO JUNIOR
Direto de Londres
A carreira da primeira medalhista brasileira na história do pentatlo moderno começou a mudar de patamar há cerca de três anos. Em 2009, Yane foi uma das primeiras atletas brasileiras a serem integradas ao Exército, com o objetivo de se formar uma equipe forte para os Jogos Mundiais Militares do Rio, disputados em 2011. Como sargento da instituição, ela passou a contar com estrutura e apoio financeiro, elementos fundamentais em um esporte caro como o pentatlo, que envolve cinco modalidades, recorda o treinador dela, Alexandre França.
“Hoje ela vive graças ao apoio do Exército e da Bolsa Federal. Isso é o que sustenta ela. Recebemos total apoio do COB para treinamentos, mas é um esporte dispendioso, não é uma coisa barata. Sem esse apoio do Exército, a gente não conseguiria”, afirmou França.
Quando se refere ao pentatlo como um esporte caro, o treinador salienta que, além das cinco modalidades praticadas (esgrima, hipismo, natação, tiro e corrida), Yane precisa praticar musculação e ter uma equipe que inclui psicólogo e nutricionista, além dos deslocamentos para treinos.
Yane segue no Exército e mora no Recife. Já França fica em Porto Alegre. Os trabalhos feitos em conjunto acontecem na Escola de Educação Física do Exército, no Rio, onde há todas a estrutura necessária, destaca o treinador. Ele disse esperar que a conquista de Yane em Londres inspire uma melhor estruturação do pentatlo em todo o País. França ressalta que a medalhista olímpica é uma atleta excepcional no cenário brasileiro.
“Ela é um ponto fora da curva. No nível dela, a gente não tem. Há atletas de bom nível, mas não no dela”, observa. A rotina de treinamentos de Yane é puxada. Os treinos, de segunda a sábado, variam de 6 a 8 horas por dia. Portanto, não há muito espaço para que ela tenha outra atividade. É exigida dedicação quase que integral.
Outro fator que, segundo França, impulsionou a carreira de Yane foi o programa científico do COB iniciado há dois anos para melhorar a performance dos atletas. Nele, é feito uma espécie de DNA de cada um, e do que é preciso, em termos de treinamento e alimentação, para se obter melhores resultados. Tudo feito com acompanhamento para observar o desenvolvimento dos atletas.
Ao analisar Yane, o técnico vê um salto significativo nos últimos dois anos, que a levaram a um patamar de atleta “mediana”. França se apressa a explicar que, no pentatlo, o grande objetivo é ser linear.
“Hoje, pode-se dizer que ela é uma atleta mediana em todos os esportes, com destaque maior para a natação e a equitação. No geral, ela é bem mediana. No pentatlo, o segredo é ser mediano. Não adianta ser o melhor em uma coisa e ser pior na outra. É igual a pato: corre, nada e voa, mas não faz nada direito”.
Terra/montedo.com
Respostas de 9
Então ela foi selecionada para o exército somente pela capacidade física. Em vez de passar 8 horas por dia lendo livros, ela passa 8 horas por dia fazendo exercícios físicos.
Uma pergunta: Porque o Exército tem em sua folha de pagamento cerca de 100 atletas de alto rendimento ( STT-TecAtvFsDsp), vinculados a Bia C Sv / FSJ (Rio de Janeiro-RJ) , se existe um "MINISTÉRIO DO ESPORTE", com verba específica para tal. Porque sangrar ainda mais nossa folha de pagamento, utilizaçao de material, instalaçoes e disponibilidade de profissionais, que poderiam ser direcionados para a Força. Nao vem com esta que sao atletas militares, pois pelo que sei o RISG é igual para todos, a maioria nao sao oriundos da tropa, portanto na minha opiniao sao somente atletas, com que finalidade nao sei.
Parabéns, Sgt Yane! Parabéns tb ao seu técnico, o Maj França!
Discordo que vc esteja no Exército, pois é encargo do Ministério do Esporte fomentar a atividade esportiva nacional, mas pelo menos vcs honraram a camisa e competiram de forma muito digna.
Parabéns!
Ela (Yane) mora em Recife e treina no Rio de Janeiro, e o técnico mora em Porto Alegre a acompanha os treinos dela no Rio. Conclusão: deve rolar várias diárias para os dois realizarem os treinos no paradisíaco Forte São João no Rio de Janeiro.
É por isso que não temos reposição. Pois o governo joga pro Exército todos aqueles que não tem patrocínio. Temos que dividir o pão com muita gente, daí só sobram farelos. Eles precisam de apoio, mas não adianta nos apertar, passando parte do nosso minguado orçamento pra eles.
Pobreza de espírito…
Os recursos são do Exército porque se fossem do Ministério do Esporte seriam desviados… Simples assim. Gostaria que essa brilhante atleta, pelo menos, usasse o distintivo do Exército Brasileiro estampado no seu uniforme. Mesmo nas competições internacionais.
– Se um Ministério da União, não tem competencia para administrar os recursos , que fechem as portas. O efetivo dos STT de alto rendimento vinculados ao Exército, em torno de 100 ( na nossa folha de pagamento), equivale a soma dos efetivos de Sgt temp de quatro unidades de tropa. Não desmereço a atleta, mas repito a pergunta, porque estão na nossa tão minguada folha de pagamento, se existe um MINISTÉRIO específico que cuida dos esportes; além de parte das loterias é destinado também ao esporte.
O único ministério que tem as contas aprovadas rapidamente pelo TCU, ano após ano, é o da Defesa. Em todos os demais são irregularidades em cima de irregularidades, escândalos, desvios, superfaturamentos, mumunhas e falcatruas. Concordo que deveriam ser fechados, mas… por quem????