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O comandante capitão Coutinho Nascimento sendo entrevistado pela imprensa, ontem à noite.
A população dos bairros está aplaudindo a decisão do 16º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado em patrulhar diuturnamente a cidade na busca do fuzil roubado, de um sentinela, dia 29 de março. A Associação de Moradores do bairro Padre Ulrico, inclusive, está anunciando que irá pedir que a operação seja realizada pelo menos duas vezes ao ano. As ocorrências policiais — e o movimento de alguns bares igualmente — diminuíram, mas a população se diz mais sossegada e segura.
Todo o efetivo da unidade local do Exército está mobilizado. Segundo o comandante do 16º Esqudrão, capitão Coutinho Nascimento, ele dispõe de 230 homens, já recebeu mais 70 das unidades de Palmas, Cascavel e Guaíra e, se necessário, o novo comandante da 15ª Brigada Motorizada de Cascavel, general Laerte de Souza Santos, que esteve em Beltrão nesta semana, garantiu que poderá vir mais reforços e a operação de busca ao fuzil roubado não tem data para parar.
Ao ser entrevistado pela imprensa, ontem à noite, o capitão Coutinho Nascimento disse que a operação continua porque o Exército acredita que não deu tempo do fuzil roubado sair da cidade e ele deu a entender que os autores do roubo quanto mais dificuldades opuserem mais deverão ser penalizados depois. O comandante citou outras operações semelhantes realizadas no Rio de Janeiro, com êxito, mas mais demoradas do que esta de Francisco Beltrão, que ontem completava 14 dias. “São 14 dias também sem boca de fumo.”

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Ontem à noite, com o acompanhamento da imprensa, o patrulhamento continuou pelos bairros. O Exército atua em parceria com a polícia civil e militar e o Conselho Tutelar. Teve guinchamento de carros e atuação de cães farejadores (localizam drogas), que vieram de Curitiba.
No bairro Padre Ulrico, o comandante conversou com vários adultos e crianças. Ele chegou a convidar meninos e meninas para conhecer o tanque de guerra por dentro.
Ao serem entrevistados, moradores mostravam algum receio de serem fotografados e dizer seus nomes, mas falavam abertamente de sua satisfação com a atuação do Exército. “Foi bom esse corrimaço, deviam ter vindo antes”, disse uma mulher. Outra, completou: “O que aconteceu não podia acontecer (roubo do fuzil), mas foi bom (o patrulhamento) pra controlar os maconheiros”.
Já o presidente da Associação de Moradores, Cleiton Wagner, disse que a operação do Exército, para o seu bairro, é “um sucesso”. Disse que a Associação deve enviar um ofício, em nome das pessoas de bem, solicitando que a operação seja repetida a cada seis meses ou pelo menos uma vez ao ano.
Jornal de Beltrão/montedo.com
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