Amigos, postei há pouco uma notícia sobre novas mudanças no CHQAO, supostamente originadas do EME.
Entretanto,de lá para cá, alguns indícios apontaram para a possibilidade de que a informação não seja confiável. Por isso, retirei a postagem do blog, em respeito aos leitores e para manter a credibilidade que este espaço sempre teve.
Peço desculpas a todos pela “barriga”, mas, como se diz na cavalaria, “só não cai quem não monta”.
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Cabe salientar o despreparo geral do Exército e sua falta de capacidade em gerir problemas internos. Que se queira mudar algo com o intuito de melhorar a qualificação do pessoal é algo louvável e até necessário, o que não se pode é ferir direitos e perspectivas de diretos. Ora, se houvesse tido um comissão séria composto por um Of QCO de Direito (legislação), um de Economia (custos), um de Administração (gerência dos processos envolvidos) representatividade (S Ten e 1º Sgt das turmas supostamente afetadas e, notoriamente, com as especialidades citadas para os oficiais) e um Oficial do QEMA (claro que este não pode faltar…) com certeza não teríamos tido 3 Portarias, 3 Locais de realização do curso, 4 turmas que entraram e saíram do universo sem nenhum critério plausível. Por quê não se começa atribuindo pontos ou valorizando (pela CPS) os militares que têm curso superiores, se faz um regra de transição em que todos realizem o referido curso – já pensou se de se uma hora para outra o oficial de carreira tivesse de ter ECEME para galgar os postos de Ten Cel e Cel ou um Cel ter de ser PHd para sair General? -, e depois, se aplica uma nova legislação aos cidadãos que a partir de agora entrem para a carreira militar como praça?
Considerações óbvias que não foram feitas porque quem assessorou simplesmente comparou a carreira da praça ao do oficial quando atinge o Generalato – não estudou, não leu a legislação, considerou que a praça não é sua aliada, mas um inimigo interno a ser rechaçado. Já se tem ouvido por aí palestras de representantes do EME sobre o assunto… – esqueceu que o Cargo de General é um cargo político, ao contrário do QAO que é merecimento, que as regras que balizam a carreira do oficial de AMAN são estáveis; um cadete sabe que, se não fizer nada a mais do que lhe é obrigado (alguém já viu um oficial que não passou na AMAN?), dia, o mês e o ano que saíra Cel, basta se considerar como o último da turma a ser promovido. Cabeças pagas para pensar façam por merecer o salário…. Estamos em um Estado de Direito, com um Ministério Público atuante, as praças se especializaram, mesmo à revelia das vaidades de uns e outros (fora da Força, porque dentro, curso no exterior, convênio com Faculdades etc, isto é apenas para os Of de AMAN e um e outro QCO (estes sim deveriam fazer especializações para poder assessorar aqueles que não a tem, pois foram formados em ciências militares). A lamentável, mas os oficiais do estão se esforçando tanto para tornar a carreira de praça do Exército totalmente desinteressante que conseguirão, a continuar como está daqui uns anos os quadros de praça no Exército serão constituídos por pessoas sem vocação, sem vontade de melhoria intelectual ou de qualquer espécie, sem comprometimento e dispostos a fazer o mínimo necessário, não terão nem mesmo o praça de 100 anos atrás, o que se verá será uma praça amorfa que não fará questão de pensar nem tão pouco executar, os piores ficarão! O quadro de hoje com militares antigos, formados em diversas áreas deixará de existir (sargento desenvolvendo bancos de dados, intérpretes com fluências, assessores jurídicos, contadores, professores etc) porque estes militares só se formaram mas depois de galgar as graduações de 1º e S Ten (antes se dedicaram ao Exército a bem formar nossos soldados que eram entregues ao Cmdo de um Tenente temporário que havia sido formado a um ano atrás por este mesmo sargento “utopias da força”) o que impede que a debandada em massa, haja vista mais de vinte anos dedicados à Força – melhor completar o tempo e ir se dedicar a sua segunda profissão aí de fora, quando já não o estão fazendo, eu por exemplo sou professor e já exerço atividade remunerada fora, hoje o aluno de EsSA antes de se formar já fala em começar sua faculdade logo após a formação, coisa que era praticamente impressível e impraticável a 20 anos atrás. Que venha o praça do futuro para o Exército o quanto antes para os oficiais do presente….
Concordo! Devemos valorizar nossos homens e etc. Só não podemos pecar em afirmar coisas que não temos certeza absoluta para até mesmo não perdermos credibilidade. "Nunca vi oficial não passar pela AMAN", bem, oficial realmente não, pois só são quando formados, mas cadetes desligados … sim, vi muitos, até faltando poucos meses do aspirantado.
Na realidade onde se lê AMAN leia-se ESAO