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Psicólogos e antropólogos vão mediar relação entre militares e população no Alemão
Psicólogos e antropólogos vão atuar junto à população do Complexo do Alemão, com a intenção de evitar novos conflitos. A informação foi divulgada pelo secretário estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Rodrigo Neves, nesta quinta-feira (8).
O trabalho de integrar os moradores com a tropa da Força de Pacificação vem logo depois de uma série de queixas da população local de que os militares estariam sendo truculentos. Os moradores alegam ainda estarem sendo submetidos a toque de recolher.
A decisão foi tomada nesta quinta-feira (8), durante reunião do Comando Militar do Leste e a Força de Pacificação. De acordo com informações da Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, os ‘gestores sociais’ já atuam em outras favelas pacificadas. No Alemão, o trabalho deve começar já neste sábado, dia 10.
Questionado sobre os últimos confrontos entre militares e supostos traficantes, na noite da última terça-feira (6), o secretário acredita que as queixas de moradores tenham sido orquestradas por criminosos.
“O governo não vai medir esforços para garantir o sucesso da pacificação no Complexo do Alemão, mas eu não duvido que essa foi uma ação orquestrada pelo tráfico”, disse Rodrigo Neves.
Após tiroteio, moradores tem quinta-feira pacífica
Carros blindados do Exército estão de prontidão nos principais acessos do Complexo do Alemão. Apesar da noite desta quarta-feira (7) ter sido marcada por alguns disparos e explosões de bombas, até o fim da tarde desta quinta-feira, o clima era de tranquilidade.
A Força de Pacificação, que atua no Complexo do Alemão desde novembro, decidiu afastar quatro dos militares envolvidos no tumulto com moradores no último domingo. No tumulto, três pessoas foram detidas, e uma mulher ferida por disparos de bala de borracha.
Segundo o oficial de comunicação da Força de Pacificação, major Marcos Bouças, a decisão foi tomada porque os militares vão responder a um inquérito policial militar, que será analisado por um capitão da Vila Militar, em Deodoro, no subúrbio do Rio.
“Queremos deixar bem claro que não é um castigo, mas como o Alemão fica muito longe da Vila Militar, decidimos que devido à distância, é bem melhor que eles (militares) permaneçam em Deodoro até a conclusão do inquérito”, avaliou Bouças.
Jornal do Brasil
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