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Militares retornam do Haiti e são recebidos em Cuiabá
Eles trabalharam no serviço de patrulha, segurança e saúde

Após seis meses de trabalho, um grupo de 88 militares de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul vindos do Haiti desembarcou na noite desta quinta-feira (24) no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, na base do Corpo de Bombeiros. Os militares estavam desde agosto na capital Porto Príncipe, onde foram ajudar na reconstrução do país atingido por um terremoto de 7 graus de magnitude no dia 12 de janeiro de 2010.
Como voluntários, os integrantes da comitiva se deslocaram para o país, considerado o mais pobre da América Latina, para participarem da missão de paz das Nações Unidas (ONU). Eles trabalharam no serviço de patrulha, segurança e ainda ajudaram com informações sobre saúde e na distribuição de água e alimentos.
Do total de militares que retornaram, 32 são de Cuiabá e atuam na 13ª Brigada de Infantaria Motorizada, e 51 são lotados no município de Cáceres. Os outros cinco vieram das cidades de Coxim e Corumbá, localizadas no estado vizinho.
Ao desembarcar do avião da Força Aérea Brasileira (FAB), a tropa foi recebida com homenagens do Comando do Exército como também por familiares e amigos que foram até o local. Apesar da saudade de muitos, nenhum contato pode ser feito entre eles.
Isso porque, os militares foram encaminhados direto para o hospital do Batalhão do Exército, onde serão submetidos a uma bateria de exames médicos e ainda estão previstas avaliações psicológicas. Só depois dos procedimentos clínicos eles estarão liberados para retornar para suas casas.
O comandante da 13° Brigada e Infantaria, general João Batista Carvalho Bernardes, explica que outra ação comum na volta do ‘combate’ é o isolamento dos soldados por mais algum tempo, cumprindo os cinco dias em quarentena. A precaução é para evitar que haja possibilidade de contágio por algum tipo de doença, já que foram submetidos a situações de extremo risco no período em que estiveram no Haiti.
“É necessário que todos passem pela inspeção da saúde. Desde o início sempre tivemos preocupação com a desmobilização dos soldados, pois, saíram de suas casas com saúde e o objetivo é que retornem em perfeitas condições”, frisou.
Apesar de garantir que até o momento nenhum integrante do grupo sofreu complicações, o sargento demonstra preocupação com os riscos eminentes da epidemia de cólera que se alastra pelo país e já fez centenas de vítimas. “Como a doença tem afetado o país de forma intensa, queremos realizar todos os procedimentos necessários para garantir a saúde de todos eles”, ressalvou.
Dessa forma, o reencontro com as famílias está previsto para terça-feira (1). Data esperada ansiosamente por Simone Regina da Silva, noiva de um dos soldados, e que o aguarda para a realização do casamento.
“Está sendo muito difícil ficar tão longe. Mas, sei que ele está realizando um grande sonho e também sei que vale à pena esperar”, conta em entrevista ao site da TVCA. Simone está noiva há mais de um ano e afirma que já deverá realizar a cerimônia de casamento nos próximos meses.
MÍDIA NEWS/TVCA
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