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Pelotão de Infantaria da Aeronáutica passou por oito meses de treinamento para a Missão no Haiti

A responsabilidade é grande e o desafio ainda maior. Encarar a realidade de Porto Príncipe não será fácil, mas o primeiro pelotão de Infantaria da Força Aérea Brasileira (FAB) a ir para o Haiti está motivado e quer fazer a diferença. Os militares sabem que são os primeiros de muitos que virão a integrar uma tropa de paz pela FAB, e receberam um treinamento específico para a situação que irão encontrar no país.
O cotidiano do treinamento de uma tropa de paz é diferenciado. As instruções básicas dos militares da Aeronáutica tiveram início no dia 17 de maio de 2010. A fase de nivelamento contou com instruções básicas do Comando do Exército e muita atividade física. No caso dos comandantes dos pelotões, a instrução continuou no Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB). O pelotão também teve instruções específicas, que terminaram no dia 11 de dezembro. 
“O treinamento foi focado no Core Predeployment Training Materials (CPTM), módulos de instrução para as tropas que irão cumprir missão de paz das Nações Unidas. Os militares aprenderam como funciona a estrutura da ONU, os deveres dos peacekeeper, Direito Internacional e Direitos Humanos. Além do CPTM, tiveram instruções de regras de engajamento no Haiti, instruções táticas de combate em ambiente urbano, controle de distúrbios civis, garantia da Lei e da Ordem, entre outras, além de diversos módulos de tiro”, explica o comandante do pelotão, Tenente de Infantaria Marcos Vinicius Oliveira Pereira.
Realidade haitiana 
De acordo com o Tenente Marcos, o pelotão deve encontrar uma situação difícil. Vale lembrar que o Haiti passou por um terremoto ano passado que arrasou a cidade de Porto Príncipe, a capital do país. As eleições presidenciais também são um fator de tensão. “O Haiti já se encontra em estado de paz, é claro que sua situação é delicada, principalmente após o terremoto e com a aproximação das eleições do 2º turno presidencial. A nossa missão é manter o ambiente seguro e estável que foi conquistado pelos contingentes que nos precederam”, explica o Tenente Marcos.
O pelotão da FAB vai atuar em operações de patrulha e de garantia da lei e da ordem.
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