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Liziane Berrocal, da fronteira com o Paraguai (*)

Por terra, água ou ar, os militares do CMO (Comando Militar do Oeste) trabalham desde o dia 5 deste mês contra os ilícitos fronteiriços. É a Operação Cadeado, que movimenta cerca de dois mil homens e auxiliam outros órgãos como as polícias Federal, Rodoviária, Militar e Civil e também órgãos de proteção ambiental como o IBAMA e a PMA (Polícia Militar Ambiental).

Rota vicinal
Na região de Ponta Porã, um helicóptero é utilizado para monitorar as estradas vicinais. Com equipamentos de visão noturna, a aeronave sobrevoa a região para avistar possíveis rotas do tráfico e contrabando pelas estradas vicinais, que são comuns na região.
Segundo o Tenente Coronel Monteiro de Castro, a aeronave é importante para avistar os comboios ou carros que usam as estradas secundárias para transporte de mercadorias ilegais ou mesmo tráfico de drogas.
“Como a operação é divulgada, alguns buscam rotas alternativas e usamos o monitoramento aéreo para avistar esses carros e a partir daí avisar as tropas terrestres que estão com as viaturas”, explica ele.

Fluxo intenso
De acordo com o Capitão Albano, a base fica no Posto Pacuri, principal ponto de fiscalização na faixa de fronteira, e um dos dois pontos fixos que funcionam 24 horas, localizado a 17 quilômetros de Ponta Porã.
“Esse é um dos postos mais importantes de fiscalização e com um fluxo intenso de veículos. Nos dias de maior movimento, como nos finais de semana, são cerca de 4 mil veículos que passam por aqui”, explica ele.
Mesmo durante a noite, quando o tráfego é menor, os motoristas são parados e os carros revistados, até mesmo ônibus e vans passam pela fiscalização dos militares.
Durante a operação, a estatística é que em torno de 40% a 50% dos veículos que passam pelo posto Pacuri estejam sendo revistados. O local também funciona como posto fiscal da Receita Estadual, onde são recolhidos os impostos sobre produtos que pagam o ICMS.
Cada lado tem um objetivo de fiscalização. Albano explica que os objetivos são diferenciados após estudos dos crimes cometidos em fronteira.
“No sentido Dourados/Ponta Porã nosso objetivo é coibir que carros roubados no Brasil sejam levados para o Paraguai. Já no sentido Ponta Porã/Dourados, é coibir o contrabando e o tráfico de drogas, pois esses são produtos oriundos do país vizinho”, detalha o militar.
Durante a operação um veículo Vectra, roubado em Campo Grande, foi apreendido e o autor do crime, que não teve o nome divulgado foi preso encaminhado para a polícia. Os militares também apreenderam filhos de papagaio, combustível sem nota fiscal de origem, eletroeletrônicos e produtos oriundos de contrabando.
Segundo os militares, as apreensões diminuem consideravelmente durante a operação, porém, para a Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal as operações são importantes porque geram o rescaldo.
Ou seja, os contrabandistas e traficantes acreditam que a situação fica mais “tranqüila” e voltam a agir na faixa de fronteira.
A repórter acompanha a operação a convite do Comando Militar do Oeste

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