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O exército francês possui cerca de 50 mil mulheres, entre 340 mil militares. Mas elas são  “mais numerosas, proporcionalmente, dentro das categorias hierárquicas menos elevadas”, segundo uma pesquisa divulgada pelo Ministério da Defesa. “O índice de feminização nas forças armadas continua a aumentar, atingindo, em 2009, 15%”, ressalta esse estudo intitulado “Os Militares e suas famílias”. As mulheres constituíam somente 9% do efetivo na ocasião da pesquisa anterior, conduzida em 2001.
Sua distribuição dentro das forças armadas apresenta grandes disparidades, com 13.500 mulheres na força terrestre (10%), sendo que um em cada dois militares do serviço de saúde das forças armadas é uma mulher. A aeronáutica também se distingue, com 11.700 mulheres, ou seja, 21% do efetivo, contra 12% a 14% na marinha e na polícia militar. Com pouco menos de 15% do efetivo total, as mulheres também representam “17% dos soldados e 16% dos suboficiais subalternos”. “Seu pouco tempo de serviço explica parcialmente esse resultado, como elas ingressaram mais recentemente nas forças armadas, ainda não atingiram os graus mais elevados de sua categoria”, observam os autores da pesquisa. Assim, “o número de oficiais superiores femininos é quase três vezes menor que o de oficiais subalternos, 5% e 14%, respectivamente”.
Com 59% dos militares franceses tendo menos de 35 anos, a pesquisa apresenta “uma população jovem”, sendo que três quartos dos efetivos encontram-se em “um relacionamento sério”. Uma proporção que se estabiliza, “a partir dos 35 anos, em torno de 85%”. Os militares masculinos se distinguem dos demais franceses “pelo fato de viverem um pouco mais frequentemente em casal, não importa a idade considerada”. “No total, 55% dos militares são pais (…) mas, com a idade, quase todos eles vêm a se tornar pais. De fato, a partir dos 45 anos, mais de 9 em cada 10 militares são pais de família e 8 em cada 10 mulheres militares são mães”, observam os autores.
No mercado de trabalho, “as mulheres de militares são particularmente representadas nos postos de meio-período: mais de um quarto delas – e até um terço das mães – trabalham em tempo reduzido”. Além disso, “o status de locatário domina” (43%) entre os militares, sobretudo em razão de sua mobilidade geográfica, seguido pelo de proprietário (35%) e de “morador em caráter gratuito” (22%) nas casernas.
Geograficamente, quase 60% deles residem em 7 regiões: Provença-Alpes-Côte d’Azur (12%), Île-de France (11%), Bretanha (10%), Ródano-Alpes (7%), Aquitânia (7%), Lorena (6%) e Centro (6%). Por fim, “devido à democratização do ensino, os militares com menos de 40 anos têm um grau de instrução mais elevado que os com mais de 40 anos”. Para essa pesquisa, um questionário foi enviado a 13 mil militares ativos, e 67% o responderam, informam os autores do estudo.
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