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O diretor de Patrimônio e Meio Ambiente do Exército, general-de-brigada Wagner Oliveira Gonçalves, comunicou o prefeito Ruiter Cunha de Oliveira (PT) nesta quinta-feira, 16 de setembro, que as famílias residentes na comunidade de Forte Coimbra não precisarão mais deixar o local, como determinava a Medida Provisória (MP) nº 335, de dezembro de 2006. “Aquela população poderá continuar lá, já que serão construídas, com recursos do Ministério das Cidades e apoio do Exército, da Prefeitura de Corumbá e da Secretaria do Patrimônio da União, novas casas para que as famílias sejam realocadas e permaneçam onde nasceram e viveram, sem nenhuma restrição”, garantiu o general.
Conforme Wagner Oliveira, as famílias continuarão convivendo com o Exército, como sempre conviveram, “na santa paz de Deus”, sendo que nunca houve qualquer conflito ou problema entre os militares e os civis que residem no Forte. “A verdade é que se precisava resolver a parte administrativa e burocrática do próprio Forte. São terras da União que estão jurisdicionadas ao Exército. Agora acredito que tudo vai caminhar bem”, completou.
Para o superintendente de Patrimônio da União, Mario Sérgio Sobral Costa, o acordo firmado com o Ministério Público é uma grande vitória para a história do município. “Legalmente, o civil não pode ficar dentro de área militar. Nós construímos uma situação jurídica que vai permitir isso, pois lá existe uma comunidade tradicional do Pantanal. Pessoas que têm os antepassados que participaram da Guerra do Paraguai e ajudaram na construção do forte. É uma comunidade secular e, sendo assim, não seria justo que os tirássemos dali. Isso é uma grande vitória para a comunidade, para o Exército e para nós do Patrimônio da União”, destacou.
Durante o encontro, o prefeito Ruiter pré-agendou uma reunião com o superintendente da Caixa Econômica Federal de Mato Grosso do Sul, Paulo Antunes Siqueira, para viabilizar a construção das moradias. A intenção é incluí-los no programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal. A área para construção, de aproximadamente 40 lotes, será disponibilizada pelo Exército. “A ideia é adequar a população ao patrimônio histórico sem interferir no cotidiano das famílias”, afirmou o prefeito.
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