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Luís Bulcão Pinheiro 
Um grupo formado por ex-soldados especiais da Aeronáutica se reuniram na tarde desta quarta-feira, no centro do Rio de Janeiro, para reivindicar a reintegração de seus empregos na Força Aérea Brasileira (FAB) após 12 mil terem sido dispensados depois de seis anos de serviço. Eles se encontraram em frente à Candelária e seguiram em marcha até o monumento dos Pracinhas.
Os ex-soldados foram admitidos através de concursos públicos realizados entre 1994 e 2001. Eles preencheram vagas de eletricistas, mecânicos, guardas de segurança, administradores, comunicadores, músicos, entre outras profissões. A categoria alega que foi aprovada em concurso para seguir carreira na aeronáutica e que sua demissão é ilegal.
“Eles (a Força Aérea Brasileira) afirmam que o nosso concurso era para prestação de serviço obrigatório. Mas isso não faz sentido. Para entrar no concurso, tivemos que comprovar que já havíamos prestado o serviço obrigatório. Queremos que essa situação se resolva logo para que seja devolvida nossa dignidade”, afirmou João Viegas, vice-presidente da Associação Nacional dos Ex-soldados Especializados da Aeronáutica (Anese). A Anese foi formada especialmente para exigir a reintegração dos soldados. De acordo com Viegas, a associação tem 1,2 mil membros.
A FAB, através de nota divulgada por sua assessoria de imprensa, afirma que o limite de tempo de serviço para soldados da categoria dispensada, fundamentado em decreto federal, é de no máximo seis anos. “Para continuar na carreira”, diz a nota, “os referidos militares dependeriam de aprovação em concurso público para oficial, sargento ou cabo”.
A discussão foi parar no Congresso. No Senado, circula o projeto de decreto do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), que prevê retorno dos 12 mil soldados especializados a seus cargos. Com o mesmo objetivo, o deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) apresentou sua proposta.
A Anese programa um acampamento em frente ao Congresso a partir do dia 30 de agosto, para pressionar os parlamentares a aprovar os decretos. 
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